sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Felícia Cabrita não é feminista, não precisa dessas muletas!

A jornalista Felícia Cabrita referiu hoje na Assembleia da República, na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, vejam bem, que não é feminista, que não precisa dessas muletas!

O Sr deputado João Semedo, do Bloco de Esquerda, respondeu-lhe que
o feminismo não é uma muleta, mas sim uma causa que mobilizou milhões de mulheres e homens pelos direitos de igualdade.


Juntamente com um conjunto de colegas e amig@s feministas passámos a tarde a questionar-nos no quão insultuoso é o facto de se comparar os feminismos a uma muleta, ou a uma bengala, como fez Felícia Cabrita, sobretudo quando ela própria, na mesma discussão, se mostrou indignada pelo facto de os homens parecerem não ter memória!


Julgámos que, na tentativa de explicar que tinha sido pressionada, especialmente pelo facto de ser mulher, parece que sentiu a necessidade de fazer tal afirmação! Compreendemos que Felícia Cabrita pudesse estar numa situação de tensão, o que não compreendemos é a ignorância que demonstra, enquanto mulher e jornalista.


Se o/as jornalistas deste país não parecem querer ter um papel central na sociedade, no sentido de caminharmos mais rapidamente para a igualdade e a justiça social, pelo menos que estejam informados/as, limitando-se a passar a informação correcta às pessoas.


Já cumprimentámos o Sr deputado João Semedo, pelo serviço público que prestou hoje ao país, através de e-mail!

Convidamos todas/os as/os feministas a fazerem o mesmo:
joao.semedo@be.parlamento.pt

Aqui fica o
email redigido e enviado pela Sofia Neves:

"Caro deputado João Semedo,

Quero cumprimentá-lo pelo serviço público que prestou hoje ao nosso país, sublinhando de modo inequívoco, em reacção às afirmações que a jornalista Felícia Cabrita proferiu na Assembleia da República, a importância dos feminismos na consagração de direitos fundamentais de mulheres e homens ao longo da história e no presente.
É importante que a visibilização deste legado se faça, como hoje se fez, na Assembleia da República pela voz de quem foi democraticamente eleito por mulheres e homens.
Obrigada por ter sido hoje porta-voz das e dos feministas deste país.
Melhores cumprimentos"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lançamento do livro “3º SEXO”

Na próxima 6ª-feira, dia 19 de Fevereiro será realizado o lançamento do livro “3º SEXO” da autoria de uma jornalista, Raquel Lito, de 32 anos. O seu lançamento (que será efectuado pelas 23:30h na Discoteca TRUMPS, em Lisboa), contará, nomeadamente, com a presença da psicóloga Joana Amaral Dias.

Pioneiro em Portugal, o livro envolve os testemunhos marcantes de 12 homossexuais portugueses. No Prefácio é salientado que “Várias pessoas entrevistadas para este livro lutaram para sobreviver. Lutaram para se defender de injustiças. De injúrias. De insultos. Da homofobia passiva e da homofobia agressiva. Da violência. Simbólica e física. Ás vezes tiveram de travar a mais dura batalha: consigo mesmos.”.

No fundo, o “3º Sexo” é uma abordagem diferente àquilo que o ser humano procura… que é SER Feliz!

A HFBooks, tem a honra de o/a convidar para o lançamento deste livro. Caso pretende participar, veja mais informação no seguinte site: http://va.vidasalternativas.eu/?p=1982
Ou se pretender saber mais sobre o livro antes de decidir, veja esta notícia no i: http://www.ionline.pt/conteudo/47064-raquel-lito-jornalista-que-tem-chave-do-armario-12-homossexuais-portugueses

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género VIII

Neste dia frio e cinzento de Carnaval, nenhuma música supera esta de Chopin, aqui com Maria João Pires, sugerida por Rosa Monteiro. Como diz a Rosa "Num mundo de homens ela é grande...!"

