domingo, 23 de dezembro de 2012

NUNCA É DEMAIS RECORDAR: Imaginem que tinha sido assim!

 

Fonte: Objectivos do Milénio e relatório Closing de Gender Gap: Act Now da OCDE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS & Sugestão de um Presente


Como devem ter reparado, este blog também entrou em "crise"! Por falta de tempo, neste caso!
Finalmente, consegui cá vir dar um saltinho para vos desejar BOAS FESTAS e muita força para enfrentarem o Ano 2013, agora que sabemos que, afinal, o mundo não termina hoje!

Aproveito para vos sugerir (pelo menos às pessoas  que pretendem oferecer presentes nos Natal, mas que estão sem ideias) um presente que é muito útil e baratinho, importante nos tempos que correm!
Trata-se da Agenda Feminista 2013 - Mulheres no Mundo. Percursos Migratórios.

Podem adquiri-la na UMAR, mais concretamente no Centro de Cultura e Intervenção Feminista, na Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N,1300-149 Lisboa.
Ou então, através do telefone (218 873 005) ou do e-mail: umar.projectocortarede@gmail.com ou umarfeminismos@gmail.com



 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fim de Semana Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres



Dia 24 de Novembro

Jardim em frente à Maternidade Alfredo da Costa (MAC)


11h| Conferência de imprensa da UMAR
Apresentação dos números da violência contra as mulheres.
Colocação de uma placa no jardim com o nome de algumas das mulheres assassinadas no contexto de violência doméstica, na cidade de Lisboa.

No espaço associativo MOB - Travessa da Queimada, 33, Bairro Alto - Lisboa

18h| Workshop de Defesa pessoal para mulheres com Sakura Mónica

22.30h | RITA RED SHOES

| DJ Miss Sara


Dia 25 de Novembro

15h | Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres |
Largo Camões - Martim Moniz

| Mercado Fusão Martim Moniz

| Orchidaceae Urban Tribal

| Teatro O Bando

| Dj SoulFlow


Organização: Rede 8 de Março

A "Rede 8 de Março" é constituída pelas seguintes associações/colectivos:
UMAR
Associação de Combate à Precariedade - Precári@s Inflexíveis
Panteras Rosa
SOS Racismo
Comunidária
Clube Safo

rede8marco@gmail.com



Texto Manifesto

24 e 25 de Novembro 2012
Fim-de-semana de ação
Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres


Nós mulheres que andamos nas ruas, que estamos nos locais de trabalho, em reuniões, em casa, nos cinemas, nos cafés… dizemos não ao assédio sexual, aos piropos, às insinuações, aos apalpões, ao stalking (perseguição continuada e invasão do espaço de privacidade), à chantagem. A banalização destes comportamentos, tolerados acriticamente pela sociedade e assumidos como supostos atos de amor, sedução ou paródia, na leveza de uma comédia de costumes, reflete a normalização da ideia da mulher enquanto ser que está aí para cumprir o seu papel, ser vista e avaliada, tocada. Recusamos esta forma de censura social e de limitação de movimento e de expressão. Estamos fartas de viver em perigo. A violação é uma forma de violência extrema e por isso rejeitamos qualquer tipo de atenuante na consideração deste crime. Reclamamos liberdade e o direito ao usufruto do espaço público.

Nós mulheres rejeitamos a exploração do nosso corpo e da nossa identidade presente na publicidade, montra voraz do capitalismo e do machismo. Muitos anúncios publicitários representam uma forma explícita de violência simbólica sobre as mulheres. Recusamos o puritanismo, é certo, mas também recusamos os estereótipos, a exploração, as ideias feitas que ditam medidas, gostos, comportamentos e promovem estigmas e discriminações. As pessoas não são mercadoria.

Nós mulheres exigimos que a Justiça atue melhor, mais rapidamente, com transparência e protegendo efetivamente as cidadãs de situações de risco. Em 2012, já 33 mulheres foram mortas pelas mãos dos seus maridos, companheiros, namorados e ex. A casa não pode ser um espaço de medo e opressão, bem como as relações e os laços familiares. Sabe-se que, na Europa, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada 48 horas. Queremos viver livres e amar sem submissões, controlo ou violência. Não somos de ninguém, somos donas da nossa própria vida.

