“Com Açucar com Afeto”, de Chico Buarque (1966) e “Esse Cara”, de Caetano Veloso, novamente, porque estão lindos nesta versão... por sugestão da Cláudia Múrias, a quem agradeço, mais uma vez.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Músicas em torno das questões de género III
Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada
Ele some
Ele é quem quer
Ele é um homem e eu sou apenas uma mulher
Músicas em torno das questões de género II
Mais uma música maravilhosa de Chico Buarque - Cotidiano (original 1984) - por sugestão de Cláudia Múrias. Obrigada Cláudia.
Mais uma vez, coloco a letra também, porque julgo que vale mesmo a pena ler com atenção.
Todo dia ela faz Tudo sempre igual
Me sacode Às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca prá beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Músicas em torno das questões de género!
São várias as vezes em que Chico Buarque demonstrou preocupar-se com a desigualdade de género, desde a época da ditadura. A música Mulheres de Atenas, de 1976, é um bom exemplo disso.
No entanto, também foram várias as vezes em que o autor/cantor se sentiu injustiçado, sobretudo pelas feministas radicais. Veja-se, por exemplo, o que diz Wagner Homem (2009) na obra “Histórias de canções - Chico Buarque”, das Publicações Dom Quixote:
"O inacreditável, mais uma vez, aconteceu: incapazes de entender a ironia da letra, correntes radicais do movimento feminista passaram a condenar a música, por entender que ela pregava a passividade das mulheres.”
Mulheres de Atenas (Chico Buarque)
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas
Cadenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas
Obscenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas
Helenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas
Morenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas
Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas
Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas
Excelente campanha publicitária da ILGA Portugal
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
1ª Presidenta na Costa Rica: Boa ou má notícia?!
De acordo com o Jornal Público, Laura Chinchilla, cientista política de 50 anos e ex-ministra do governo de Óscar Árias (o Prémio Nobel da Paz), é a grande vencedora das eleições presidenciais de Costa Rica.
Os resultados da segunda volta foram divulgados ontem à noite, 7 de Fevereiro. Trata-se da primeira mulher eleita presidente na história do país.
A candidata do Partido da Libertação Nacional (PLN, de centro-esquerda) venceu com 47% dos votos, praticamente o dobro dos resultados alcançados pelos seus rivais, Otto Guevara e Otton Solis.
Chinchilla junta-se, assim, a um pequeno grupo de mulheres que governam numa região tipicamente dominada por homens e que inclui Michelle Bachelet, do Chile, e Cristina Kirchner, da Argentina.
Contudo, nem tudo são boas notícias. Embora Laura Chinchilla seja considerada uma grande defensora dos direitos das mulheres, é uma conservadora social que se opõe ao aborto e ao casamento gay!
Ver a notícia aqui: http://www.publico.pt/Mundo/costa-rica-elege-laura-chinchilla-para-presidente_1421725
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Novas formas de @s candidat@s chamarem os/as eleitor@s à atenção: ai se a moda pega ;o)
Segundo o DN Globo (04 de Fevereiro), uma Colombiana, Advogada de 42 anos e candidata ao Congresso nas eleições de Março, prometeu lutar pelos direitos das mulheres. Contudo, também prometeu outra coisa aos/às eleitores/as: nada mais nada menos do que posar nua caso ganhe as eleições!Casada há mais de 20 anos e com três filhos, a candidata terá dito que "O nu é o meio para transmitir a mensagem e a mensagem é que vou lutar pelos direitos das mulheres".
No entanto, as suas reivindicações feministas chocam com as críticas das associações feministas, que consideram este seu comportamento "degradante", porque acreditam que na realidade, se ela "ganhar algum voto em Março é o dos homens machistas”.
De acordo com a mesma fonte, o Presidente Álvaro Uribe mostrou-se tranquilo face à iniciativa da candidata e afirmou preferir "que posem nuas a que comprem votos."
Mas, afinal, qual é a diferença?
Ai se a moda pega ;o)
Ver a notícia aqui: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1485909&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas
Boas ou más notícias para a sociedade?!