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Prémio máximo do World Press Photo revela a participação activa das mulheres na história!


Embora um pouco atrasada, quero deixar aqui a foto, tirada pelo fotógrafo italiano, Pietro Masturzo, que venceu o prémio máximo do World Press Photo. O freelancer venceu o prémio com a imagem de algumas mulheres, captada durante os protestos originados pela reeleição do presidente iraniano.

O júri do World Press Photo justificou o prémio dizendo que, para além de esta imagem “ser bela, capta a tensão e a emoção do momento em que os protestos começaram a intensificar-se”.

Esta foto mostra o começo de algo, o começo de uma grande história... e a prova da participação activa das mulheres nela!

Músicas em torno das questões de género VII

Aqui fica mais uma bela música sugerida pela Rosa Monteiro LA NIÑA DE FUEGO”, com Buika. Obrigada Rosa ;o)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

BOM CARNAVAL A TOD@S!

Imagem tirada daqui:
http://retomeatecnologia.wordpress.com/2007/12/17/performance-fabi-sub_ciber_trans/

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género VI

Por sugestão de Rosa Monteiro, segue-se “SUPA SISTA” de Ursula Rucker (cantora e poetisa norte-americana), acompanhada por Tim Motzer na guitarra. Obrigada Rosa ;o)

Desde o início que Ursula Rucker, influenciada pelo feminismo, nomeadamente o feminismo negro, canta sobre a opressão e a dupla e tripla discriminação (género, etnicidade e classe) e nos presenteia com a sua poesia activista. Foca-se sobretudo nas mulheres, salientando, com a crueza e frontalidade que a caracteriza, o seu papel na actualidade e a constante exploração sexual que se faz em torno da figura delas. Tem-se preocupado, por exemplo, com problema, como a opressão do patriarcado, a violência doméstica, a alteridade das mulheres, a assimetria que permanece entre homens e mulheres.

Músicas em torno das questões de género VI

Por sugestão de Rosa Monteiro, segue-se “SUPA SISTA” de Ursula Rucker (cantora e poetisa norte-americana), acompanhada por Tim Motzer na guitarra. Obrigada Rosa ;o)

Desde o início que Ursula Rucker, influenciada pelo feminismo, nomeadamente o feminismo negro, canta sobre a opressão e a dupla e tripla discriminação (género, etnicidade e classe) e nos presenteia com a sua poesia activista. Foca-se sobretudo nas mulheres, salientando, com a crueza e frontalidade que a caracteriza, o seu papel na actualidade e a constante exploração sexual que se faz em torno da figura delas. Tem preocupações feministas, como é o caso da opressão do patriarcado, a violência doméstica, a alteridade das mulheres, a assimetria que permanece entre homens e mulheres.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género V

A grande Lila Downs a cantar, num concerto em 2006, a magnífica música "Dignificada", por sugestão de Rosa Monteiro. Obrigada Rosa ;o)



Dignificada de Lila Downs

Hay en la noche un grito y se escucha lejano
Cuentan al sur, es la voz del silencio
En este armario hay un gato encerrado
Porque una mujer, defendió su derecho
De la montaña se escucha la voz de un rayo
Es el relámpago claro de la verdad
En esta vida santa que nadie perdona nada
Pero si una mujer, pero si una mujer
Pelea por su dignidad
Ay morena, morenita mía,
No te olvidaré
Te seguí los pasos niña
Hasta llegar a la montaña
Y seguí la ruta de Dios
Que las ánimas acompañan

Músicas em torno das questões de género IV

Com Açucar com Afeto”, de Chico Buarque (1966) e “Esse Cara”, de Caetano Veloso, novamente, porque estão lindos nesta versão... por sugestão da Cláudia Múrias, a quem agradeço, mais uma vez.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género III

As mulheres que existem dentro de Chico Buarque...



Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ah, esse cara tem me consumido
A mim e a tudo que eu quis
Com seus olhinhos infantis
Com os olhos de um bandido
Ele está na minha vida porque quer
Eu estou para o que der e vier
Ele chega ao anoitecer
Quando vem a madrugada
Ele some
Ele é quem quer
Ele é um homem e eu sou apenas uma mulher

Músicas em torno das questões de género II

Mais uma música maravilhosa de Chico Buarque - Cotidiano (original 1984) - por sugestão de Cláudia Múrias. Obrigada Cláudia.



Mais uma vez, coloco a letra também, porque julgo que vale mesmo a pena ler com atenção.


Todo dia ela faz Tudo sempre igual

Me sacode Às seis horas da manhã

Me sorri um sorriso pontual

E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca prá beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género!

A minha primeira homenagem vai para Chico Buarque, de quem sou grande admiradora.
São várias as vezes em que Chico Buarque demonstrou preocupar-se com a desigualdade de género, desde a época da ditadura. A música Mulheres de Atenas, de 1976, é um bom exemplo disso.
No entanto, também foram várias as vezes em que o autor/cantor se sentiu injustiçado, sobretudo pelas feministas radicais. Veja-se, por exemplo, o que diz Wagner Homem (2009) na obra “Histórias de canções - Chico Buarque”, das Publicações Dom Quixote:
"O inacreditável, mais uma vez, aconteceu: incapazes de entender a ironia da letra, correntes radicais do movimento feminista passaram a condenar a música, por entender que ela pregava a passividade das mulheres.”

Mulheres de Atenas (Chico Buarque)

Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas

Vivem pros seus maridos, orgulho e raça de Atenas

Quando amadas, se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas

Cadenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas

Quando eles embarcam, soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas

Obscenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas

Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar o carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas

Helenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas

Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito nem qualidade
Têm medo apenas
Não têm sonhos, só têm presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas

Morenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas

As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas

Não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenas
Serenas


Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atena
s


Excelente campanha publicitária da ILGA Portugal

SE O TEU PAI FOSSE GAY MUDAVA ALGUMA COISA?


A ILGA Portugal – Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero lança hoje a sua segunda campanha publicitária anti-homofobia a nível nacional, executada em regime pro bono pela Lowe.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

1ª Presidenta na Costa Rica: Boa ou má notícia?!

De acordo com o Jornal Público, Laura Chinchilla, cientista política de 50 anos e ex-ministra do governo de Óscar Árias (o Prémio Nobel da Paz), é a grande vencedora das eleições presidenciais de Costa Rica.


Os resultados da segunda volta foram divulgados ontem à noite, 7 de Fevereiro. Trata-se da primeira mulher eleita presidente na história do país.

A candidata do Partido da Libertação Nacional (PLN, de centro-esquerda) venceu com 47% dos votos, praticamente o dobro dos resultados alcançados pelos seus rivais, Otto Guevara e Otton Solis.


Chinchilla junta-se, assim, a um pequeno grupo de mulheres que governam numa região tipicamente dominada por homens e que inclui Michelle Bachelet, do Chile, e Cristina Kirchner, da Argentina.


Contudo, nem tudo são boas notícias. Embora Laura Chinchilla seja considerada uma grande defensora dos direitos das mulheres, é uma conservadora social que se opõe ao aborto e ao casamento gay!


Ver a notícia aqui: http://www.publico.pt/Mundo/costa-rica-elege-laura-chinchilla-para-presidente_1421725


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Novas formas de @s candidat@s chamarem os/as eleitor@s à atenção: ai se a moda pega ;o)

Segundo o DN Globo (04 de Fevereiro), uma Colombiana, Advogada de 42 anos e candidata ao Congresso nas eleições de Março, prometeu lutar pelos direitos das mulheres. Contudo, também prometeu outra coisa aos/às eleitores/as: nada mais nada menos do que posar nua caso ganhe as eleições!