Nós mulheres imigrantes vivemos numa condição de extrema austeridade, porque resistimos à injustiça de uma cidadania diminuída, à discriminação e à segregação. Dizemos basta à exploração e ao tráfico. Queremos ser cidadãs de pleno direito.

Nós mulheres lésbicas queremos viver a nossa sexualidade em liberdade e em todos os espaço da esfera social e politica. A sociedade moralista tem limitado a emancipação das mulheres também no que se refere à vivência da sua sexualidade, impedindo-as de manifestarem abertamente os seus desejos e experienciarem o prazer sem medos, culpas ou tabus. Rejeitamos os modelos e as normas sexistas e heterosexistas que apenas geram a violência do preconceito e da discriminação.

Nós mulheres transexuais queremos viver a nossa identidade livre de opressões. Não queremos depender de decisões de “autoridade médica” e demais mecanismos patriarcais de controlo e desumanização. Ser mulher é exigir o direito universal à autodeterminação, à autodefinição, à identidade, pela livre orientação sexual e pela livre expressão de todos os géneros.

Nós mulheres trabalhadoras do sexo queremos ver reconhecida a dignidade do nosso trabalho, com direito a ter direitos. Violência é considerar indignas as mulheres que prestam serviços sexuais, sejam elas bailarinas, atrizes, telefonistas ou prostitutas, perpetuando o estigma, empurrando-as hipocritamente para o isolamento, a desproteção social e a insegurança.

Nós mulheres, trabalhadoras domésticas em casa e fora dela, afirmamos que o nosso trabalho, apesar de não aparecer nas estatísticas nem nos media, gera riqueza e bem-estar, e que este sistema económico e social mantem-se à custa do trabalho invisibilizado que nós realizamos. Além disso, todas nós ainda acarretamos uma violenta dupla jornada de trabalho, despendendo, por dia, mais 4h de trabalho não pago do que os homens. O trabalho doméstico não tem género, tem de ser partilhado.

Nós mulheres, somos cerca de 600 mil desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento, milhares de trabalhadoras precárias. Sabemos que a austeridade nos quer mandar de volta para casa, aprisionando-nos a uma condição que tem os contornos da dos séculos passados. A mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade, estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Nós não ficaremos reféns desta ideologia retrógrada.

Nós mulheres estamos empenhadas na construção de um outro mundo mais justo, onde a igualdade de género seja uma realidade e a emancipação das mulheres o seu caminho. Exigimos a mudança, os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.

Nós mulheres, porque somos muitas e não estamos sós, porque é uma responsabilidade de todas e de todos, no fim-de-semana de 24 e 25 de Novembro exigiremos o fim da violência contra as mulheres.

No dia 24, teremos um concerto, um workshop de defesa pessoal e performances.
No dia 25, marcamos o ponto de encontro no Largo Camões em Lisboa, às 15h, para depois seguirmos manifestando-nos até ao Martim Moniz. 

Nós decidimos.
Nós podemos.
Exigimos o fim da violência contra as mulheres!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Concentração de protesto e solidariedade com as Pussy Riot

PARA QUEM ESTÁ EM LISBOA, É COMEÇAR A FAZER A MÁSCARA: 
Há uma concentração amanhã, 6ª-feira, 17 de Agosto - dia em que será conhecida a sentença do julgamento das feministas da banda Pussy Riot - no Largo do Camões das 11h 30 às 13h30. É uma concentração entre muitas outras concentrações de protesto e solidariedade com as Pussy Riot que estão a ser organizadas a nível mundial.

Aproveito para vos deixar aqui  o vídeo que também já foi feito por cá.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SLUT*WALK 2012

Apesar das divergências em torno do cartaz criado por Joana Shino (que, de facto, e como se costuma dizer, dão "pano para mangas"!), cá estamos, uma vez mais, junt@s pela mesma causa. Junte-se a nós aqui: Slutwalk Lisboa 2012! É no dia 1 de Julho pelas 15h no Largo Camões. Veja mais informações aqui:
www.slutwalklisboa.wordpress.com
Apareçam, porque ... NÃO, É NÃO!


