Há 3 horas
terça-feira, 3 de julho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
SLUT*WALK 2012
Apesar das divergências em torno do cartaz criado por Joana Shino (que, de facto, e como se costuma dizer, dão "pano para mangas"!), cá estamos, uma vez mais, junt@s pela mesma causa. Junte-se a nós aqui: Slutwalk Lisboa 2012! É no dia 1 de Julho pelas 15h no Largo Camões. Veja mais informações aqui:
www.slutwalklisboa.wordpress.com
www.slutwalklisboa.wordpress.com
Apareçam, porque ... NÃO, É NÃO!
Se ponho um decote… Não é Não!
Se pus aquelas calças de que tanto gostas… Não é Não!
Se visto calções ou mini-saia … Não é Não!
Se uso burqa… Não é Não!
Se tenho as mamas à mostra … Não é Não!
Se durmo com quem me apetece… Não é Não!
Se sou virgem… Não é Não!
Se tenho mais de 60 anos … Não é Não!
Se passo naquela rua… Não é Não!
Se vamos para os copos… Não é Não!
Se me sinto vulnerável… Não é Não!
Se sou deficiente… Não é Não!
Se saio com xs maiores galdérixs…Não é Não!
Se ontem dormi contigo… Não é Não!
Se sou trabalhadora sexual… Não é Não!
Se és meu chefe… Não é Não!
Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs… Não é Não!
Se sou tua paciente… Não é Não!
Se sou tua parente… Não é Não!
Se sou imigrante ilegal… Não é Não!
Se tenho relações poliamorosas… Não é Não!
Se sou empregada de hotel… Não é Não!
Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então… Não é Não!
Se és padre, imã, rabi ou pujari… Não é Não!
Se beijo outra mulher no meio da rua… Não é Não!
Se a pessoa com quem estou agora gosta de sexo a três… Não é Não!
Se sou brasileira, cabo-verdiana, angolana ou de outro país que sofreu colonização… Não é Não!
Se tenho mamas e pila… Não é Não!
Se disse sim e já não me apetece… Não é Não!
Se sou empregada doméstica… Não é Não!
Se adoro ver pornografia… Não é Não!
Se ando à boleia… Não é Não!
Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM… Não é Não!
Se já abrimos o preservativo… Não é Não!
NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser clarxs.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Artigo sobre Género e Política
Um dos artigos do novo Número da revista "Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 68 - Janeiro-Abril, 2012", é da minha autoria e da Profª Lígia Amâncio.
O artigo designa-se Género e política: análise sobre as resistências nos discursos e nas práticas sociais face à Lei da Paridade
As pessoas interessadas podem obter mais informações em: http://sociologiapp.iscte.pt/index.jsp
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Convite para o Lançamento de um Livro “Do Défice de Cidadania à Paridade Política: Testemunhos de deputadas e deputados”.
"A política é um «mundo de homens». Perante
esta realidade pouco democrática, têm sido adoptadas medidas de acção positiva
para promover a representação das mulheres, como a Lei da Paridade, promulgada
em 2006 em Portugal, mas não sem fortes controvérsias.
Qual será a razão destas controvérsias? Por que se questiona o «mérito» das mulheres? Serão as mulheres percebidas como uma ameaça ao sistema?
Qual será a razão destas controvérsias? Por que se questiona o «mérito» das mulheres? Serão as mulheres percebidas como uma ameaça ao sistema?
Estas são algumas das questões a que o livro
procura responder, começando por contextualizar a origem e a persistência do
défice de género na política. Em seguida, apresentam-se 18 testemunhos de
deputadas/os. Após efectuar a reconstrução do seu percurso para a política e
expor as suas opiniões sobre estas questões, são identificados os factores
críticos da vida pessoal e partidária que estão ligados à ascensão das
mulheres, em particular.
Para além de colmatar uma lacuna existente no
conhecimento científico neste âmbito, este livro constitui um instrumento útil
para estudantes e investigadoras/es de vários domínios científicos,
interessadas/os nas questões relacionadas com o acesso das mulheres à esfera da
decisão."