Catarina Madeira escreve no Económico Digital (03/02/10 00:05h) que o “Parlamento tem mais mulheres agora que depois das eleições”.
De facto, como já aqui disse, no dia 27 de Setembro de 2009 foram eleitas 59 deputadas para a Assembleia da República. Actualmente, após a reformulação do Governo, têm assento no plenário 66 mulheres.
Contudo, esta aparente “boa notícia esconde uma realidade sombria” (...) uma verdade ainda pouco igualitária”, ou seja, “as mulheres sobem nas listas de deputados para substituir os homens que saíram para cargos de direcção na Administração Pública”.
Como também já disse, a Lei da Paridade, que obriga os partidos a respeitarem uma quota mínima de 1/3 de cada um dos sexos nas listas eleitorais, foi implementada pela primeira vez no ciclo eleitoral de 2009 (nas eleições europeias, legislativas e autárquicas).
Actualmente, o grupo parlamentar do PS está a preparar um projecto-lei que estabelece o mesmo limite mínimo para os cargos dirigentes da Administração Pública. No entanto, Elza Pais já referiu que a percentagem de mulheres nestes cargos já ultrapassa este valor.
Se assim é, que sentido tem este projecto-lei? Devia era procurar estabelecer a verdadeira paridade, ou seja, 50/50!
Notícia tirada daqui: http://economico.sapo.pt/noticias/parlamento-tem-mais-mulheres-agora-que-depois-das-eleicoes_80559.html
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
A Escola de Psicologia da Universidade do Minho irá acolher o VII
No site já está o PROGRAMA CIENTÍFICO, assim como o LIVRO DE RESUMOS.
Como poderão ver, no site, há muito boas razões para se deslocarem a Braga e também participarem no Simpósio.
Destaco as mesas que aqui mais nos interessam por tratarem dos estudos de género e feministas. Há 5 mesas organizadas pel@s colegas Nuno Santos Carneiro, João Manuel de Oliveira e Sofia Neves:
- Psicologia crítica e pensamento LGBT/queer,
- Género e masculinidades,
- Psicologia feminista I ( na qual também participarei),
- Psicologia feminista II,
- Psicologia crítica, feminismos (queer),
domingo, 31 de janeiro de 2010
Lei da Igualdade em 2011!
Ver a notícia aqui:
sábado, 30 de janeiro de 2010
Medidas de acção positiva para rectificar a sub-representação das mulheres na política activa!
Discriminação positiva para rectificar a baixa representação das mulheres na política activa. A assembleia do Conselho da Europa aprovou ontem uma série de recomendações nesse sentido aos Estados membros.
Inspirados nas propostas da luxemburguesa, Lydie Err, incluem mesmo as quotas nas listas eleitorais para atingir a paridade entre homens e mulheres. A sub-representação das mulheres nos parlamentos é considerada uma ameaça à legitimidade das democracias, à escala mundial.
Em 1975, havia 10,9% de mulheres nos parlamentos a nível mundial. Em 2010, ainda não se passou dos 18%. É um aumento de 7 ponto percentuais em 35 anos.
A este ritmo, a paridade só vai ser atingida daqui a 160 anos, em 2170.
Para a socialista Lydie Err, a quota legal, obrigatória em todas as listas eleitorais, é o único meio efectivo nos sistemas eleitorais proporcionais. “Não pedimos às pessoas para gostarem das quotas, pedimos para as instaurarem para chegar a um resultado necessário. E se tiverem uma ideia melhor do que as quotas, nós aceitamo-la. Só a vontade política permite que respeitemos as quotas. O facto é que não as respeitamos”.
Lydie Err, considera que a lei belga, que prevê uma quantidade progressiva de candidaturas femininas obrigatórias em qualquer eleição é a melhor adaptada, em vista dos resultados . Mas o cúmulo de mandatos é pernicioso, adianta. “As mulheres são tão bem ou melhor formadas que os homens, mas os aparelhos políticos estão bloqueados pelos homens. E como há acumulação de mandatos, têm sempre a tentação de ter mais. A impossibilidade de acumulação é outro elemento que deve possibilitar o acesso das mulheres aos cargos de responsabilidade política”.