Se ponho um decote… Não é Não!

Se pus aquelas calças de que tanto gostas… Não é Não!

Se visto calções ou mini-saia … Não é Não!

Se uso burqa… Não é Não!

Se tenho as mamas à mostra … Não é Não!

Se durmo com quem me apetece… Não é Não!

Se sou virgem… Não é Não!

Se tenho mais de 60 anos … Não é Não!

Se passo naquela rua… Não é Não!

Se vamos para os copos… Não é Não!

Se me sinto vulnerável… Não é Não!

Se sou deficiente… Não é Não!

Se saio com xs maiores galdérixs…Não é Não!

Se ontem dormi contigo… Não é Não!

Se sou trabalhadora sexual… Não é Não!

Se és meu chefe… Não é Não!

Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs… Não é Não!

Se sou tua paciente… Não é Não!

Se sou tua parente… Não é Não!

Se sou imigrante ilegal… Não é Não!

Se tenho relações poliamorosas… Não é Não!

Se sou empregada de hotel… Não é Não!

Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então… Não é Não!

Se és padre, imã, rabi ou pujari… Não é Não!

Se beijo outra mulher no meio da rua… Não é Não!

Se a pessoa com quem estou agora gosta de sexo a três… Não é Não!

Se sou brasileira, cabo-verdiana, angolana ou de outro país que sofreu colonização… Não é Não!

Se tenho mamas e pila… Não é Não!

Se disse sim e já não me apetece… Não é Não!

Se sou empregada doméstica… Não é Não!

Se adoro ver pornografia… Não é Não!

Se ando à boleia… Não é Não!

Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM… Não é Não!

Se já abrimos o preservativo… Não é Não!

NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser clarxs.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Artigo sobre Género e Política


Um dos artigos do novo Número da revista "Sociologia, Problemas e Práticas, n.º 68 - Janeiro-Abril, 2012", é da minha autoria e da Profª Lígia Amâncio. 
As pessoas interessadas podem obter mais informações em: http://sociologiapp.iscte.pt/index.jsp  
ou fazer aqui o download do PDF do artigo

Boas leituras!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Convite para o Lançamento de um Livro “Do Défice de Cidadania à Paridade Política: Testemunhos de deputadas e deputados”.


"A política é um «mundo de homens». Perante esta realidade pouco democrática, têm sido adoptadas medidas de acção positiva para promover a representação das mulheres, como a Lei da Paridade, promulgada em 2006 em Portugal, mas não sem fortes controvérsias.
Qual será a razão destas controvérsias? Por que se questiona o «mérito» das mulheres? Serão as mulheres percebidas como uma ameaça ao sistema?
Estas são algumas das questões a que o livro procura responder, começando por contextualizar a origem e a persistência do défice de género na política. Em seguida, apresentam-se 18 testemunhos de deputadas/os. Após efectuar a reconstrução do seu percurso para a política e expor as suas opiniões sobre estas questões, são identificados os factores críticos da vida pessoal e partidária que estão ligados à ascensão das mulheres, em particular.
Para além de colmatar uma lacuna existente no conhecimento científico neste âmbito, este livro constitui um instrumento útil para estudantes e investigadoras/es de vários domínios científicos, interessadas/os nas questões relacionadas com o acesso das mulheres à esfera da decisão."

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Colaborei com a APF na realização da mais recente folha de dados do projecto Countdown 2015 Europe: Participação Política de Mulheres em Portugal: um contributo para o debate dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

Aceitei o desafio da APF para efectuar o percurso pelos mais recentes dados e abordagens sobre a participação e representação política das mulheres em  foruns  nacionais e internacionais. Uma abordagem que se cruza, inevitavelmente, com o debate em sede de ONU, Comissão Europeia, Conselho da Europa, Conselho Europeu, CPLP, entre outros, e aqui, sobretudo, no contexto do contributo de Portugal para o alcançar dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM), se entrecruzarem com áreas cruciais de desenvolvimento e direitos humanos, como a Educação, Saúde, incluindo a Saúde Reprodutiva, a Igualdade de Género e a Cooperação.

