sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Call for papers: International Conference “Gender in focus: (new) trends in media” (Braga, Portugal)


Como podem ver em baixo, está aberta (até 15 de Fevereiro de 2014) a Call for papers para participar na Conferência Internacional "Gender in Focus: (new) Trends in Media" que se realiza entre 20 e 21 de Junho de 2014, na bela cidade de Braga, Universidade do Minho. 

Participem!
 
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CALL FOR PAPERS

International Conference “Gender in focus: (new) trends in media”
June 20-21, 2014
University of Minho (Braga, Portugal)

The Communication and Society Research Centre invites you to submit a proposal for a paper, panel or poster presentation to the upcoming International Conference “Gender in focus: (new) trends in media”.

Over the last decades, a considerable amount of research has been conducted on the relationship of gender with communication. However, new insights are still needed, especially those that explore the interrelations and negotiations between media and gender through the use of interdisciplinary and intersectional approaches.

This event aims to serve as a forum to discuss ideas, experiences and research results on gender and media, bringing together social sciences researchers, NGOs representatives and media professionals.

Topics of interest for submission include, but are not limited to, the following:
• Femininities and/or Masculinities Representations in Media
• Gender and Media Trends
• Gender, Media and Public Sphere
• Gender, Advertising and Consumer Culture
• Gender, Audience and Reception Studies
• Gender, Digital Culture and Communication
• Gender, Media Institutions and Communication Policies
• Media and Feminist Theory
• Media Social Networks and Identities
• Media, Gender and Democracy
• Media, Gender and Human rights
• Media, Gender and Intercultural Communication
• Media, Gender and Sexualities
• New Media and Feminist Movements
• Intersectionality and Media

Please submit an abstract for oral paper or poster up to 300 words and a brief authors biography of about 150 words. Panel proposals should consist of a rationale of the panel (300 words), abstracts for individual presenters (150 words each), name of panel chair(s) and a brief authors biography of about 150 words.

Proposals should be submitted through the EasyChair system (https://www.easychair.org/conferences/?conf=gf2014), mentioning name, academic affiliation and contacts. The deadline is February 15, 2014 and the notification of paper, panel or poster acceptance will be no later than March 15, 2014.

The official language of the conference is English.

For more information, please contact us:
Communication and Society Research Centre
Social Sciences Institute
University of Minho
Gualtar Campus
4710-057 Braga – Portugal

E-mail: genfoc@ics.uminho.pt

quinta-feira, 11 de julho de 2013

11 DE JULHO - DIA MUNDIAL DA POPULAÇÃO



Neste Dia Mundial da População, a P&D Factor (Associação para a Cooperação sobre População e Desenvolvimento a que me associei recentemente) congratula-se com a mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas e apela aos Governos  e Parlamentos de Portugal e dos demais países da CPLP e à Sociedade Civil uma acção efectiva de promoção e defesa dos direitos fundamentais que permita assegurar às jovens a inclusão social e o empoderamento que lhes é devido.

Sabemos que a maioria das jovens não são mães nem foram forçadas a casar. No entanto, esta é uma realidade que muitas jovens vivem no mundo inteiro. Investir na sua educação e formação profissional e na sua saúde, incluindo a saúde sexual e reprodutiva, é a atitude certa e inteligente a tomar em prol de sociedades que respeitem o pleno potencial das jovens mulheres e defendam sociedades inclusivas, justas e solidárias.

No Dia Mundial da População lembramos que:

·         Diariamente, morrem 800 mulheres de causas relacionadas com a gravidez e o parto, sendo que 99% dessas mortes ocorrem em países em desenvolvimento;

· Mais de 200 milhões de mulheres, em países em desenvolvimento, querem planear a gravidez e a sua família, mas não têm acesso a métodos contraceptivos eficazes, o que tem como consequência 80 milhões de gravidezes não desejadas, 30 milhões de nascimentos não planeados e 40 milhões de abortos, metade dos quais são inseguros. No mundo, 1 em cada 5 raparigas dá à luz antes de completar 18 anos.

