quinta-feira, 22 de abril de 2010

Prémio às empresas e entidades com políticas exemplares na área da igualdade entre mulheres e homens

De acordo com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), decorre, até 31 de Maio, a candidatura à 9ª Edição (2010) do PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE.

O PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE é uma distinção de prestígio que tem como objectivo estratégico combater a discriminação e promover a igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional, bem como a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal.

Prioridades, objectivos e as metas deste prémio são:
  • Combater a segregação no mercado de trabalho;
  • Reduzir as desigualdades nos ganhos médios mensais entre as mulheres e os homens;
  • Reduzir o diferencial entre as taxas de desemprego das mulheres e dos homens;Melhorar a qualidade das condições de trabalho;
  • Criar as condições para progressos na contratação colectiva;Aumentar a participação das mulheres na formação profissional qualificante;
  • Apoiar o emprego das mulheres;
  • Valorizar competências adquiridas em contexto profissional, familiar e social;
  • Introduzir na cultura das organizações, designadamente das empresas, a ideia de que a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal é um direito e um dever dos trabalhadores e das trabalhadoras;
  • Promover a sensibilização à igualdade de género.

O prémio visa ainda:

  • Distinguir as empresas e outras entidades que realizam ou promovem acções positivas na área da igualdade entre mulheres e homens e da qualidade no trabalho, no emprego e na formação profissional;
  • Divulgar casos e medidas exemplares de diferente tipo que tenham sido desenvolvidas neste âmbito pelas empresas e outras entidades, informando e sensibilizando gestores/as e público em geral para a natureza dessas medidas e para a importância destes domínios;
  • Promover nas empresas e outras entidades a adopção de medidas concretas que visem a a igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional e a melhoria da qualidade do emprego, nomeadamente no que se refere à conciliação entre actividade profissional, vida familiar e pessoal, dando cada vez mais visibilidade a estes factores e às empresas e outras entidades que integram esses objectivos na sua gestão global;
  • Criar exigência junto do público consumidor no sentido da preferência por bens e serviços produzidos com qualidade total, o que implica o cumprimento da legislação aplicável, nomeadamente em matéria de igualdade entre mulheres e homens.

As candidaturas são efectuadas mediante apresentação de Formulário de Candidatura, cujo modelo está disponível nos sítios da CITE www.cite.gov.pt e da CIG www.cig.gov.pt, acompanhado da totalidade dos documentos referidos no Anexo do Regulamento.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mulheres indianas ganham direito de fazer carreira no Exército e de entrar em maior número na Política

EXÉRCITO - Após uma batalha legal que durou 2 anos, as mulheres indianas obtiveram agora o amparo do Tribunal Superior de Deli, que ordenou que o Exército permita que elas participem do serviço militar permanente.

Rekha Palli é a advogada das mulheres oficiais indianas do exército e da Força Aérea que em 2008 recorreram à Justiça para acabar com a discriminação imposta pelo limite de 14 anos do tempo de serviço militar das mulheres.

Os homens têm direito a um serviço permanente que lhes permite deixar a função aos 60 anos com uma reforma. "Era tão humilhante para as mulheres. Elas eram usadas por 5, 10 anos e depois dispensadas sem nenhum benefício", afirmou Rekha Palli.

POLÍTICA - A decisão anterior chegou na mesma semana em que o Senado indiano aprovou a lei que fixa uma quota de 33,3% de mulheres tanto ao nível do parlamento nacional, como ao nível regional.

O Projecto-lei já tinha sido apresentado em 1996, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres, mas não foi aprovado. Agora, a lei tem o apoio do Partido do Congresso (no poder) e dos partidos da oposição.

Actualmente, há na câmara baixa do parlamento indiano 59 mulheres, num total de 545 deputados (11%). Com a nova lei, o número de deputadas ascenderá a 181 (33%).

Veja informação mais detalhada, por exemplo, aqui:

http://www.nofemininonegocios.com/India-Conquista-feminina-no-exercito-e-no-parlamento.phtml
http://br.noticias.yahoo.com/s/13032010/40/politica-mulheres-indianas-ganham-direito-carreira.html
http://www.quotaproject.org/uid/countryview.cfm?country=105

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Edite Estrela considera que PSD passa atestado de menoridade às mulheres do partido!

De acordo com o site da TVI 25, a Eurodeputada do PS, Edite Estrela criticou hoje a fraca representatividade feminina nos novos órgãos dirigentes social-democratas. Em declaração à Agência Lusa, Edite Estrela referiu que se trata de um «atestado de menoridade às mulheres do PSD».

