segunda-feira, 21 de junho de 2010

Eleições na Eslováquia

A primeira mulher a conseguir penetrar nas altas esferas da política centro-europeia, Iveta Radičová, líder do partido de centro-esquerda SDKU, será a nova primeira ministra da Eslováquia.

Não venceu as eleições do último fim de semana, mas os partidos de direita e centro conquistaram a maioria dos votos e vão formar uma coligação maioritária.

Iveta Radičová tem 53 anos, é diplomada em Oxford e é professora de sociologia. Foi candidata à Presidência nas eleições de 2009, vencida pelo actual presidente, Ivan Gasparovic. Foi ministra do Trabalho e Assuntos Sociais em 2005-2006 e eleita deputada democrata-cristã em 2006.


quarta-feira, 16 de junho de 2010

Seminário Internacional “ Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social”

A Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG) realiza o seminário Internacional “Desafiar a indiferença: género, igualdade e inclusão social”, no dia 25 de Junho, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.



Consulte o programa

A ficha de inscrição está aqui.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Lançamento do livro - "Cometi um Crime? Representações sobre a (i)legalidade do aborto"


A apresentação pública do livro "Cometi um Crime? Representações sobre a (i)legalidade do aborto", de Boaventura de Sousa Santos, Ana Cristina Santos, Madalena Duarte, Carlos Barradas, Magda Alves, é já na próxima segunda-feira (14 de Junho de 2010), na FNAC do Chiado, em Lisboa, pelas 18:30 horas.


Apresentação de Manuela Tavares (investigadora em estudos sobre as mulheres) e Duarte Vilar (director executivo da Associação para o Planeamento da Família).

Apareçam!


sexta-feira, 4 de junho de 2010

Será que os homens estão tristes porque a era deles está a chegar ao fim?!

O jornal i (03 de Junho de 2010) entrevistou Avivah Wittenberg-Cox em Paris, à margem da conferência anual da OCDE sobre recuperação económica e emprego.

A consultora - umas das pensadoras consideradas mais influentes do novo feminismo no mercado de trabalho - salienta que as mulheres dominam nas universidades (60%), mas são ainda caso raro na liderança de governos e organizações - menos de 20%.

Diz que defender, hoje, o acesso das mulheres à liderança não é uma questão de direitos, mas de boa gestão pública e privada. A mudança já está em curso e os homens não têm nada que temer - "o fim do monopólio dos homens sobre a liderança na gestão vai libertá-los da camisa-de-forças da responsabilidade", ironiza.

Mas, a verdade e que a era deles ainda não está a chegar ao fim. "Acho que o medo pode chegar, mas por enquanto estamos numa total falta de consciencialização sobre o problema. Não têm medo porque não pensaram neste assunto dois minutos sequer nas suas carreiras
".

Veja a totalidade da notícia aqui:

http://www.ionline.pt/conteudo/62814-os-homens-estao-muito-tristes-porque-era-deles-esta-chegar-ao-fim

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Visões do Feminismo no Séc. XXI / Concurso de fotografia até 30 de Junho!





























O Lobby Europeu de Mulheres (LEM) lançou o concurso de fotografia "Visões do Feminismo no Séc. XXI".
As fotografias seleccionadas serão expostas em Bruxelas e darão origem a uma publicação.
Consulte o
regulamento.

Participe!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"O género é o que está a dar"!?

Não vou gastar mais do meu tempo com a crónica da Helena Matos, assim designada, que copiei do Jornal Público de hoje, até porque a minha colega e amiga Sofia Neves já lhe respondeu devidamente no seu blog: A PIDE do Género

Mas fiz questão de divulgá-la aqui na íntegra, porque julgo que no século XXI é importante que as/os titis do género andem mais bem informadas/os do que a titi da obra de Eça de Queirós!