· 34 milhões de pessoas vivem com o VIH, sendo a população jovem especialmente afetada, ao representar 40% do total de novas infecções pelo VIH; 3 milhões de pessoas com mais de 50 anos estão infectadas na África Subsariana e 16 milhões de crianças ficaram órfãs devido à SIDA.

· 67 milhões de raparigas com idade inferior a 18 anos são forçadas a casar, não tendo poder de decisão no que concerne ao planeamento familiar, nem acesso a este ou ao sistema de educação formal. Nos países em desenvolvimento, um terço das mulheres na faixa etária entre os 20 e 24 casou com menos de 18 anos.

Este é tempo de construção e negociação da nova arquitectura institucional: Agenda Pós 2015.

Assim, neste dia 11 de Julho de 2013, importa salientar que é necessário:

·    Colocar as pessoas jovens na vanguarda do desenvolvimento, reconhecendo a necessidade de adoptar perspectivas de direitos humanos e de igualdade de género que sirvam de base a políticas e investimentos suscetíveis de responder às suas necessidades, incluindo em matéria de educação e saúde sexual e reprodutiva, bem como de criar oportunidades para que jovens tenham consciência de todo o seu potencial de participação a favor de um mundo melhor, mais justo e solidário;

· Integrar a igualdade de género como elemento-chave do desenvolvimento baseado nos direitos humanos, tendo em vista de eliminar as causas da desigualdade de género e discriminação, particularmente as barreiras culturais, sociais e económicas que impedem que mulheres, homens e jovens tenham acesso a serviços e cuidados de educação e de saúde sexual e reprodutiva;

· Assegurar oportunidades educacionais para raparigas já casadas, grávidas ou que já engravidaram, prevenindo, investigando e processando todos os actos de violência contra mulheres e raparigas que sejam perpetrados por pessoas em posições de autoridade nas respectivas comunidades;

· Reforçar e fortalecer tanto a legislação como o sistema judicial, sempre que necessário, para que se puna apropriadamente a violência contra mulheres e raparigas, integrando igualmente mecanismos e políticas específicas para prevenir, investigar e erradicar todo o tipo de violência de género, incluindo as práticas tradicionais nefastas tais como a mutilação genital feminina e o casamento forçado;

· Assegurar às mulheres e raparigas um pleno acesso à justiça e à assistência jurídica eficaz, para que possam tomar decisões informadas no que respeita, nomeadamente, ao direito penal, direito civil e ao direito de família; sendo igualmente fundamental assegurar que têm acesso a compensações apropriadas pelos danos que lhes sejam causados.

Os quadros legislativos e os compromissos são essenciais...mas hoje é urgente ter uma visão de futuro que assegure os recursos necessários para a participação e para que os direitos fundamentais passem das agendas para os quotidianos das pessoas. E o futuro da humanidade é feito com as jovens, lideres ou não, de hoje.
  
Investir na Educação e Saúde das Raparigas compensa! Elas são o futuro...mas são sobretudo o presente, que não pode empenhar o futuro em crises políticas e de mercados, que retiram as pessoas do seu lugar....a centralidade na acção politica.


P&D FACTOR

Associação para a Cooperação sobre População e Desenvolvimento
Associação Sem Fins Lucrativos/Non-profit association | NIPC/CFIN 510457754 |

segunda-feira, 17 de junho de 2013

VIII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia


Já está aí à porta o VIII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia que, desta vez ocorre na Universidade de Aveiro, entre 20 e 22 de Junho, e  o Programa Definitivo SNIP 2013 já se encontra disponível.
Este ano, nós vamos participar com 2 simpósios que aqui destaco, para as pessoas interessadas:

15h - SALA 6: SIMPÓSIO - Género e Profissões 1
 
Coordenadoras: Maria Helena Santos e Carla Cerqueira
1.Como tecer um caminho: a construção genderizada da(s) Carreira(s)
Fátima Rodrigues
2. A mobilidade de cientistas em Portugal: Uma abordagem de género
Emília Araújo e Margarida Fontes
3. Género e Ciência. Progressos e resistências
Lígia Amâncio e João Manuel Oliveira
4. Género e política: Vivências, interpretações e in/ações face à discriminação pessoal e grupal
Maria Helena Santos, Patrícia Roux, e Isabel Correia