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Colaborei com a APF na realização da mais recente folha de dados do projecto Countdown 2015 Europe: Participação Política de Mulheres em
Portugal: um contributo para o debate dos Objectivos de Desenvolvimento do
Milénio.Aceitei o desafio da APF para efectuar o percurso pelos mais recentes dados e abordagens sobre a participação e representação política das mulheres em foruns nacionais e internacionais. Uma abordagem que se cruza, inevitavelmente, com o debate em sede de ONU, Comissão Europeia, Conselho da Europa, Conselho Europeu, CPLP, entre outros, e aqui, sobretudo, no contexto do contributo de Portugal para o alcançar dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), se entrecruzarem com áreas cruciais de desenvolvimento e direitos humanos, como a Educação, Saúde, incluindo a Saúde Reprodutiva, a Igualdade de Género e a Cooperação.
Este é um documento cuja leitura é proposta na altura em que se esperam decisões importantes e coerências reforçadas “entendemos que é essencial que documentos e estratégias no âmbito da cooperação e educação para o desenvolvimento de âmbito bi e multi-lateral reflictam não apenas os compromissos assumidos pelos países e entidades parceiras, mas também evidenciem os avanços que Portugal assume nesta matéria, o que será crucial para o compromisso de todos os ODM, mesmo para lá de 2015”.
É entendido que a Participação Política de Mulheres em Portugal: um contributo para o debate dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio é um alerta para a importância de não recuar nos ganhos alcançados no âmbito das politicas públicas e posicionamento de Portugal perante os compromissos assumidos na EU, na CPLP e Nações Unidas.
“Para
além da igualdade de género ser um direitos humanos, é certo que potencia a
economia e conduz a sociedades mais justas e mais solidárias”!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
sexta-feira, 30 de março de 2012
"Albert Nobbs" Excelente filme!
“Albert Nobbs”. É mais um excelente filme que conta com a participação de Glenn Close. Baseado no conto "The Singular Life of Albert Nobbs", de George Moore, Glenn Close realiza o papel de uma mulher que, após um episódio traumático da sua vida, se disfarça de homem, para poder trabalhar como mordomo no hotel mais chique de Dublin e, deste modo, sobreviver na sociedade machista da Irlanda do século XIX. O filme mostra muito bem o sofrimento das mulheres naquela época.
Co-produzido por Glenn Close que, este ano, foi nomeada, e muito bem, para os Globos de Ouros e para o Óscares, na categoria de Melhor Actriz. É excelente!
quarta-feira, 14 de março de 2012
Bad Romance: Women's Suffrage
Neste vídeo, através de uma paródia musical, é realizada uma homenagem a Alice Paul e as gerações de mulheres corajosas que se uniram na luta para aprovar a Emenda 19, dando às mulheres o direito de voto, em 1920.
Está muito bom!
Está muito bom!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Um Feliz Dia Internacional das Mulheres a todas as mulheres do mundo!
Hoje comemora-se o Dia Internacional das Mulheres!
Apesar da evolução das últimas décadas no caminho para a igualdade (existem já muitas mulheres de sucesso, em várias áreas, como ilustra a foto), é preciso continuarmos vigilantes e lutar diariamente por uma maior justiça.
Por isso, ao contrário do que muitas pessoas afirmam, é preciso continuarmos a lembrar o 8 de Março, relembrando, nomeadamente, todas as lutas que já foram levadas a cabo pelas/os feministas de todo o mundo!
Sem elas/es, o mundo não seria assim.
Por isso, ao contrário do que muitas pessoas afirmam, é preciso continuarmos a lembrar o 8 de Março, relembrando, nomeadamente, todas as lutas que já foram levadas a cabo pelas/os feministas de todo o mundo!
Sem elas/es, o mundo não seria assim.
terça-feira, 6 de março de 2012
Comemoração do Dia Internacional de Luta pelos Direitos das Mulheres
Divulgamos as iniciativas da UMAR de comemoração do Dia Internacional das Mulheres, 8 de Março.
Coimbra A partir das 16h:
- ocupação simbólica da Praça 8 de Maio com a substituição temporária da placa e do nome da praça que nesse dia irá se chamar:Praça 8 de Março (Dia Internacional das Mulheres).