Aparentemente, a Advogada não tem dinheiro, nem experiência e nem a estrutura de campanha dos/as políticos/as tradicionais. E esta foi a forma de chamar a atenção dos/as eleitores/as de Bogotá para a sua candidatura ao Congresso colombiano.

Casada há mais de 20 anos e com três filhos, a candidata terá dito que "O nu é o meio para transmitir a mensagem e a mensagem é que vou lutar pelos direitos das mulheres".

No entanto, as suas reivindicações feministas chocam com as críticas das associações feministas, que consideram este seu comportamento "degradante", porque acreditam que na realidade, se ela "ganhar algum voto em Março é o dos homens machistas”.

De acordo com a mesma fonte, o Presidente Álvaro Uribe mostrou-se tranquilo face à iniciativa da candidata e afirmou preferir "que posem nuas a que comprem votos."

Mas, afinal, qual é a diferença?
Ai se a moda pega ;o)


Ver a notícia aqui: http://dn.sapo.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1485909&seccao=EUA%20e%20Am%E9ricas

Boas ou más notícias para a sociedade?!

Catarina Madeira escreve no Económico Digital (03/02/10 00:05h) que o “Parlamento tem mais mulheres agora que depois das eleições”.

De facto, como já aqui disse, no dia 27 de Setembro de 2009 foram eleitas 59 deputadas para a Assembleia da República. Actualmente, após a reformulação do Governo, têm assento no plenário 66 mulheres.

Contudo, esta aparente “boa notícia esconde uma realidade sombria” (...) uma verdade ainda pouco igualitária”, ou seja, as mulheres sobem nas listas de deputados para substituir os homens que saíram para cargos de direcção na Administração Pública”.

Como também já disse, a Lei da Paridade, que obriga os partidos a respeitarem uma quota mínima de 1/3 de cada um dos sexos nas listas eleitorais, foi implementada pela primeira vez no ciclo eleitoral de 2009 (nas eleições europeias, legislativas e autárquicas).

Actualmente, o grupo parlamentar do PS está a preparar um projecto-lei que estabelece o mesmo limite mínimo para os cargos dirigentes da Administração Pública. No entanto, Elza Pais já referiu que a percentagem de mulheres nestes cargos já ultrapassa este valor.

Se assim é, que sentido tem este projecto-lei? Devia era procurar estabelecer a verdadeira paridade, ou seja, 50/50!

Notícia tirada daqui: http://economico.sapo.pt/noticias/parlamento-tem-mais-mulheres-agora-que-depois-das-eleicoes_80559.html

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia

A Escola de Psicologia da Universidade do Minho irá acolher o VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, a realizar em Braga de 4 a 6 de Fevereiro, com o apoio da Associação Portuguesa de Psicologia (APP). http://www.viisimposioinvestigacao.com/

No site já está o PROGRAMA CIENTÍFICO, assim como o LIVRO DE RESUMOS.

Como poderão ver, no site, há muito boas razões para se deslocarem a Braga e também participarem no Simpósio.

Destaco as mesas que aqui mais nos interessam por tratarem dos estudos de género e feministas. Há 5 mesas organizadas pel@s colegas Nuno Santos Carneiro, João Manuel de Oliveira e Sofia Neves:

- Psicologia crítica e pensamento LGBT/queer,

- Género e masculinidades,

- Psicologia feminista I ( na qual também participarei),

- Psicologia feminista II,

- Psicologia crítica, feminismos (queer),

Saliento, ainda, outra mesa, também sobre a área do género, organizada pelas colegas Carla Cerqueira e Rosa Cabecinhas:

- Representações de género nos media

domingo, 31 de janeiro de 2010

Lei da Igualdade em 2011!

Em entrevista, Elza Pais, secretária de Estado da Igualdade e ex-presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), disse hoje a São José Almeida, do Jornal Público, que a Lei da Igualdade será apresentada no início de 2011.

Ver a notícia aqui:
http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtica/lei-da-igualdade-sera-apresentada-no-inicio-de-2011_1420621

sábado, 30 de janeiro de 2010

Medidas de acção positiva para rectificar a sub-representação das mulheres na política activa!