16:30h - SALA 6: SIMPÓSIO - Género e Profissões 2
 
Coordenadoras: Carla Cerqueira e Maria Helena Santos
1. As líderes políticas em foco: representações nas revistas de informação portuguesa
Carla Cerqueira, Mariana Bernardo, Rosa Cabecinhas, e Conceição Nogueira
2. O género nas profissões de saúde: o caso de médicas/os e enfermeiras/os
Célia Soares
3. A identidade da Empresária: Deslocações, Contradições e Conformações à Norma Masculina
Emília Fernandes 
4. Género e Política: Consequências e reações de mulheres num “mundo de homens”
Maria Helena Santos, Patricia Roux, e Isabel Correia 
APAREÇAM!
O DEBATE ESTÁ GARANTIDO! 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Trabalho no Researchgate


Para as pessoas interessadas no meu trabalho, 
podem agora encontrar uma grande parte aqui, 
na minha página do ResearchGate: 

https://www.researchgate.net/profile/Maria_Santos30/?ev=hdr_xprf

Boas leituras! 


sexta-feira, 17 de maio de 2013

17 de Maio, Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia


Porque hoje é o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia deixamos aqui um vídeo que a ONU lançou com uma forte mensagem - "O Enigma", uma nova mensagem anti-homofobia.

Porque há 76 países que ainda criminalizam as relações entre pessoas do mesmo sexo, e os gays, lésbicas, bissexuais e transexuais continuam a ser alvo de ataques violentos e tratamento discriminatório em todo o mundo. 



terça-feira, 14 de maio de 2013

Conferência da Patricia Roux anulada


É com muita pena que vos venho informar de que, por motivos de saúde, a Patricia Roux adiou a sua vinda a Portugal e, por essa razão, a conferência foi anulada! 
Peço, desde já, desculpa pelo transtorno e obrigada pela vossa compreensão.




quinta-feira, 9 de maio de 2013

Dados do Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR

Porque é importante conhecer os dados, pelo menos da realidade identificável, salientamos que os últimos dados do Observatório de Mulheres Assassinadas da UMAR (de 2012) já se encontram disponíveis na página da UMAR. 

Para aceder ao relatório completo clique, então, aqui:



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Revista do Jornal Expresso - Artigo sobre Grávidas no Governo

Há uns tempos atrás, fui entrevistada pela Christiana Alves Martins, do Jornal Expresso, a propósito das mulheres políticas grávidas. O artigo saiu na revista do jornal no sábado passado (06-04-2013).
Aqui fica, para as pessoas interessadas. Para ler melhor, basta clicar em cima de cada página.











sexta-feira, 8 de março de 2013

Comemorações no âmbito do Dia Internacional das Mulheres - O Lado F da Arte

Porque hoje, 8 de Março, é Dia Internacional das Mulheres, o dia está a ser marcado por várias acções em todo o mundo realizadas por várias instituições, como é o caso da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta em Portugal.


Por aqui, saliento o trabalho da Rede 8 de Março que tem estado empenhada, há várias semanas, na organização d’O Lado F da Arte, que integra cinema feminista, debate, teatro e festa. Tudo isto ao longo da tarde e noite de amanhã, dia 9 de Março.... porque a luta continua!
Participem. É um programa a não perder!

Seguir o evento no Facebook.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Revista Ex aequo, nº 25, 2012, sobre as Políticas de Igualdade


Já se encontra online há algum tempo a Revista Ex aequo, nº 25, 2012, com o dossier temático "Políticas de igualdade sexual em Portugal: Evoluções, instrumentos e protagonistas".

Neste número da revista, organizado por Virgínia Ferreira e Rosa Monteiro, participam Mª do Céu Cunha Rego, Mª Helena Santos, Lígia Amâncio, Madalena Duarte, Ana Prata, Mª João Silveirinha, Carla Sequeira, Rosa Cabecinhas, Catarina Sales Oliveira, Susana Villas-Boas, Margarida Queirós, Ana Maria Brandão, Ana Daniela Silva, Maria Teresa Taveira, Margarida Chagas Lopes, Albertina Jordão e Fernanda Branco.