A solução passa pelos partidos políticos, são eles que têm a chave para abrir a porta da política às mulheres, afirma a deputada luxemburguesa.
Copyright © 2010 euronews
Notícia tirada daqui: http://pt.euronews.net/2010/01/28/europa-longe-da-paridade-politica/
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
A urgência de termos um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa
Car@s Amig@s,Já aqui falámos da petição online: "Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa", mas realmente, como mostra a foto aqui ao lado, a situação da UMAR é bastante urgente e nunca é demais divulgar esta iniciativa!
http://www.peticaopublica.com/?pi=UMAR
Muito obrigada
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Feminismo, diferenças de sexo e sufrágio das mulheres
the
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Entre marido e mulher que ninguém meta a colher!?!
De acordo com o Diário de Notícias (DN) de ontem, um “homem de 51 anos não aceitou o fim de uma relação e matou a tiro a ex-companheira. O crime foi praticado na presença dos três filhos que esta tinha do anterior casamento”.Aparentemente, a vítima tinha terminado a relação de 2 anos com ele, há cerca de 2 ou 3 meses e, desde essa altura que o agressor não a largava. Bateu-lhe uma vez e ela fez queixa à polícia, mas de nada serviu! Outra vez, o homem também tentou abalroar o seu carro, mas, mais uma vez, não houve quaisquer consequências para ele. Os seus três filhos viviam em pânico que este aparecesse lá por casa, o que acontecia com frequência. Há 2 dias, apareceu pela última vez e a agressão acabou na morte da Luísa a tiro perante os seus 3 filhos!
Aparentemente, a PSP foi a primeira força policial a chegar ao local, mas o caso está agora a ser investigado pela Polícia Judiciária.
E agora pergunto, por que é que isto aconteceu? Por que é que a polícia não aplica a lei que já existe?! Esta mulher já tinha apresentado queixa! Por que é que só agora, que ela está morta e que os filhos estão traumatizados para o resto da vida, é que a Polícia Judiciária vai investigar o caso?! Por que é que não actuaram quando fez queixa a 1ª vez? A polícia será responsabilizada?
Estas são algumas das razões pelas quais muitas das vítimas nem sequer se dão ao trabalho de fazer queixa... a verdade é que, apesar de a lei ter vindo a melhorar em relação à violência doméstica, na prática ainda vigora a máxima “entre marido e mulher ninguém mete a colher”!
Pois, em situações de violência, seja ela qual for, tem de se meter a colher. Não é pedir demais, é apenas uma questão de justiça!
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Quando pensamos que já vimos tudo...!
Hoje, ao longo do dia, fui lendo boas notícias relativamente à igualdade de género que, na minha opinião, ilustram bem que, apesar de lentamente, estamos a caminhar no bom sentido, ou seja, no sentido da igualdade.
Contudo, infelizmente, acabei o dia com o pensamento inverso, ou, pelo menos, com a sensação de que ainda há muito trabalho por fazer na nossa sociedade.
De facto, ao folhear a Visão da última semana de Dezembro de 2009, fiquei a conhecer um novo conceito do mundo da restauração, o bodysushi ou nyotaimori. Em japonês significa apresentação em corpo de mulher, ou seja, consiste na prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua.
Nesta altura já se devem estar pensar que esta prática não existe em Portugal, certo?! Ou se existe a mesma prática no corpo de um homem!?
Pois desenganem-se, a prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua existe bem no centro de Lisboa, no Origami Sushiaren... a mulher nua está deitada em cima de uma mesa e em cima são colocadas estrategicamente as iguarias que podem ser retiradas pel@s clientes com os hashi (os pauzinhos de madeira) colocados na mesa para isso mesmo. Diz a Visão que o conceito foi bem aceite pel@s convidad@s!
Ai se a moda pega?!