Coimbra A partir das 16h:
- ocupação simbólica da Praça 8 de Maio com a substituição temporária da placa e do nome da praça que nesse dia irá se chamar:Praça 8 de Março (Dia Internacional das Mulheres).
- Distribuição de informação
- Instalações: Histórias de Mulheres Estendidas
A Origem do Pecado
- Instalações: Histórias de Mulheres Estendidas
A Origem do Pecado
- Performances: Adaptação da peça de teatro "Carne, Capitalismo e Patriarcado" da companhia de Teatro Kiwi
"A Colher, o Marido e a Mulher".
"A Colher, o Marido e a Mulher".
- Flash Mob às 18h30m "O aborto é um direito." Este flash mob está a ser convocado pela UMAR e irá ser feito também em Lisboa e consistirá num happening em que as pessoas que quiserem participar empunharam um cartaz com a frase: "O Aborto é um Direito".
Lisboa
Funchal
Na Madeira, a UMAR celebra o 8 de Março com um jantar/ tertúlia de homenagem ao dia das Mulheres, pelas 19.30horas, no restaurante Pizaria "La Carbonara". Podem inscrever-se através do mail umarmadeira@gmail.com ou para o número de telemóvel 962981792.
Funchal
Na Madeira, a UMAR celebra o 8 de Março com um jantar/ tertúlia de homenagem ao dia das Mulheres, pelas 19.30horas, no restaurante Pizaria "La Carbonara". Podem inscrever-se através do mail umarmadeira@gmail.com ou para o número de telemóvel 962981792.
A 7 de Março, o núcleo realiza uma acção pública no largo do Chafariz pelas 16.30 horas.
Sines
De manhã, no Largo dos Galegos e Mercado Municipal: Colaboração com a Biblioteca Municipal e a Escola das Artes de Sines na iniciativa “Vozes no Feminino”. Dramatização emblemática, na perspectiva de género, sobre mulheres que marcaram a história.
Às 15h30, na Tenda no Parque Desportivo Municipal João Martins (ex-IOS): Enquadramento histórico-político do dia 8 de Março. Participação no lanche-convívio promovido pela CMS e recolha de testemunhos de mulheres do concelho. Iniciativas no âmbito da Semana da Igualdade de Género em Sines, do Projecto BIIG - Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género.
De manhã, no Largo dos Galegos e Mercado Municipal: Colaboração com a Biblioteca Municipal e a Escola das Artes de Sines na iniciativa “Vozes no Feminino”. Dramatização emblemática, na perspectiva de género, sobre mulheres que marcaram a história.
Às 15h30, na Tenda no Parque Desportivo Municipal João Martins (ex-IOS): Enquadramento histórico-político do dia 8 de Março. Participação no lanche-convívio promovido pela CMS e recolha de testemunhos de mulheres do concelho. Iniciativas no âmbito da Semana da Igualdade de Género em Sines, do Projecto BIIG - Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género.
Braga
Em Braga, a UMAR participa na performance "ObjeSSão", às 16h do dia 10 de Março, frente à esplanada da Brasileira/Casa dos Crivos (mais informações, no facebook).
Em Braga, a UMAR participa na performance "ObjeSSão", às 16h do dia 10 de Março, frente à esplanada da Brasileira/Casa dos Crivos (mais informações, no facebook).
Estão todas/os convidadas/os a juntarem-se às celebrações do 8 de Março.
sexta-feira, 2 de março de 2012
2 de Março - DIA EUROPEU DA IGUALDADE SALARIAL
Na União Europeia (UE), as mulheres ganham, em média, 17,5% menos do que os homens, ao longo da vida.
Com o objectivo de sensibilizar a sociedade para este facto e incentivar a promoção de medidas para eliminar o fosso salarial que existe entre homens e mulheres nos Estados-Membros, a UE instituiu o Dia Europeu da Igualdade Salarial.
O dia 2 de Março não foi escolhido ao acaso. Veja na CITE a história, assim como alguns dados estatísticos importantes.
Com o objectivo de sensibilizar a sociedade para este facto e incentivar a promoção de medidas para eliminar o fosso salarial que existe entre homens e mulheres nos Estados-Membros, a UE instituiu o Dia Europeu da Igualdade Salarial.
