SE O TEU PAI FOSSE GAY MUDAVA ALGUMA COISA?A ILGA Portugal – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero lança hoje a sua segunda campanha publicitária anti-homofobia a nível nacional, executada em regime pro bono pela Lowe.
De acordo com o Jornal Público, Laura Chinchilla, cientista política de 50 anos e ex-ministra do governo de Óscar Árias (o Prémio Nobel da Paz), é a grande vencedora das eleições presidenciais de Costa Rica.
Os resultados da segunda volta foram divulgados ontem à noite, 7 de Fevereiro. Trata-se da primeira mulher eleita presidente na história do país.
A candidata do Partido da Libertação Nacional (PLN, de centro-esquerda) venceu com 47% dos votos, praticamente o dobro dos resultados alcançados pelos seus rivais, Otto Guevara e Otton Solis.
Chinchilla junta-se, assim, a um pequeno grupo de mulheres que governam numa região tipicamente dominada por homens e que inclui Michelle Bachelet, do Chile, e Cristina Kirchner, da Argentina.
Contudo, nem tudo são boas notícias. Embora Laura Chinchilla seja considerada uma grande defensora dos direitos das mulheres, é uma conservadora social que se opõe ao aborto e ao casamento gay!
Ver a notícia aqui: http://www.publico.pt/Mundo/costa-rica-elege-laura-chinchilla-para-presidente_1421725
Segundo o DN Globo (04 de Fevereiro), uma Colombiana, Advogada de 42 anos e candidata ao Congresso nas eleições de Março, prometeu lutar pelos direitos das mulheres. Contudo, também prometeu outra coisa aos/às eleitores/as: nada mais nada menos do que posar nua caso ganhe as eleições!
Catarina Madeira escreve no Económico Digital (03/02/10 00:05h) que o “Parlamento tem mais mulheres agora que depois das eleições”.
De facto, como já aqui disse, no dia 27 de Setembro de 2009 foram eleitas 59 deputadas para a Assembleia da República. Actualmente, após a reformulação do Governo, têm assento no plenário 66 mulheres.
Contudo, esta aparente “boa notícia esconde uma realidade sombria” (...) uma verdade ainda pouco igualitária”, ou seja, “as mulheres sobem nas listas de deputados para substituir os homens que saíram para cargos de direcção na Administração Pública”.
Como também já disse, a Lei da Paridade, que obriga os partidos a respeitarem uma quota mínima de 1/3 de cada um dos sexos nas listas eleitorais, foi implementada pela primeira vez no ciclo eleitoral de 2009 (nas eleições europeias, legislativas e autárquicas).
Actualmente, o grupo parlamentar do PS está a preparar um projecto-lei que estabelece o mesmo limite mínimo para os cargos dirigentes da Administração Pública. No entanto, Elza Pais já referiu que a percentagem de mulheres nestes cargos já ultrapassa este valor.
Se assim é, que sentido tem este projecto-lei? Devia era procurar estabelecer a verdadeira paridade, ou seja, 50/50!
Notícia tirada daqui: http://economico.sapo.pt/noticias/parlamento-tem-mais-mulheres-agora-que-depois-das-eleicoes_80559.html
A Escola de Psicologia da Universidade do Minho irá acolher o VII
No site já está o PROGRAMA CIENTÍFICO, assim como o LIVRO DE RESUMOS.
Como poderão ver, no site, há muito boas razões para se deslocarem a Braga e também participarem no Simpósio.
Destaco as mesas que aqui mais nos interessam por tratarem dos estudos de género e feministas. Há 5 mesas organizadas pel@s colegas Nuno Santos Carneiro, João Manuel de Oliveira e Sofia Neves:
- Psicologia crítica e pensamento LGBT/queer,
- Género e masculinidades,
- Psicologia feminista I ( na qual também participarei),
- Psicologia feminista II,
- Psicologia crítica, feminismos (queer),
Discriminação positiva para rectificar a baixa representação das mulheres na política activa. A assembleia do Conselho da Europa aprovou ontem uma série de recomendações nesse sentido aos Estados membros.