E mais não digo, pois não quero contribuir mais para esta prática que ainda nem consigo classificar! Mas não consigo parar de me questionar sobre o que sentem tanto @s clientes, como as mulheres que serve de travessa.
Será que é desta que haverá quotas para as mulheres no Estado e empresas públicas?!
Actualmente, a percentagem mulheres nos altos cargos de gestão em França é de apenas 9,7%. Dirigir grandes empresas naquele país continua a ser uma tarefa de homem. Contudo, o panorama empresarial pode mudar.
Em Portugal, essa percentagem ainda é menor (há 3%) e, por isso, questionei-me imediatamente quando teríamos a mesma medida no nosso país?!Será que é desta?!
Ver as notícias aqui
http://www.ionline.pt/conteudo/42934-franca-quer-forcar-empresas-ter-mulheres-no-topo
http://www.ionline.pt/conteudo/43147-estado-e-empresas-publicas-vao-ter-quotas-as-mulheres
PS - Rosa, já vi que também ficaste feliz.
Sim, também acho que mais vale os 33% do que os miseráveis existentes 3% :o)!
http://www.ionline.pt/conteudo/43147-estado-e-empresas-publicas-vao-ter-quotas-as-mulheres
Continuamos a chamar paridade a 33%, mas é melhor do que nada!
Certo amig@s!?
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Um bom vídeo para reflectir!
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Finalmente!
sábado, 16 de janeiro de 2010
Igualdade é Desenvolvimento!
Estas organizações encetaram, em 2009, um exercício de reflexão e análise críticos acerca ...das suas práticas (des)igualitárias. Os autodiagnósticos organizacionais estão a ser concluídos, com o envolvimento de dirigentes e técnicas/os.
Transversalizar a igualdade de mulheres e homens nas práticas internas e externas das organizações de desenvolvimento local é a nossa meta!
Ver maisANIMAR - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local
http://www.animar-dl.pt/projectos_animar/ver_projecto.php?id=6
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa
Acabei de ler e assinar a petição online: Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa»
http://www.peticaopublica.com/?pi=UMAR
Subscrevam a petição e divulguem-na pelos vossos contactos.
Obrigada
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Obra de arte para recordar o que foi feito e o que ainda há por fazer!
Naquela altura, no panfleto que distribuiu para convocar a concentração, o MLM afirmava querer “denunciar publicamente as várias formas de que se reveste a opressão da mulher em Portugal”, queimando, numa fogueira, objectos que simbolizassem essa subjugação. Uma noiva queimaria a flor de laranjeira, a dona de casa queimaria o avental e uma vamp queimaria o biquíni.
Contudo, como revelou ao Público Maria Teresa Horta (também presente na acção), o que acabou por se acender foram os ânimos de 2.000 homens que ali se deslocaram, insultando e agredindo as activistas, com pontapés, empurrões, bofetadas e apalpões, etc.. acabando por ser obrigadas a fugir, algumas delas com filh@s pelas mãos.
É inegável, que, desde essa altura, são enormes as mudanças registadas no sentido da igualdade de género. Umas das diferenças que se verificam entre as duas acções é bastante reveladora disso, que é o facto desta última já ter sido apoiada por alguns homens. São, na sua maioria, activistas de movimentos pela igualdade de direitos, como é o caso do antropólogo e deputado Miguel Vale de Almeida.
A UMAR pretende agora instalar uma obra de arte que marque o local, como uma referência do movimento feminista português, dando, assim, a visibilidade merecida à acção destas mulheres que lutaram pela igualdade.
Nunca é demais referir que ser feminista não é o oposto de ser sexista, ser feminista é lutar por uma sociedade mais igualitária, mais justa para todos e todas. O feminismo nunca matou ninguém, o sexismo mata todos os dias! Os vários comentários à notícia do Público mostram bem o enorme trabalho que ainda há a fazer.
Ver notícia aqui:
Mais um dia histórico!