Este é um documento cuja leitura é proposta na altura em que se esperam decisões importantes e coerências reforçadas “entendemos que é essencial que documentos e estratégias no âmbito da cooperação e educação para o desenvolvimento de âmbito bi e multi-lateral reflictam não apenas os compromissos assumidos pelos países e entidades parceiras, mas também evidenciem os avanços que Portugal assume nesta matéria, o que será crucial para o compromisso de todos os ODM, mesmo para lá de 2015”.

É entendido que a
Participação Política de Mulheres em Portugal: um contributo para o debate dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio é um alerta para a importância de não recuar nos ganhos alcançados no âmbito das politicas públicas e posicionamento de Portugal  perante os compromissos assumidos na EU, na CPLP e Nações Unidas.

Para além da igualdade de género ser um direitos humanos, é certo que potencia a economia e conduz a sociedades mais justas e mais solidárias”!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de março de 2012

"Albert Nobbs" Excelente filme!

Albert Nobbs”. É mais um excelente filme que conta com a participação de Glenn Close. Baseado no conto "The Singular Life of Albert Nobbs", de George Moore, Glenn Close realiza o papel de uma mulher que, após um episódio traumático da sua vida, se disfarça de homem, para poder trabalhar como mordomo no hotel mais chique de Dublin e, deste modo, sobreviver na sociedade machista da Irlanda do século XIX. O filme mostra muito bem o sofrimento das mulheres naquela época.

Co-produzido por Glenn Close que, este ano, foi nomeada, e muito bem, para os Globos de Ouros e para o Óscares, na categoria de Melhor Actriz. É excelente!

ALBERT NOBBS trailer legendado PT

quarta-feira, 14 de março de 2012

Bad Romance: Women's Suffrage

Neste vídeo, através de uma paródia musical, é realizada uma homenagem a Alice Paul e as gerações de mulheres corajosas que se uniram na luta para aprovar a Emenda 19, dando às mulheres o direito de voto, em 1920.
Está muito bom!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Um Feliz Dia Internacional das Mulheres a todas as mulheres do mundo!

Hoje comemora-se o Dia Internacional das Mulheres!



Apesar da evolução das últimas décadas no caminho para a igualdade (existem já muitas mulheres de sucesso, em várias áreas, como ilustra a foto), é preciso continuarmos vigilantes e lutar diariamente por uma maior justiça.

Por isso, ao contrário do que muitas pessoas afirmam, é preciso continuarmos a lembrar o 8 de Março, relembrando, nomeadamente, todas as lutas que já foram levadas a cabo pelas/os feministas de todo o mundo!
Sem elas/es, o mundo não seria assim.

terça-feira, 6 de março de 2012

Comemoração do Dia Internacional de Luta pelos Direitos das Mulheres

Divulgamos as iniciativas da UMAR de comemoração do Dia Internacional das Mulheres, 8 de Março.

Coimbra A partir das 16h:
- ocupação simbólica da Praça 8 de Maio com a substituição temporária da placa e do nome da praça que nesse dia irá se chamar:Praça 8 de Março (Dia Internacional das Mulheres).

- Distribuição de informação

- Instalações: Histórias de Mulheres Estendidas
A Origem do Pecado

- Performances: Adaptação da peça de teatro "Carne, Capitalismo e Patriarcado" da companhia de Teatro Kiwi
"A Colher, o Marido e a Mulher".

- Flash Mob às 18h30m "O aborto é um direito." Este flash mob está a ser convocado pela UMAR e irá ser feito também em Lisboa e consistirá num happening em que as pessoas que quiserem participar empunharam um cartaz com a frase: "O Aborto é um Direito".

Lisboa
Em Lisboa, o 8 de Março celebra-se com uma flash mob "O ABORTO É UM DIREITO" em frente à Residência oficial do Primeiro-Ministro, às 18.30h (ver mapa), e a 9 de Março, com a FESTA FEMINISTA - O Lado F da Crise (mais informações, aqui), em conjunto com vários colectivos.

Funchal
Na Madeira, a UMAR celebra o 8 de Março com um jantar/ tertúlia de homenagem ao dia das Mulheres, pelas 19.30horas, no restaurante Pizaria "La Carbonara". Podem inscrever-se através do mail
umarmadeira@gmail.com ou para o número de telemóvel 962981792.
A 7 de Março, o núcleo realiza uma acção pública no largo do Chafariz pelas 16.30 horas.