Para as pessoas interessadas, os artigos estão todos disponíveis AQUI

domingo, 23 de dezembro de 2012

NUNCA É DEMAIS RECORDAR: Imaginem que tinha sido assim!

 

Fonte: Objectivos do Milénio e relatório Closing de Gender Gap: Act Now da OCDE

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS & Sugestão de um Presente


Como devem ter reparado, este blog também entrou em "crise"! Por falta de tempo, neste caso!
Finalmente, consegui cá vir dar um saltinho para vos desejar BOAS FESTAS e muita força para enfrentarem o Ano 2013, agora que sabemos que, afinal, o mundo não termina hoje!

Aproveito para vos sugerir (pelo menos às pessoas  que pretendem oferecer presentes nos Natal, mas que estão sem ideias) um presente que é muito útil e baratinho, importante nos tempos que correm!
Trata-se da Agenda Feminista 2013 - Mulheres no Mundo. Percursos Migratórios.

Podem adquiri-la na UMAR, mais concretamente no Centro de Cultura e Intervenção Feminista, na Rua da Cozinha Económica, Bloco D, Espaços M e N,1300-149 Lisboa.
Ou então, através do telefone (218 873 005) ou do e-mail: umar.projectocortarede@gmail.com ou umarfeminismos@gmail.com



 

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Fim de Semana Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres



Dia 24 de Novembro

Jardim em frente à Maternidade Alfredo da Costa (MAC)


11h| Conferência de imprensa da UMAR
Apresentação dos números da violência contra as mulheres.
Colocação de uma placa no jardim com o nome de algumas das mulheres assassinadas no contexto de violência doméstica, na cidade de Lisboa.

No espaço associativo MOB - Travessa da Queimada, 33, Bairro Alto - Lisboa

18h| Workshop de Defesa pessoal para mulheres com Sakura Mónica

22.30h | RITA RED SHOES

| DJ Miss Sara


Dia 25 de Novembro

15h | Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres |
Largo Camões - Martim Moniz

| Mercado Fusão Martim Moniz

| Orchidaceae Urban Tribal

| Teatro O Bando

| Dj SoulFlow


Organização: Rede 8 de Março

A "Rede 8 de Março" é constituída pelas seguintes associações/colectivos:
UMAR
Associação de Combate à Precariedade - Precári@s Inflexíveis
Panteras Rosa
SOS Racismo
Comunidária
Clube Safo

rede8marco@gmail.com



Texto Manifesto

24 e 25 de Novembro 2012
Fim-de-semana de ação
Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres


Nós mulheres que andamos nas ruas, que estamos nos locais de trabalho, em reuniões, em casa, nos cinemas, nos cafés… dizemos não ao assédio sexual, aos piropos, às insinuações, aos apalpões, ao stalking (perseguição continuada e invasão do espaço de privacidade), à chantagem. A banalização destes comportamentos, tolerados acriticamente pela sociedade e assumidos como supostos atos de amor, sedução ou paródia, na leveza de uma comédia de costumes, reflete a normalização da ideia da mulher enquanto ser que está aí para cumprir o seu papel, ser vista e avaliada, tocada. Recusamos esta forma de censura social e de limitação de movimento e de expressão. Estamos fartas de viver em perigo. A violação é uma forma de violência extrema e por isso rejeitamos qualquer tipo de atenuante na consideração deste crime. Reclamamos liberdade e o direito ao usufruto do espaço público.

Nós mulheres rejeitamos a exploração do nosso corpo e da nossa identidade presente na publicidade, montra voraz do capitalismo e do machismo. Muitos anúncios publicitários representam uma forma explícita de violência simbólica sobre as mulheres. Recusamos o puritanismo, é certo, mas também recusamos os estereótipos, a exploração, as ideias feitas que ditam medidas, gostos, comportamentos e promovem estigmas e discriminações. As pessoas não são mercadoria.