Como podem ver no site da UMAR (aqui mesmo ao lado) é já HOJE, dia 13 de Janeiro que se celebram os 35 anos da 1ª manifestação feminista em Portugal, convocada pelo Movimento de Libertação das Mulheres.
Para recordar este momento histórico, a UMAR marcou um encontro no mesmo local HOJE com vári@s feministas, entre @s quais algumas das protagonistas da altura.
O objectivo é que todas as pessoas feministas (mulheres e homens) apareçam no Parque Eduardo
Apareça e traga um@ amig@ também.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Magnífico discurso de Miguel Vale de Almeida na Assembleia da República para ver e rever!
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Um passo no sentido da igualdade e muitos outros no sentido da desigualdade!
De acordo com o i (http://www.ionline.pt/conteudo/40846-miudas-nuas-e-vinho-tinto), amanhã vai ser inaugurada uma exposição designada "Sangue & Corpo Di Vino - Vinho a Nu" no Museu do Vinho da Bairrada.
Sendo, desde logo óbvio que não será o vinho que vai aparecer nu na exposição, poder-se-ia pensar que será um belo homem, em alusão ao “Di Vino”. Mas não, também não!
Alguém adivinha quem é que aparece?
Pois é, nada de novo!
A exposição é composta por 16 fotografias a cores e a preto e branco, do jovem fotógrafo Diogo Moreira, nas quais uma mulher (é claro!) posa entre rolhas de cortiça, barris de vinho e pilhas de garrafas, tal como veio ao mundo!
E assim continua o nosso país.... Se é verdade que hoje foi dado um passo no sentido da igualdade e da democracia, não é menos verdade que muitos passos continuam por ser dados.
Por isso, a luta tem de continuar!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Que dia 8 de Janeiro de 2010 fique marcado com mais um grande passo para a igualdade!

Estamos a caminhar a passos largos para o grande dia. Dia 8 de Janeiro de 2010 vai ficar marcado na História portuguesa!
Vão ser discutidos no Parlamento vários projectos de lei, onde os/as deputados terão a oportunidade de garantir o igual acesso ao casamento civil por parte de casais hetero e homossexuais.
Segundo Miguel Vala de Almeida, serão discutidos 3 projectos mais 1:
1º - uma proposta de lei (por iniciativa do Governo, o que é um grande avanço, porque há 6 meses o PS votou contra o casamento) - contempla a igualdade no acesso ao casamento civil, mas em contrapartida inclui a proibição da adopção de crianças por parte dos casais de gays e lésbicas.
2º - um projecto-lei do BE - contempla a igualdade no acesso ao casamento civil e não aceita essa proibição, defendendo que qualquer pessoa ou casal pode ser candidato a adoptante. Para o BE, a proibição é inconstitucional, visto que uma pessoa não pode ser excluída de acesso a acções institucionais devido à sua orientação sexual. Trata-se de uma grave discriminação.
3º - um projecto-lei dos Verdes - que também contempla a possibilidade da adopção.
4º - um projecto de União Civil Registada do PSD - ainda desconhecido, mas, aparentemente vai propor um casamento com outro nome!? Entretanto, hoje foi entregue no Parlamento a petição para que haja um referendo, onde é é perguntado aos/às portugueses/as se "Concorda que o casamento possa ser celebrado entre pessoas do mesmo sexo?". É importante que se diga que em termos políticos não há condições para haver o referendo, visto que o casamento entre pessoas do mesmo sexo já constava no programa eleitoral do PS, do BE e dos Verdes e também do PCP. Portanto, pelo menos a esquerda tem toda a legitimidade de aprovar as propostas que foram sufragadas no local legislativo, ou seja, no Parlamento.
Aliás, São José Almeida diz hoje no Jornal Público que a maioria de esquerda chumbará o referendo ao casamento gay. Já o afirmaram os líderes do PS, do BE, dos Verdes e do PCP. Até o PSD já disse que não ao referendo.
É altura para reflectir sobre o assunto de forma séria e consciente. Aprovar a lei do casamento é uma questão de direitos humanos e de cidadania.