Diz Helena Matos
“O género está para os dias de hoje como o pecado para a titi de A Relíquia queirosiana. A dita senhora via pecado em todo o lado e quase não perdoava ao Deus que tanto adorava ter dividido a humanidade em homens e mulheres, dualidade que estava na origem de todo o mal, segundo a mesma devota e riquíssima senhora. As novas titis não são proprietárias de meia Lisboa como era a titi de A Relíquia, mas também não vivem mal. Constituem um grupo profissional em franco progresso e bem estabelecido na vida, pois ninguém ousa questionar os seus cargos já que se tal acontece eles logo lançam a excomunhão do reaccionarismo, do preconceito e doutras coisas nefandas sobre quem os questiona.
As novas titis dedicam-se às questões de género com o mesmo zelo que a pretérita titi dedicava ao pecado. Digamos que em cada época as respectivas titis procuram erradicar o que definem como pecado, definição essa que para nossa desgraça invariavelmente cai nos nossos corpos. Assim, antes as titis eram beatas e não se lhes podia falar de sexo. Agora são especialistas em questões de género e só se pode falar do sexo como elas determinam: de preferência numa terminologia epicena, sem masculinos nem femininos; com progenitores em vez de pais e de mães; pessoas no lugar de homens e mulheres...
Enfim, é disparate, mas é um disparate muito rentável: as faculdades encheram-se de especialistas de género que viajam para congressos sobre questões de género, onde fazem intervenções sobre género. Voltam de lá invariavelmente a dizer que temos de investir mais meios nas questões de género, intervir mais na vida das empresas, das famílias, das escolas e de tudo o que existe para eliminar as discriminações, a homofobia, o sexismo... e assim ininterruptamente vão aumentando o número de funcionários afectos às questões de género. Os partidos muito sensíveis “ao que está a dar” acham que devem falar sobre o género e ter deputados que fazem do género não só a sua temática preferencial como fazem do seu próprio género, ausência dele ou mudança dele o seu cartão-de-visita, quando não o seu currículo. Aliás, os parlamentos, associações e partidos ostentam hoje fulano que assume ser homossexual e cicrano transexual com o mesmo garbo exótico com que nas exposições coloniais de outrora se exibiam os chefes tribais africanos com as suas várias mulheres.
Presumo que o género e toda a literatura que tem produzido deve dentro de alguns anos
repousar no mesmo embaraçoso limbo onde pairam os milhares de estudos sobre a alternativa terceiro-mundista ao capitalismo ou as profundíssimas teorizações sobre a relação da psicanálise com a luta de classes, mas até lá, e tal como aconteceu com as anteriores temáticas, a questão do género mantém activa e devidamente sustentada esta legião de neotitis.
E note-se que ainda vamos ter saudades da conversa do género porque, apesar de tudo, o género ou a falta dele ainda é um assunto da vida. Ora, como tudo indica que a morte, ou mais propriamente a eutanásia, é a causa de avanço civilizacional que se segue, não é difícil perceber por que ainda nos vão parecer felizes estes dias de hoje em que andávamos às voltas com as titis enquanto funcionárias do género.” (Jornal Público, 20 de Maio, 2010, p. 41)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Portugal deu mais um passo no sentido da igualdade!


O Presidente da República, Cavaco Silva, promulga a Lei da igualdade no acesso ao casamento!

Cavaco Silva, escolheu o dia de ontem - Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e Transfobia - para anunciar a sua decisão sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo: promulga a Lei, acelerando o processo da igualdade.

Estamos todo/as de parabéns!



Veja a declaração do Presidente aqui:

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Quem é que nos ensina a discriminar?!


De acordo com as notícias, hoje, 13 de Maio de 2010, e portanto no século XIX, o Papa falou contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo em Fátima!

Felizmente, vários sectores da sociedade já reagiram às suas declarações. A presidente da União das Mulheres Alternativa e Resposta, por exemplo, criticou a «ostracização» das mulheres e dos homossexuais.

Concretamente, Maria José Magalhães disse à Lusa que «A UMAR lamenta que o Papa continue no caminho de ostracização dos direitos das mulheres e das pessoas com orientação sexual diferente e que inverta os seus próprios objectivos de paz e harmonia».
Acrescentou que «impedir o direito ao aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo é um obstáculo ao desenvolvimento, à harmonia e à felicidade».







Nota: Esta foto, que caracteriza muito bem esta situação, foi roubada ao Colectivo Feminista

Ver a notícia na totalidade aqui:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/papa-bento-xvi-aborto-gays-tvi24/1162559-4071.html

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lançamento do livro "Homossexuais no Estado Novo"!


Lançamento do livro "Homossexuais no Estado Novo”, da autoria de São José Almeida, da Sextante Editora, no próximo dia 20 de Maio, pelas 18:30h, no El Corte Inglês.

A apresentação da obra será feita por Tereza Pizarro Beleza e António Fernando Cascais.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Nova polémica publicitária em França!

Damien Saez escolheu esta foto de uma mulher nua num carrinho de compras (realizada pelo conhecido fotógrafo Jean Baptiste Mondino) para a capa do seu novo álbum e também a usou em cartazes promocionais.