Referiu que “O PSD não tem 10% de mulheres nos seus diferentes órgãos”, o que significa que “quando não tem que cumprir a lei, o PSD passa um atestado de menoridade às mulheres”.

A eurodeputada, defensora dos direitos das mulheres e da igualdade de género, confirmou no site oficial do PSD que, em 93 militantes eleit@s para diferentes cargos no partido, há apenas 8 mulheres:

1 secretária da Mesa do Congresso,
2 vice-presidentes e 2 vogais da Comissão Política nacional,
1 vogal do Conselho de Jurisdição Nacional ,
2 conselheiras nacionais, 1 das quais pela Europa.

O PSD votou contra a Lei da Paridade, alegando a “capacidade de auto-regulação do partido”, no entanto, “não se constata na realidade” lamentou a Eurodeputada... e nós também !

Aqui fica a homenagem a Carolina Beatriz Ângelo!


Hoje, pelas 15h, a Sra Secretária de Estado da Igualdade, Dra Elza Pais plantou uma árvore de Homenagem a Carolina Beatriz Ângelo no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

Aqui fica esta foto em homenagem à feminista e republicana, a 1ª mulher a votar em toda a Europa do Sul, em 1911.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Passos Coelho exclui as mulheres dos órgãos nacionais do PSD!

Em comunicado, a Srª Presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas, Maria Manuela Augusto, afirmou ter recebido com «enorme perplexidade» que os órgãos nacionais eleitos pelo PSD no último congresso representam uma exclusão das mulheres.

"O Conselho Nacional do PSD, órgão máximo saído deste congresso, ficou constituído por 54 homens e 1 mulher. No Conselho de Jurisdição, o PSD tem como membros 7 homens e 1 mulher. Na sua moção de estratégia, o moderno e novo líder [Pedro Passos Coelho] não produziu uma linha sobre políticas de igualdade entre homens e mulheres», refere.

"Na sua moção de estratégia, o moderno e novo líder não produziu uma linha sobre políticas de igualdade entre homens e mulheres. Hoje, a nova e renovada direcção do grupo parlamentar do PSD foi a votos. Na lista, figura 1 mulher."


"Estes são os factos, recentes e evidentes. Factos que nos fazem antever como seriam as novas listas, deste novo PSD e do seu novo líder, para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as Autarquias, se o Partido Socialista não tivesse criado a Lei da Paridade, impondo a presença equilibrada de homens e de mulheres em todas elas, à semelhança do que há anos vem sendo a sua prática interna" sustenta.

Diz, ainda, querer saber «se este novo PSD, se este novo líder que se arroga como o portador de uma alternativa para Portugal e um arauto da mudança, ignora o contributo de mais de metade dos portugueses, as mulheres».

E acrescenta dizendo que "As Mulheres Socialistas exigem saber o que pensa este novo e renovado líder do PSD sobre o papel que cabe às mulheres em todas as esferas públicas e políticas da sociedade, incluindo, como acontece em todos os países mais desenvolvidos, a indispensável e equilibrada partilha entre mulheres e homens também na tomada de decisão"
!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Homenagem a Carolina Beatriz Ângelo

Feminista e republicana, foi a 1ª mulher a votar em toda a Europa do Sul
A homenagem é já na próxima 6ª feira (16 de Abril de 2010) às 15h no Parque da Bela Vista, em Lisboa.
Plantação de um carvalho
Com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa

Ponto de encontro: junto ao pórtico metálico de entrada, o mesmo que serve de acesso ao Rock in Rio; quem for de transportes públicos, sai na estação de Metro da Bela Vista e segue as setas do parque e/ou do
Rock in Rio.
Com intervenções do historiador João Gomes Esteves e da Sra Secretária de Estado da Igualdade Dra Elza Pais.

É uma iniciativa da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta

domingo, 11 de abril de 2010

MOSTREM O CARTÃO VERMELHO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Adiram a esta causa!


Um gesto para manifestar que a violência doméstica não tem lugar na nossa sociedade.

Ligue: 800 202 148 ou 144

www.maltratozero.com


Podem juntar-se à causa aqui: http://apps.facebook.com/causes/470167/129066867

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Tribunal Constitucional conclui que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é constitucional!

O Tribunal Constitucional analisou o diploma que legaliza o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e considerou que as normas enviadas pela Presidência da República para fiscalização preventiva são constitucionais.