O dia 2 de Março não foi escolhido ao acaso. Veja na CITE a história, assim como alguns dados estatísticos importantes.
A reter que, em Portugal, actualmente, a diferença salarial entre mulheres e homens (em termos de ganhos médios mensais) é de 21%. Essa diferença é tanto maior quanto mais elevado o nível de qualificação, atingindo 29,5% nas categorias mais qualificadas!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Flash Mob dia 8 de Março: "O aborto é um direito"!
Estão todas/os convidadas/os!Passam já 5 anos desde que, no referendo de dia 11 de Fevereiro, o «Sim» ganhou e se despenalizou a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Mas ainda há hospitais que se negam a realizar a IVG, como o Fernanda Fonseca (Amadora-Sintra), São Francisco Xavier, Évora, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Torres Vedras.
Ainda há entraves burocráticos nos centros de saúde, por exemplo, no encaminhamento para as consultas prévias. Durante este processo, por vezes, o pequeno prazo estipulado de 10 semanas é ultrapassado e as mulheres vêem negado o seu direito à IVG e são arredadas para o espaço da punição e da clandestinidade.
Os direitos não podem ter prazos de validade e nós não queremos continuar a ser cidadãs de segunda, vendo as nossas vidas decididas pelo Estado ou por qualquer cardeal.
As/Os governantes insistem na ideia de que a melhor forma de evitar e prevenir o aborto é proibir ou encarecer, e, por isso, o Governo prepara-se para taxar o aborto, aumentando brutalmente as taxas moderadoras, em particular a aplicável para o caso de repetição.
A isto respondemos: a prevenção faz-se através do planeamento familiar gratuito e universal e de uma educação sexual alargada à sociedade.
A crise não pode ser uma desculpa para taxar direitos nem para os retirar.
Não podemos deixar em mãos alheias o destino que queremos dar ao nosso corpo e à nossa vida. A lei do aborto tem de ser uma lei que nos sirva, a nós mulheres, e não uma que sirva apenas os interesses económicos económicos, impondo modelos éticos, de família, de maternidade.
Por isso, no dia 8 de Março, afirmamos a nossa posição e dizemos:
«O aborto é um direito.»
Traz um papel/cartaz com esta frase e aparece 5ª-feira, dia 8 de Março, às 18:30h, para participar num Flash Mob, em frente à residência oficial do 1º Ministro.
Ainda há entraves burocráticos nos centros de saúde, por exemplo, no encaminhamento para as consultas prévias. Durante este processo, por vezes, o pequeno prazo estipulado de 10 semanas é ultrapassado e as mulheres vêem negado o seu direito à IVG e são arredadas para o espaço da punição e da clandestinidade.
Os direitos não podem ter prazos de validade e nós não queremos continuar a ser cidadãs de segunda, vendo as nossas vidas decididas pelo Estado ou por qualquer cardeal.
As/Os governantes insistem na ideia de que a melhor forma de evitar e prevenir o aborto é proibir ou encarecer, e, por isso, o Governo prepara-se para taxar o aborto, aumentando brutalmente as taxas moderadoras, em particular a aplicável para o caso de repetição.
A isto respondemos: a prevenção faz-se através do planeamento familiar gratuito e universal e de uma educação sexual alargada à sociedade.
A crise não pode ser uma desculpa para taxar direitos nem para os retirar.
Não podemos deixar em mãos alheias o destino que queremos dar ao nosso corpo e à nossa vida. A lei do aborto tem de ser uma lei que nos sirva, a nós mulheres, e não uma que sirva apenas os interesses económicos económicos, impondo modelos éticos, de família, de maternidade.
Por isso, no dia 8 de Março, afirmamos a nossa posição e dizemos:
«O aborto é um direito.»
Traz um papel/cartaz com esta frase e aparece 5ª-feira, dia 8 de Março, às 18:30h, para participar num Flash Mob, em frente à residência oficial do 1º Ministro.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Vídeo sobre os feminismos
Este vídeo vale tanto como uma aula sobre feminismos.