Inspirados nas propostas da luxemburguesa, Lydie Err, incluem mesmo as quotas nas listas eleitorais para atingir a paridade entre homens e mulheres. A sub-representação das mulheres nos parlamentos é considerada uma ameaça à legitimidade das democracias, à escala mundial.
Em 1975, havia 10,9% de mulheres nos parlamentos a nível mundial. Em 2010, ainda não se passou dos 18%. É um aumento de 7 ponto percentuais em 35 anos.
A este ritmo, a paridade só vai ser atingida daqui a 160 anos, em 2170.
Para a socialista Lydie Err, a quota legal, obrigatória em todas as listas eleitorais, é o único meio efectivo nos sistemas eleitorais proporcionais. “Não pedimos às pessoas para gostarem das quotas, pedimos para as instaurarem para chegar a um resultado necessário. E se tiverem uma ideia melhor do que as quotas, nós aceitamo-la. Só a vontade política permite que respeitemos as quotas. O facto é que não as respeitamos”.
Lydie Err, considera que a lei belga, que prevê uma quantidade progressiva de candidaturas femininas obrigatórias em qualquer eleição é a melhor adaptada, em vista dos resultados . Mas o cúmulo de mandatos é pernicioso, adianta. “As mulheres são tão bem ou melhor formadas que os homens, mas os aparelhos políticos estão bloqueados pelos homens. E como há acumulação de mandatos, têm sempre a tentação de ter mais. A impossibilidade de acumulação é outro elemento que deve possibilitar o acesso das mulheres aos cargos de responsabilidade política”.
A solução passa pelos partidos políticos, são eles que têm a chave para abrir a porta da política às mulheres, afirma a deputada luxemburguesa.
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Notícia tirada daqui: http://pt.euronews.net/2010/01/28/europa-longe-da-paridade-politica/
Car@s Amig@s,
De acordo com o Diário de Notícias (DN) de ontem, um “homem de 51 anos não aceitou o fim de uma relação e matou a tiro a ex-companheira. O crime foi praticado na presença dos três filhos que esta tinha do anterior casamento”.
Hoje, ao longo do dia, fui lendo boas notícias relativamente à igualdade de género que, na minha opinião, ilustram bem que, apesar de lentamente, estamos a caminhar no bom sentido, ou seja, no sentido da igualdade.
Contudo, infelizmente, acabei o dia com o pensamento inverso, ou, pelo menos, com a sensação de que ainda há muito trabalho por fazer na nossa sociedade.
De facto, ao folhear a Visão da última semana de Dezembro de 2009, fiquei a conhecer um novo conceito do mundo da restauração, o bodysushi ou nyotaimori. Em japonês significa apresentação em corpo de mulher, ou seja, consiste na prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua.
Nesta altura já se devem estar pensar que esta prática não existe em Portugal, certo?! Ou se existe a mesma prática no corpo de um homem!?
Pois desenganem-se, a prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua existe bem no centro de Lisboa, no Origami Sushiaren... a mulher nua está deitada em cima de uma mesa e em cima são colocadas estrategicamente as iguarias que podem ser retiradas pel@s clientes com os hashi (os pauzinhos de madeira) colocados na mesa para isso mesmo. Diz a Visão que o conceito foi bem aceite pel@s convidad@s!
Ai se a moda pega?!
E mais não digo, pois não quero contribuir mais para esta prática que ainda nem consigo classificar! Mas não consigo parar de me questionar sobre o que sentem tanto @s clientes, como as mulheres que serve de travessa.
Actualmente, a percentagem mulheres nos altos cargos de gestão em França é de apenas 9,7%. Dirigir grandes empresas naquele país continua a ser uma tarefa de homem. Contudo, o panorama empresarial pode mudar.
Em Portugal, essa percentagem ainda é menor (há 3%) e, por isso, questionei-me imediatamente quando teríamos a mesma medida no nosso país?!