Sines
De manhã, no Largo dos Galegos e Mercado Municipal: Colaboração com a Biblioteca Municipal e a Escola das Artes de Sines na iniciativa “Vozes no Feminino”. Dramatização emblemática, na perspectiva de género, sobre mulheres que marcaram a história.
Às 15h30, na Tenda no Parque Desportivo Municipal João Martins (ex-IOS): Enquadramento histórico-político do dia 8 de Março. Participação no lanche-convívio promovido pela CMS e recolha de testemunhos de mulheres do concelho. Iniciativas no âmbito da Semana da Igualdade de Género em Sines, do Projecto BIIG - Biblioteca Itinerante pela Igualdade de Género.


Braga
Em Braga, a UMAR participa na performance "ObjeSSão", às 16h do dia 10 de Março, frente à esplanada da Brasileira/Casa dos Crivos (mais informações,
no facebook).

Estão todas/os convidadas/os a juntarem-se às celebrações do 8 de Março.

sexta-feira, 2 de março de 2012

2 de Março - DIA EUROPEU DA IGUALDADE SALARIAL

Na União Europeia (UE), as mulheres ganham, em média, 17,5% menos do que os homens, ao longo da vida.
Com o objectivo de sensibilizar a sociedade para este facto e incentivar a promoção de medidas para eliminar o fosso salarial que existe entre homens e mulheres nos Estados-Membros, a UE instituiu o Dia Europeu da Igualdade Salarial.
O dia 2 de Março não foi escolhido ao acaso. Veja na
CITE a história, assim como alguns dados estatísticos importantes.

A reter que, em Portugal, actualmente, a diferença salarial entre mulheres e homens (em termos de ganhos médios mensais) é de 21%. Essa diferença é tanto maior quanto mais elevado o nível de qualificação, atingindo 29,5% nas categorias mais qualificadas!



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Flash Mob dia 8 de Março: "O aborto é um direito"!

Estão todas/os convidadas/os!

Passam já 5 anos desde que, no referendo de dia 11 de Fevereiro, o «Sim» ganhou e se despenalizou a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Mas ainda há hospitais que se negam a realizar a IVG, como o Fernanda Fonseca (Amadora-Sintra), São Francisco Xavier, Évora, Ponta Delgada, Angra do Heroísmo, Torres Vedras.

Ainda há entraves burocráticos nos centros de saúde, por exemplo, no encaminhamento para as consultas prévias. Durante este processo, por vezes, o pequeno prazo estipulado de 10 semanas é ultrapassado e as mulheres vêem negado o seu direito à IVG e são arredadas para o espaço da punição e da clandestinidade.

Os direitos não podem ter prazos de validade e nós não queremos continuar a ser cidadãs de segunda, vendo as nossas vidas decididas pelo Estado ou por qualquer cardeal.

As/Os governantes insistem na ideia de que a melhor forma de evitar e prevenir o aborto é proibir ou encarecer, e, por isso, o Governo prepara-se para taxar o aborto, aumentando brutalmente as taxas moderadoras, em particular a aplicável para o caso de repetição.
A isto respondemos: a prevenção faz-se através do planeamento familiar gratuito e universal e de uma educação sexual alargada à sociedade.

A crise não pode ser uma desculpa para taxar direitos nem para os retirar.

Não podemos deixar em mãos alheias o destino que queremos dar ao nosso corpo e à nossa vida. A lei do aborto tem de ser uma lei que nos sirva, a nós mulheres, e não uma que sirva apenas os interesses económicos económicos, impondo modelos éticos, de família, de maternidade.

Por isso, no dia 8 de Março, afirmamos a nossa posição e dizemos:
«O aborto é um direito

Traz um papel/cartaz com esta frase e aparece 5ª-feira, dia 8 de Março, às 18:30h, para participar num Flash Mob, em frente à residência oficial do 1º Ministro.

LOCAL: Residência Oficial do 1º Ministro - Palacete de São Bento, Rua da Imprensa à Estrela, 2

Sigam as informações no Fecebook:
https://www.facebook.com/events/192001574239017/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012