SOMOS MULHERES
E RECUSAMO-NOS A SER VIOLADAS...
AINDA QUE "GENTILMENTE"!
QUEREMOS JUSTIÇA!

desde que a violência doméstica é crime público que as denúncias de violência doméstica têm vindo a aumentar, em média, 12% ao ano.Este vídeo sobre o género e os Média é muito interessante. Embora os exemplos relatados estejam directamente relacionados com casos do Brasil, também nós reconhecemos muito bem esta realidade:
Ontem, Portugal comemorou o 37º aniversário do 25 de Abril.
Agora que por cá voltamos a centrar-nos nas eleições legislativas e que a nossa "Lei da Paridade" apenas assegura que haja 33,3% de cada um dos sexos nas listas, é bom apontar os bons exemplos que nos chegam do exterior, pois nunca se sabe se podem ser inspiradores!
A Sagres tem uma nova campanha publicitária. Apresenta uma música, chamada “Sagres Somos Nós”, interpretada por Tim (dos Xutos & Pontapés), Diogo Dias (Klepht) e Expensive Soul. Como se pode ver no vídeo, integram a campanha também Luís Figo, Soraia Chaves, João Manzarra e Rita Andrade.
Se participaram, julgo que se devem rever neste Portugal. Pessoalmente, não me revejo quase nada, só mesmo no Galo de Barcelos, terra que me viu nascer!
E mais uma vez, fiquei chocada!
Ora vejamos, de acordo com a Revista Meios & Publicidade, esta campanha está a ser encarada pela empresa como uma NOVA ETAPA na sua comunicação... diz que é o culminar de um trabalho de 6 meses, está orçada em 3 milhões de euros!
E o que há de novo?!
Para mim, NADA! Continua direccionada sobretudo aos homens e as mulheres continuam a ser retratadas sobretudo como um objecto de prazer...como sempre!
Agora, que se tem falado tanto de direitos e deveres de cidadania, pergunto:
Quais são mesmo os deveres cívicos dos meios de comunicação!?


A actriz também foi activista, tendo participado e organizado vários eventos a favor de causas humanitárias, nomeadamente contra a SIDA. Em 1991 fundou a American Foundation for AIDS Research (AmFar), após a morte do seu colega actor e grande amigo Rock Hudson, em 1985.
Por isso, deixo aqui “Catarina Eufémia”, um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

Na edição de Janeiro da Revista da Ordem dos Médicos foi publicado um artigo de opinião intitulado “O sentido do sexo” da autoria de William H. Clode, director do Instituto Português de Oncologia (IPO). Neste artigo, o autor aborda os cinco sentidos, o "sexto sentido" e o "daltonismo dos sentidos". Nesta última secção entre várias afirmações, podemos encontrar que: "A sociedade homossexual diferencia-se da heterossexual pelos gestos, pela fala, pela indumentária, pelos gostos e por manifestações subtis que identificam um comportamento." e "a homossexualidade é conhecida desde que o ser humano está na História do Planeta. É repudiada em todas as civilizações, mas tolerada nas civilizações mais evoluídas pois a humanidade aprende a respeitar os doentes, os defeituosos, os anormais, os portadores de taras…" Dito isto, podiamo-nos questionar sobre o pensará José Manuel Silva (bastonário da Ordem dos Médicos, recentemente eleito) sobre este artigo homofóbico?
Pode ler aqui o excerto da polémica:
A Rede Ex-aequo (associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes) escreveu uma carta aberta ao bastonário da Ordem dos Médicos e à Direcção da Revista da Ordem dos Médicos, pedindo a condenação do artigo de William H. Clode. De acordo com o Jornal público, basicamente, o Bastonário dos médicos acha “normal” texto contra homossexuais - Sociedade - PUBLICO.PT
Em suma, há neste artigo uma discriminação que é flagrante, no qual os homossexuais são classificados como “doentes”, “defeituosos”, “anormais”, “portadores de taras”, com “condutas repugnantes”, “higiene degradante” e que requerem “correcção”, e o Bastonário simplesmente recusa-se a dar a sua opinião sobre o artigo!? E ainda salienta que a Revista da Ordem “é plural e livre” e que “os artigos de opinião são da responsabilidade dos seus autores”?! E continua, clarificando que “Não há censura na Revista da Ordem dos Médicos, nem ninguém na Revista usa as suas opiniões pessoais para censurar a opinião dos outros. Isso não seria estar a viver em democracia”, defendeu o bastonário, que considera que tudo foi feito de “forma transparente, democrática e normal”?!
Então, será que o sr Bastonário conhece, por exemplo, o art.13.º da CRP?
Há que fazer bem o trabalho de casa para se evitar dizer este tipo de barbaridades. Já todos/as sabemos, por exemplo, que há duas décadas que a OMS retirou a homossexualidade da sua lista de doenças mentais e que a Amnistia Internacional considera a discriminação contra homossexuais uma violação aos direitos humanos!
O Código Penal também prevê no art.º 240 a punição de crimes de “discriminação racial, religiosa ou sexual”. De acordo com o Código Penal, “quem, em reunião pública, por escrito destinado a divulgação ou através de qualquer meio de comunicação social ou sistema informático destinado à divulgação (...) difamar ou injuriar pessoa ou grupo de pessoas por causa da sua raça, cor, origem étnica ou nacional, religião, sexo ou orientação sexual (...) é punido com pena de prisão de seis meses a cinco anos”.
Neste contexto, como pode o sr Bastonário querer tratar deste artigo, claramente homofóbico, como um mero artigo de opinião, escrito num país livre e democrático!? Parece claramente acreditar que em democracia tudo é permitido?!
Sugiro, então, um exercício velho, mas simples: coloquem-se sempre no lugar das outras pessoas e não lhes façam aquilo que não gostariam que vos fizessem!
A Ordem dos Médicos pode ser contactada através deste site.
Hoje, Dia das Mulheres, recebi um presente da minha querida sobrinha Catarina, acabadinho de chegar da nossa vizinha Espanha.
Salientarei apenas que foi Clara Zetkin a criadora do "Dia Internacional da Mulher”. Esta feminista, socialista e activista alemã propôs a realização de um dia de luta internacional das mulheres que defendesse os seus direitos no II Congresso de Mulheres Socialistas, realizado em Copenhaga, em 1910.
Hoje, mais de um século mais tarde, os/as homens e mulheres feministas continuam a lutar pela igualdade de direitos (sociais, cívicos e políticos), nomeadamente igualdade de salários.
Por isso, não posso, mais uma vez, deixar de dar os meus parabéns a todas as mulheres do mundo e a tod@s @s que contribuem para que o Dia Internacional das Mulheres termine de uma vez! Quando tal acontecer, é bom sinal, sinal de que a igualdade de género foi conseguida!
Mas, enquanto for necessário, viva o Dia Internacional das Mulheres!

Hoje temos duas sugestões de leitura.A entrevista é realizada a propósito do livro “Feminismos: percursos e desafios”, resultante da sua tese de doutoramento, finalizada em 2008, que pode ler aqui: FEMINISMOS EM PORTUGAL (1947-2007).