Com esta imagem, o autor tem como objectivo acusar, alertar para o facto de as mulheres, muitas vezes, serem tratadas como produtos de consumo. Ou seja, a imagem é o objecto da contestação, uma critica à obscenidade do consumo.

Contudo, a Entidade Reguladora da Publicidade em França decidiu censurar o cartaz, dizendo que este “apresenta um carácter degradante da mulher na medida em que ela aparece nua, e num carrinho de compras, logo como uma mercadoria”!

Perante a censura, o artista optou por substituir a fotografia por uma mensagem no cartaz: "La photo initialement prévu pour cette affichage a été interdite dans les couloirs de nos métro, J'accuse".

Mas também este texto foi proibido e recusado por todas as redes publicitárias!
Qual será a verdadeira razão da censura deste cartaz?

O que parece incomodar mais não é certamente a imagem da mulher semi-nua. Não será a frase colocada em cima do cartaz “j’accuse” o grande problema?


Para saber mais aqui:

http://saez.mu/
http://www.saezworld.com/
http://www.saezlive.net/start
http://www.myspace.com/saez


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Lançamento Público de Novo Jornal Gratuito da UMAR

Hoje, 2ª-feira, dia 10 de Maio de 2010, será efectuado o lançamento público do número 0 de um novo jornal de distribuição gratuita, promovido pela UMAR.

O lançamento é às 17:00h no Fábulas (Chiado).

A/os participantes terão direito a um exemplar.
Participe. Este evento é público. Qualquer pessoa pode juntar-se e convidar amigos e amigas.


Veja mais informações sobre o jornal a ser lançado hoje aqui:

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/papa-bentoxvi-i-diario-umar/1161218-4071.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Movimento de cidadãos pela laicidade!

http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=CPL2010

As mulheres, o sexo e a infidelidade!

« Les hommes, l’amour, la fidélité »,
Assim se chama o livro da psicóloga clínica Maryse Vaillant recentemente lançado em França e que ainda não li e (verdade seja dita, pelo que vi no Feminino Negócios - http://www.nofemininonegocios.com/) nem pretendo ler!

De acordo com a autora, a infidelidade masculina faz bem ao casamento e a fidelidade é uma "fraqueza de carácter"!

Diz que, ao serem infiéis, os homens estão a agir de acordo com a sua natureza e que isso é "essencial ao seu funcionamento psíquico", não deixando de amar as suas parceiras. A maioria dos homens precisa de “um espaço próprio" e que a infidelidade é quase inevitável”! Que os poucos homens sem casos extra-conjugais normalmente têm "uma fraqueza de carácter", que "São homens cujo pai era física ou moralmente ausente.

Por seu lado, se as mulheres aceitarem que "os pactos de fidelidade não são naturais, mas culturais", podem ter uma experiência "libertadora".
...
Ok, pronto, admito, fiquei curiosa de saber o que pensa a autora sobre a mesma questão quando se trata das mulheres!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Encontros na Sexualidade Feminina

No âmbito do Congresso Europeu de Sexologia, a Comissão de Sexualidade Feminina da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica (CSF-SPSC), em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Construtivistas (SPPC), convida-vos a participar nos Encontros na Sexualidade Feminina que está a organizar com o objectivo de debater temas chave na área da sexualidade feminina.

Local: Maternidade Dr. Alfredo da Costa
Hora: 4ª-feira, 5 de Maio de 2010, 14:00h

consulte aqui o programa …

Preço: Estudantes (com comprovativo) - 10€, Profissionais - 15€

O número de inscrições é limitado aos lugares disponíveis.
A sua inscrição só será validada após efectuada a transferência bancária.

Pode efectuar a sua inscrição no site:
https://sites.google.com/site/encontrosexualidadefeminina/

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Publicação do INE: Homens e mulheres em Portugal - 2010

Há uma nova publicação do INE que integra um conjunto de indicadores repartidos por 8 temas:
  • População;
  • Família;
  • Educação e Formação;
  • Actividade, Emprego e Desemprego;
  • Conciliação Trabalho e Vida Familiar;
  • Saúde;
  • Decisão;
  • Crime e Violência.
Estes 8 temas correspondem às áreas disponíveis no Dossiê de Género, uma base de dados dinâmica, contendo informação actualizada que permite acompanhar a implementação de um conjunto de programas e instrumentos estratégicos sobre a igualdade de género.