Discriminação positiva para rectificar a baixa representação das mulheres na política activa. A assembleia do Conselho da Europa aprovou ontem uma série de recomendações nesse sentido aos Estados membros.

Inspirados nas propostas da luxemburguesa, Lydie Err, incluem mesmo as quotas nas listas eleitorais para atingir a paridade entre homens e mulheres. A sub-representação das mulheres nos parlamentos é considerada uma ameaça à legitimidade das democracias, à escala mundial.

Em 1975, havia 10,9% de mulheres nos parlamentos a nível mundial. Em 2010, ainda não se passou dos 18%. É um aumento de 7 ponto percentuais em 35 anos.

A este ritmo, a paridade só vai ser atingida daqui a 160 anos, em 2170.

Para a socialista Lydie Err, a quota legal, obrigatória em todas as listas eleitorais, é o único meio efectivo nos sistemas eleitorais proporcionais. “Não pedimos às pessoas para gostarem das quotas, pedimos para as instaurarem para chegar a um resultado necessário. E se tiverem uma ideia melhor do que as quotas, nós aceitamo-la. Só a vontade política permite que respeitemos as quotas. O facto é que não as respeitamos”.

Lydie Err, considera que a lei belga, que prevê uma quantidade progressiva de candidaturas femininas obrigatórias em qualquer eleição é a melhor adaptada, em vista dos resultados . Mas o cúmulo de mandatos é pernicioso, adianta. “As mulheres são tão bem ou melhor formadas que os homens, mas os aparelhos políticos estão bloqueados pelos homens. E como há acumulação de mandatos, têm sempre a tentação de ter mais. A impossibilidade de acumulação é outro elemento que deve possibilitar o acesso das mulheres aos cargos de responsabilidade política”.

A solução passa pelos partidos políticos, são eles que têm a chave para abrir a porta da política às mulheres, afirma a deputada luxemburguesa.

Copyright © 2010 euronews

Notícia tirada daqui: http://pt.euronews.net/2010/01/28/europa-longe-da-paridade-politica/

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A urgência de termos um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa

Car@s Amig@s,

Já aqui falámos da petição online: "Por um Centro de Cultura e Intervenção Feminista na cidade de Lisboa", mas realmente, como mostra a foto aqui ao lado, a situação da UMAR é bastante urgente e nunca é demais divulgar esta iniciativa!

Pff, subscrevam a petição e divulguem-na pelos vossos contactos:

http://www.peticaopublica.com/?pi=UMAR

Muito obrigada

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Feminismo, diferenças de sexo e sufrágio das mulheres


Video by Tara Sheffer created for 20th Century America class at
the
Arkansas School for Mathematics, Sciences and the Arts

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Entre marido e mulher que ninguém meta a colher!?!

De acordo com o Diário de Notícias (DN) de ontem, um “homem de 51 anos não aceitou o fim de uma relação e matou a tiro a ex-companheira. O crime foi praticado na presença dos três filhos que esta tinha do anterior casamento”.

Aparentemente, a vítima tinha terminado a relação de 2 anos com ele, há cerca de 2 ou 3 meses e, desde essa altura que o agressor não a largava. Bateu-lhe uma vez e ela fez queixa à polícia, mas de nada serviu! Outra vez, o homem também tentou abalroar o seu carro, mas, mais uma vez, não houve quaisquer consequências para ele. Os seus três filhos viviam em pânico que este aparecesse lá por casa, o que acontecia com frequência. Há 2 dias, apareceu pela última vez e a agressão acabou na morte da Luísa a tiro perante os seus 3 filhos!

Aparentemente, a PSP foi a primeira força policial a chegar ao local, mas o caso está agora a ser investigado pela Polícia Judiciária.