Dos 13 juízes conselheiros, apenas 2 votaram contra.

Foi dado “mais um passo de civilização" na sociedade portuguesa (Jorge Lacão)

terça-feira, 30 de março de 2010

Observatório das Representações de Género nos Media


Foi criado o Observatório das Representações de Género nos Media. Trata-se de um projecto que foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho da
UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, nomeadamente pelo núcleo de Braga, e que está em permanente construção.


Visite o site em: http://www.observatoriogenero.pt.vu/

sexta-feira, 26 de março de 2010

quinta-feira, 25 de março de 2010

Senegal - Presidente promete paridade total no país!

No site da inter parliamentary union podemos constatar que entre os países que se encontram em 1º lugar no raking mundial, em termos da participação de mulheres na política, estão o Ruanda (com 56,3%) e África do Sul (44,5%).
No Senegal, a percentagem de mulheres é de 22,7%.
No entanto, o Governo senegalês declara que, em breve, vai submeter um projecto de lei à Assembleia Nacional para a aplicação da paridade em todas as funções, informou o Presidente Abdoulaye Wade.
Assegurou que a nova lei da paridade será aplicada em todas as instituições, incluindo a Assembleia Nacional, o Senado e o Conselho Económico e Social, o que, como referiu, será inédito: “não existe nem em França nem em nenhum outro lugar do mundo”.

Veja a notícia aqui.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Duas candidatas à Presidência no Brasil!

A economista e ministra Dilma Rousseff é uma das candidatas à Presidência da República.

Dilma considera que o Brasil está preparado para ter uma mulher presidente e que as mulheres, em geral, também estão preparadas para isso. A ministra admite conhecer os desafios que tem pela frente. Um eles é conquistar o voto das mulheres brasileiras.

Conhecida pelo temperamento forte, chegou a dizer que era a única “durona no meio de homens fofos”, em referência aos colegas de governo.

A última pesquisa divulgada (da CNI/Ibope) mostra que a chefe da Casa Civil está a 12 pontos percentuais do seu adversário nas urnas, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), no conjunto das eleitoras. Este tem 37% das intenções de voto enquanto que Dilma tem 25%. Por isso, na sua campanha estão previstas acções para agradar às brasileiras e tirar, de uma vez por todas, a imagem de “durona” da ministra.

Para além de Dilma Rousseff, a senadora Marina Silva (PV-AC) também é candidata à Presidência. O Brasil tem, assim, duas candidatas ao cargo mais importante.

Mulheres pela América - Algumas políticas que chegaram à Presidência de seus países


Tradicionalmente, as mulheres candidatas herdaram votos de homens, sobretudo dos maridos. Na América Latina, 10 mulheres já ocuparam o cargo de presidenta, 7 foram eleitas, sendo que 5 tiveram o apoio dos “padrinhos”, 3 ocuparam a Presidência interinamente.


Maria Estela Martinez de Peron (Argentina) - tornou-se presidente depois da morte do marido, Juan Domingo Perón, em 1974.

Violeta Chamorro (Nicarágua)
- Entrou na política depois do assassinato do seu marido, Pedro Joaquin Chamorro, opositor ao governo ditatorial de Anastásio Somoza. Foi eleita presidente em 1990, derrotando os sandinistas liderados por Daniel Ortega. Ficou no poder durante 7 anos.

Lídia Gueiler Tejada (Bolívia) - Em 1979, a presidenta da Câmara dos Deputados e liderança feminista, Lidia Gueiler Tejada foi designada chefe de Estado pelo Congresso, para substituir o coronel Alberto Natusch, que tinha sido derrubado Wálter Guevara Arce com um golpe de Estado. Governou 8 meses. Sofreu uma tentativa de assassinato e, com outro golpe de Estado, foi deposta pelo general Luis García Meza, que a mandou para o exílio.

Mireya Moscso (Panamá) - Viúva de Arnulfo Arias, presidente por três mandatos, foi eleita em 1999 pelo Partido Arnulfista.

Laura Chinchilla (Costa Rica) - A cientista política foi vice-presidente e ministra da Justiça antes de ocupar a Presidência este ano. É conhecida pela postura conservadora em questões como a legalização do aborto.

Michelle Bachelet (Chile) - Foi a primeira mulher eleita presidente na América do Sul e cumpriu o mandato até o início deste ano.

Cristina Kirchner (Argentina) - Cristina Kirchner, advogada, senadora, e mulher do ex-presidente e deputado Néstor Kirchner, foi eleita em 2007.