Pode ler a publicação integral
aqui.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Prémio às empresas e entidades com políticas exemplares na área da igualdade entre mulheres e homens

De acordo com a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), decorre, até 31 de Maio, a candidatura à 9ª Edição (2010) do PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE.

O PRÉMIO IGUALDADE É QUALIDADE é uma distinção de prestígio que tem como objectivo estratégico combater a discriminação e promover a igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional, bem como a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal.

Prioridades, objectivos e as metas deste prémio são:
  • Combater a segregação no mercado de trabalho;
  • Reduzir as desigualdades nos ganhos médios mensais entre as mulheres e os homens;
  • Reduzir o diferencial entre as taxas de desemprego das mulheres e dos homens;Melhorar a qualidade das condições de trabalho;
  • Criar as condições para progressos na contratação colectiva;Aumentar a participação das mulheres na formação profissional qualificante;
  • Apoiar o emprego das mulheres;
  • Valorizar competências adquiridas em contexto profissional, familiar e social;
  • Introduzir na cultura das organizações, designadamente das empresas, a ideia de que a conciliação da vida profissional, familiar e pessoal é um direito e um dever dos trabalhadores e das trabalhadoras;
  • Promover a sensibilização à igualdade de género.

O prémio visa ainda:

  • Distinguir as empresas e outras entidades que realizam ou promovem acções positivas na área da igualdade entre mulheres e homens e da qualidade no trabalho, no emprego e na formação profissional;
  • Divulgar casos e medidas exemplares de diferente tipo que tenham sido desenvolvidas neste âmbito pelas empresas e outras entidades, informando e sensibilizando gestores/as e público em geral para a natureza dessas medidas e para a importância destes domínios;
  • Promover nas empresas e outras entidades a adopção de medidas concretas que visem a a igualdade entre mulheres e homens no trabalho, no emprego e na formação profissional e a melhoria da qualidade do emprego, nomeadamente no que se refere à conciliação entre actividade profissional, vida familiar e pessoal, dando cada vez mais visibilidade a estes factores e às empresas e outras entidades que integram esses objectivos na sua gestão global;
  • Criar exigência junto do público consumidor no sentido da preferência por bens e serviços produzidos com qualidade total, o que implica o cumprimento da legislação aplicável, nomeadamente em matéria de igualdade entre mulheres e homens.

As candidaturas são efectuadas mediante apresentação de Formulário de Candidatura, cujo modelo está disponível nos sítios da CITE www.cite.gov.pt e da CIG www.cig.gov.pt, acompanhado da totalidade dos documentos referidos no Anexo do Regulamento.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Mulheres indianas ganham direito de fazer carreira no Exército e de entrar em maior número na Política

EXÉRCITO - Após uma batalha legal que durou 2 anos, as mulheres indianas obtiveram agora o amparo do Tribunal Superior de Deli, que ordenou que o Exército permita que elas participem do serviço militar permanente.

Rekha Palli é a advogada das mulheres oficiais indianas do exército e da Força Aérea que em 2008 recorreram à Justiça para acabar com a discriminação imposta pelo limite de 14 anos do tempo de serviço militar das mulheres.

Os homens têm direito a um serviço permanente que lhes permite deixar a função aos 60 anos com uma reforma. "Era tão humilhante para as mulheres. Elas eram usadas por 5, 10 anos e depois dispensadas sem nenhum benefício", afirmou Rekha Palli.

POLÍTICA - A decisão anterior chegou na mesma semana em que o Senado indiano aprovou a lei que fixa uma quota de 33,3% de mulheres tanto ao nível do parlamento nacional, como ao nível regional.

O Projecto-lei já tinha sido apresentado em 1996, por ocasião do Dia Internacional das Mulheres, mas não foi aprovado. Agora, a lei tem o apoio do Partido do Congresso (no poder) e dos partidos da oposição.

Actualmente, há na câmara baixa do parlamento indiano 59 mulheres, num total de 545 deputados (11%). Com a nova lei, o número de deputadas ascenderá a 181 (33%).

Veja informação mais detalhada, por exemplo, aqui:

http://www.nofemininonegocios.com/India-Conquista-feminina-no-exercito-e-no-parlamento.phtml
http://br.noticias.yahoo.com/s/13032010/40/politica-mulheres-indianas-ganham-direito-carreira.html
http://www.quotaproject.org/uid/countryview.cfm?country=105