Mostra, nomeadamente, como é que as avós viveram os feminismos nos anos 70, no Brasil Como vêem o movimento actualmente? Quais foram as grandes e verdadeiras conquistas? E de que forma as mulheres lidam com esta herança?
Mostra, nomeadamente, como é que as avós viveram os feminismos nos anos 70, no Brasil Como vêem o movimento actualmente? Quais foram as grandes e verdadeiras conquistas? E de que forma as mulheres lidam com esta herança?
A Vovozinha e o Feminismo from Renata Druck on Vimeo.
FESTA FEMINISTA – O LADO F DA CRISE - 9 de Março 2012*

* 21h30-03h30
Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca, nº 59, 1200-047 Lisboa
Rede 8 de Março
Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca, nº 59, 1200-047 Lisboa
Rede 8 de Março
Para comemorar o 8 de Março - Dia Internacional das Mulheres -, no tempo em que a crise e a austeridade ameaçam todos os direitos, os que temos e os que ainda queremos conquistar, decidimos contrariar o conformismo e o isolamento e festejar a luta feminista. Juntamos movimentos sociais e lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto. Propomos uma festa onde todas as pessoas tenham lugar, um espaço livre de opressões e preconceitos, no qual as mulheres são as protagonistas. O lado feminista da crise é o da festa e o da força da nossa resposta – ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.
NÃO QUEREMOS VOLTAR AO SÉC. XIX. As medidas de austeridade são apregoadas como a única resposta à crise, diminuindo drasticamente direitos e apoios sociais, reduzindo o valor do trabalho, das reformas e o investimento público, privatizando serviços públicos. A quem trabalha, mais pobre e mais frágil, é pedido que pague uma crise pela qual não é responsável. Esta estratégia, tornada mais brutal por imposição da troika e pelo governo das direitas, só traz recessão económica, desemprego e pobreza generalizada. O desemprego está nos 14% e mais de metade destas pessoas não tem acesso ao subsídio de desemprego. Há, então, cerca de 500 mil mulheres desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento.
A situação é difícil não só no plano da desigualdade mas também no plano das condições de possibilidade da emancipação das mulheres. Na sua maioria, votadas ao desemprego ou à precariedade laboral, sem protecção e apoio social, sem serviços públicos que assegurem os cuidados com as crianças e com as pessoas idosas, as mulheres vêem-se obrigadas a voltar para casa e aí permanecem aprisionadas a uma condição que volta a ter os contornos da dos séculos passados, porque a mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Estamos, de facto, a voltar atrás no tempo: as mulheres jovens dificilmente saem de casa e se tornam independentes, com menos direitos as mulheres trabalhadoras ficam mais vulneráveis em relação aos patrões e as desempregadas estão mais dependentes do apoio da família, porque do Estado pouca ajuda têm. Se a maioria das mulheres continua a ser mão-de-obra mais barata, a vida das mulheres imigrantes, em particular, é ainda mais austera porque subjugada também por uma cidadania diminuída, pela discriminação e pelo preconceito. Também o trabalho sexual não pode continuar a ser exercido sem direitos, nem protecção social. Actrizes, dançarinas ou prostitutas, as mulheres estão presentes na indústria do sexo e o seu trabalho tem urgentemente de ser reconhecido. A desigualdade, enraizada socialmente, alimenta-se da crise económica e o sexismo encontra aí um campo de reafirmação, tal como a ideologia da austeridade se torna mais forte quanto mais vulneráveis e oprimidas forem as mulheres, enquanto trabalhadoras e enquanto cidadãs. É preciso uma mobilização feminista contra a crise.
PELO DESEJO E PRAZER SEM CULPA. A sociedade moralista tem limitado a emancipação das mulheres também no que se refere à vivência da sua sexualidade, impedindo-as de manifestarem abertamente os seus desejos e experienciarem o prazer sem medos, culpas ou tabus. De facto, o prazer continua submetido aos critérios masculinos impostos. As mulheres devem poder amar quem, quando e como quiserem, fora de um modelo de família que as vê apenas como incubadoras, responsáveis pelo lar e pelo cuidado de terceiras pessoas. Poder decidir sobre o seu corpo e escolher livremente sobre a maternidade torna o direito ao aborto um bem fundamental - não aceitamos voltar atrás.