Ver notícia completa aqui:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/03/22/politica,i=181196/PRE+CANDIDATA+A+PRESIDENCIA+DILMA+ROUSSEFF+TEM+O+DESAFIO+DE+CONQUISTAR+O+VOTO+DAS+MULHERES.shtml

sábado, 20 de março de 2010

Simone Veil - a 6ª mulher a entrar para a Academia Francesa!

Simone Veil, várias vezes ministra, sobrevivente de Auschwitz e feminista, tornou-se, no dia 18 de Março, com 82 anos, a sexta mulher a entrar para a Academia Francesa.

Ver aqui:

quarta-feira, 17 de março de 2010

Fazer o género ou desfazer o género?


Saiu o novo nº da Revista Exaequo, organizado por Conceição Nogueira e João Manuel Oliveira.
Fazer o Género: performatividades e abordagens queer. Revista Exaequo, nº 20.

"Este número
procura estimular, no contexto português, o aprofundamento e o debate em torno do questionamento e do reposicionamento das ligações entre género, identidades e desejo, bem como da proficuidade do conceito de performatividade do género e das abordagens queer. As perspectivas aduzidas tornam por demais evidente a projecção da obra de Judith Butler Gender Trouble: Feminism and the subversion of identity e os desenvolvimentos suscitados pela ruptura de paradigma que ela produziu."

segunda-feira, 15 de março de 2010

Aqui está o artigo tão esperado sobre a polémica em torno de algumas campanhas de cerveja sexistas!

O artigo do jornalista Pedro Durães, da revista Meios & publicidade, já se encontra online (2 de Março de 2010 - http://www.meiosepublicidade.pt/2010/03/12/beber-cerveja-e-de-homem-olhe-que-nao/)

"Beber cerveja é de homem? Olhe que não…

“Parece que na publicidade, actualmente, vale tudo. Até mesmo regredir na sociedade ao ponto de voltar a colocar a mulher numa posição hierarquicamente submissa, como se de uma ‘alcateia’ se tratasse.” A acusação é das responsáveis pelo blogue Feministas 100 Fronteiras, ouvidas pelo M&P. Não é nova a discussão em torno da exploração do corpo feminino por parte das mensagens publicitárias, recorrendo a estereótipos e doses massivas de sensualidade para agarrar o target masculino. Mas o assunto volta a estar em cima da mesa com o aparecimento recente de queixas e movimentos de indignação contra anúncios considerados sexistas, acusados de discriminar e rebaixar a imagem da mulher ou de apresentar excesso de conteúdos sexuais. Em causa estão duas campanhas publicitárias protagonizadas por marcas de cerveja, a Devassa no Brasil e a Super Bock Stout em Portugal, que conta já com um movimento de indignação no Facebook e desagrado destacado no blogue feminista gerido por um grupo de psicólogas, de entre as quais se destaca Joana Amaral Dias, ex-deputada do Bloco de Esquerda.

No caso brasileiro, foi a campanha Devassa Bem Loura, protagonizada por Paris Hilton, a fazer estalar a polémica, com três processos de investigação em curso por parte do Conselho de Autoregulamentação do Brasil (Conar). No spot televisivo da campanha, assinado pela agência Mood de São Paulo, Paris Hilton surge num vestido preto curto e justo exibindo-se em frente à janela com uma lata de cerveja Devassa Bem Loura, o que foi considerado demasiado provocante mesmo para os padrões brasileiros. Perante o habitual nível de sensualidade que os criativos querem presente nas campanhas de cerveja, foi estipulado pelo Conar que “os apelos à sensualidade não podem constituir o conteúdo principal da mensagem” e “as modelos publicitárias não podem ser tratadas como objectos sexuais”, regras muitas vezes contornadas pelos publicitários com ambientes de praia onde as modelos têm permissão para estar em biquini. Segundo a agência noticiosa Estadão, o primeiro processo terá resultado de “uma queixa formal colocada por um consumidor que reclama sobre a abordagem sensual das peças”. Um segundo processo foi aberto pelo próprio Conar, que aponta a possibilidade de os conteúdos promocionais no site da marca estarem a violar regras ao incentivar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. A terceira investigação prende-se com uma queixa apresentada pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, por considerar que o site da marca de cerveja “tem conteúdo sexista e desrespeitoso para com a mulher”.

Stout is out?