E agora pergunto, por que é que isto aconteceu? Por que é que a polícia não aplica a lei que já existe?! Esta mulher já tinha apresentado queixa! Por que é que só agora, que ela está morta e que os filhos estão traumatizados para o resto da vida, é que a Polícia Judiciária vai investigar o caso?! Por que é que não actuaram quando fez queixa a 1ª vez? A polícia será responsabilizada?

Estas são algumas das razões pelas quais muitas das vítimas nem sequer se dão ao trabalho de fazer queixa... a verdade é que, apesar de a lei ter vindo a melhorar em relação à violência doméstica, na prática ainda vigora a máxima “entre marido e mulher ninguém mete a colher”!

Pois, em situações de violência, seja ela qual for, tem de se meter a colher. Não é pedir demais, é apenas uma questão de justiça!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quando pensamos que já vimos tudo...!

Hoje, ao longo do dia, fui lendo boas notícias relativamente à igualdade de género que, na minha opinião, ilustram bem que, apesar de lentamente, estamos a caminhar no bom sentido, ou seja, no sentido da igualdade.


Contudo, infelizmente, acabei o dia com o pensamento inverso, ou, pelo menos, com a sensação de que ainda há muito trabalho por fazer na nossa sociedade.


De facto, ao folhear a Visão da última semana de Dezembro de 2009, fiquei a conhecer um novo conceito do mundo da restauração, o bodysushi ou nyotaimori. Em japonês significa apresentação em corpo de mulher, ou seja, consiste na prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua.

Nesta altura já se devem estar pensar que esta prática não existe em Portugal, certo?! Ou se existe a mesma prática no corpo de um homem!?


Pois desenganem-se, a prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua existe bem no centro de Lisboa, no Origami Sushiaren... a mulher nua está deitada em cima de uma mesa e em cima são colocadas estrategicamente as iguarias que podem ser retiradas pel@s clientes com os hashi (os pauzinhos de madeira) colocados na mesa para isso mesmo. Diz a Visão que o conceito foi bem aceite pel@s convidad@s!

Ai se a moda pega?!


E mais não digo, pois não quero contribuir mais para esta prática que ainda nem consigo classificar! Mas não consigo parar de me questionar sobre o que sentem tanto @s clientes, como as mulheres que serve de travessa.


Será que é desta que haverá quotas para as mulheres no Estado e empresas públicas?!

Actualmente, a percentagem mulheres nos altos cargos de gestão em França é de apenas 9,7%. Dirigir grandes empresas naquele país continua a ser uma tarefa de homem. Contudo, o panorama empresarial pode mudar.

De facto, ontem o i referia que “a França quer forçar empresas a ter mulheres no topo”, que “os deputados franceses querem que 40% dos cargos de administração sejam para mulheres”.

Em Portugal, essa percentagem ainda é menor (há 3%) e, por isso, questionei-me imediatamente quando teríamos a mesma medida no nosso país?!

Hoje fiquei muito animada quando vi na mesma fonte (i) que o Estado português e as empresas públicas vão ter quotas para as mulheres. Refere que a Lei da Paridade, já implementada no contexto político, vai ser alargada à titularidade de cargos de gestão e decisão na função pública, e nos conselhos de administração das empresas tuteladas pelo Estado.

Concretamente, o grupo parlamentar do PS prepara-se para apresentar um projecto-lei que estabelece como limite mínimo a existência de 33% de mulheres (um terço) em cargos de chefia na administração central (directores-gerais ou equivalentes) e nos conselhos de administração das empresas públicas, tal como já existe no contexto política.

Será que é desta?!

Ver as notícias aqui

http://www.ionline.pt/conteudo/42934-franca-quer-forcar-empresas-ter-mulheres-no-topo

http://www.ionline.pt/conteudo/43147-estado-e-empresas-publicas-vao-ter-quotas-as-mulheres


PS - Rosa, já vi que também ficaste feliz.
Sim, também acho que mais vale os 33% do que os miseráveis existentes 3% :o)!