A IDENTIDADE E OS CORPOS SÃO NOSSOS! Ser mulher é a exigência ao direito universal pela autodeterminação, pela autodefinição, pela identidade, pela livre orientação sexual e pela livre expressão de todos os géneros. Hoje em dia, ainda é negado o direito à identidade e mesmo quando este é concedido, está dependente de decisões de “autoridade médica”, através de “tratamentos psiquiátricos” e demais mecanismos patriarcais de controlo e desumanização. É-lhes, assim, negada a capacidade de decisão sobre as suas vidas, os seus corpos e as suas identidades. Perante as mulheres transexuais a quem é pedido que provem ser mulheres, e perante os homens transexuais e demais pessoas transgénero e intersexo a quem é solicitado que sigam leis sociais, cuja condição de existência é o machismo, questionamo-nos: deverão as mulheres transexuais e transgénero representar a ideia de mulher perfeita? Rejeitamos todas as normas impostas por esta sociedade machista.
TODOS OS ESPAÇOS LIVRES DE OPRESSÃO JÁ! Os números da violência de género são um sinal muito forte de que o modo como nos organizamos, vivemos e relacionamos permanece alicerçado em relações de poder desiguais, regradas pelo machismo e pela violência. Em 2011, morreram 23 mulheres vítimas deste crime e houve mais de 31 mil queixas registadas. Sabe-se que, na Europa, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada 48 horas. Estas vítimas precisam de apoio, a Justiça tem de funcionar e a sociedade tem de mudar. Para isso, a família, a casa ou as relações amorosas não podem ser prisões. Além disto, o problema do assédio sexual, assim como a violação por estranhos e o stalking (perseguição continuada e invasão do espaço de privacidade) permanecem nas ruas, nas escolas ou nos locais de trabalho, reflectindo uma sociedade ainda muito ancorada na ideia da mulher enquanto ser que está aí para cumprir o seu papel, ser vista e avaliada, tocada. Este sentimento de vulnerabilidade impede o exercício da liberdade e o usufruto do espaço público. É, portanto, uma forma de censura social e de limitação de movimento, de expressão. A isto não se pode chamar democracia.
OCUPAR TUDO! A desigualdade de género reveste-se muitas vezes sob a máscara da invisibilidade. Silenciadas e tornadas transparentes, as mulheres são votadas a um estatuto menor na sociedade, arredadas dos centros da participação, decisão e representação política e social. É uma realidade transversal a todos os espaços e sectores sociais e que ainda persiste. Além disso, a opressão de género, seja qual for a sua forma, torna-nos mais vulneráveis e por isso mais expostas ao julgamento público e aos modelos dominantes. Mas nós queremos decidir sobre as nossas vidas, em todos os seus aspectos, e, por isso, ocuparemos os movimentos, os sindicatos, as assembleias populares, as ruas, o parlamento. Este mundo também é nosso, e nós também o pensamos, estudamos, criamos. Ocupemos também os centros de investigação, os palcos, os museus, as conferências, as colunas de opinião, as galerias, as livrarias, os cinemas, as festas. Ocupemos todos os espaços da sociedade, das nossas vidas, desde os da representação aos da decisão, todos, sem excepções.
Rede 8 de Março
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Dia das namoradas e dos namorados!
Porque hoje é o Dia das namoradas e dos namorados, importa voltar a recordar: corta com a violência no namoro!
Efeitos da crise na vida das mulheres na Europa
Este é o mote de luta da marcha europeia para este ano.
Aqui fica o primeiro vídeo da campanha, realizado pela coordenação europeia da Marcha Mundial das Mulheres.
Integra depoimentos de activistas da Albânia, da Macedónia, da Bélgica, da Itália e de Portugal, da Suíça e da Turquia.
Aqui fica o primeiro vídeo da campanha, realizado pela coordenação europeia da Marcha Mundial das Mulheres.
Integra depoimentos de activistas da Albânia, da Macedónia, da Bélgica, da Itália e de Portugal, da Suíça e da Turquia.
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