Em Portugal, foi a cerveja Super Bock a despertar a discussão, com o spot da Stout e, sobretudo, com os mupis onde se via uma mulher em roupão com a frase ‘É só puxar’. A indignação não tardou com criticas em vários blogues e com a criação do movimento Stout is Out no Facebook, onde se lê, como informação sobre o grupo, que “a campanha da Super Bock Stout é exemplar da mentalidade retrógrada que continua a negar qualquer réstea de dignidade e consideração”. Andrea Peniche, uma das criadoras da página Stout is Out, ouvida pelo M&P, aponta o dedo à marca que “procura masculinizar o consumo da Stout e, para tal, recorre à humilhação e menorização das mulheres, que curiosamente também são consumidoras de Stout”. “Explora os sentimentos mais primários, reproduzindo e banalizando os estereótipos que sustentam a desigualdade entre os sexos. Aqui não há criatividade, há preguiça criativa”, acusa Andrea Peniche. Em resposta às críticas, a posição oficial da Unicer passa apenas por esclarecer o conceito criativo da campanha, que “foi definido em função do posicionamento que se pretende para o produto que estamos a comunicar e do público-alvo a quem se destina. Foi naturalmente testado junto desse grupo alvo, como fazemos para todas as nossas campanhas.

Para o relançamento da Super Bock Stout, à semelhança do que já foi feito para a marca, a comunicação tem por base a diversão e o humor”. A Unicer acrescenta ainda que “os consumidores de cerveja são maioritariamente homens, facto ainda mais acentuado quando se fala na categoria de cerveja preta”, escusando-se a fazer qualquer tipo de comentário sobre o movimento surgido no Facebook ou a responder a qualquer crítica. Andrea Peniche sublinha que o movimento, que vai em 700 membros, é espontâneo e não tem objectivos definidos, mas falando em seu nome, afirma: “Exijo é que a marca me respeite. Espero não só que a Super Bock perceba que o sexismo ofende, nomeadamente os seus consumidores, mas também que esta linha de campanha é errada.” Para as responsáveis do blogue Feministas 100 Fronteiras, que consideram a campanha “extremamente sexista e até boçal”. O problema incide sobretudo sobre os mupis: “Reduzem as mulheres ao seu corpo e este a um objecto de consumo, confundido com a cerveja. Note-se que a cabeça e as pernas dela nem são necessárias. E há um trocadilho grotesco entre a cerveja e a mulher quando referem que é ‘de abertura fácil’”. Mas não poupam as críticas também ao spot, onde “há uma hierarquia abismal entre homens e mulheres, onde elas existem apenas para servir os homens, para lhes proporcionar prazer”. O grupo admite que pretende pressionar a suspensão da campanha já que considera “este tipo de sexismo extremamente ofensivo”. Ambos os grupos se mostram satisfeitos com a adesão por parte de elementos do sexo masculino, algo que não surpreende já que “o anúncio faz a apologia de um mundo detestável, tanto para homens como para mulheres”, refere Andrea Peniche. As responsáveis do blogue apontam para o facto de que “também os homens são discriminados já que só vemos a imagem de alguns homens descerebrados que só vêem cerveja, mulheres e futebol… Redutor da essência masculina não?”. Para lá da questão do uso abusivo da sexualidade e do corpo feminino, que as redes sociais criticam, há uma discriminação sublinhada por ambos os grupos: beber cerveja não é de homem, as mulheres também são consumidoras. “Irrita-me que me ignorem enquanto consumidora. É que as mulheres também bebem cerveja. Se isso não é importante para a marca, pois bem, deixam de contar com o meu consumo”, atira Andrea Peniche.”

sexta-feira, 12 de março de 2010

Vamos todos/as assinar a petição para que seja retirada a publicidade sexista da SuperBock Stout!

Volto a chamar a atenção para publicidade sexista da SuperBock Stout e para a enorme polémica que está a gerar, nomeadamente na blogosfera e no facebook (Stout is Out). Este grupo, criado há cerca de 15 dias, já integra perto de 1000 pessoas. Adira também.

Há aqui uma
- petição on-line - com o objectivo de retirar esta publicidade dos meios de comunicação. Subscrevam a petição e divulguem-na pelos vossos contactos pff.
Obrigada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Vale tudo para que os homens passem a olhar para os olhos das mulheres e não para os “decotes”!


Vi no i que Marion Cotillard, a actriz francesa, que participa, nomeadamente, no filme "Nove", participa numa paródia de promoção de um inovador acessório: uns seios de plástico para colar em cima das sobrancelhas. Diz Marion que faz tudo para que os homens passem a olhar para os olhos das mulheres e não para os “decotes”!