Nós mulheres exigimos que a Justiça atue melhor, mais rapidamente, com transparência e protegendo efetivamente as cidadãs de situações de risco. Em 2012, já 33 mulheres foram mortas pelas mãos dos seus maridos, companheiros, namorados e ex. A casa não pode ser um espaço de medo e opressão, bem como as relações e os laços familiares. Sabe-se que, na Europa, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada 48 horas. Queremos viver livres e amar sem submissões, controlo ou violência. Não somos de ninguém, somos donas da nossa própria vida.

Nós mulheres imigrantes vivemos numa condição de extrema austeridade, porque resistimos à injustiça de uma cidadania diminuída, à discriminação e à segregação. Dizemos basta à exploração e ao tráfico. Queremos ser cidadãs de pleno direito.

Nós mulheres lésbicas queremos viver a nossa sexualidade em liberdade e em todos os espaço da esfera social e politica. A sociedade moralista tem limitado a emancipação das mulheres também no que se refere à vivência da sua sexualidade, impedindo-as de manifestarem abertamente os seus desejos e experienciarem o prazer sem medos, culpas ou tabus. Rejeitamos os modelos e as normas sexistas e heterosexistas que apenas geram a violência do preconceito e da discriminação.

Nós mulheres transexuais queremos viver a nossa identidade livre de opressões. Não queremos depender de decisões de “autoridade médica” e demais mecanismos patriarcais de controlo e desumanização. Ser mulher é exigir o direito universal à autodeterminação, à autodefinição, à identidade, pela livre orientação sexual e pela livre expressão de todos os géneros.

Nós mulheres trabalhadoras do sexo queremos ver reconhecida a dignidade do nosso trabalho, com direito a ter direitos. Violência é considerar indignas as mulheres que prestam serviços sexuais, sejam elas bailarinas, atrizes, telefonistas ou prostitutas, perpetuando o estigma, empurrando-as hipocritamente para o isolamento, a desproteção social e a insegurança.

Nós mulheres, trabalhadoras domésticas em casa e fora dela, afirmamos que o nosso trabalho, apesar de não aparecer nas estatísticas nem nos media, gera riqueza e bem-estar, e que este sistema económico e social mantem-se à custa do trabalho invisibilizado que nós realizamos. Além disso, todas nós ainda acarretamos uma violenta dupla jornada de trabalho, despendendo, por dia, mais 4h de trabalho não pago do que os homens. O trabalho doméstico não tem género, tem de ser partilhado.

Nós mulheres, somos cerca de 600 mil desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento, milhares de trabalhadoras precárias. Sabemos que a austeridade nos quer mandar de volta para casa, aprisionando-nos a uma condição que tem os contornos da dos séculos passados. A mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade, estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Nós não ficaremos reféns desta ideologia retrógrada.

Nós mulheres estamos empenhadas na construção de um outro mundo mais justo, onde a igualdade de género seja uma realidade e a emancipação das mulheres o seu caminho. Exigimos a mudança, os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.

Nós mulheres, porque somos muitas e não estamos sós, porque é uma responsabilidade de todas e de todos, no fim-de-semana de 24 e 25 de Novembro exigiremos o fim da violência contra as mulheres.

No dia 24, teremos um concerto, um workshop de defesa pessoal e performances.
No dia 25, marcamos o ponto de encontro no Largo Camões em Lisboa, às 15h, para depois seguirmos manifestando-nos até ao Martim Moniz. 

Nós decidimos.
Nós podemos.
Exigimos o fim da violência contra as mulheres!


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Concentração de protesto e solidariedade com as Pussy Riot

PARA QUEM ESTÁ EM LISBOA, É COMEÇAR A FAZER A MÁSCARA: 
Há uma concentração amanhã, 6ª-feira, 17 de Agosto - dia em que será conhecida a sentença do julgamento das feministas da banda Pussy Riot - no Largo do Camões das 11h 30 às 13h30. É uma concentração entre muitas outras concentrações de protesto e solidariedade com as Pussy Riot que estão a ser organizadas a nível mundial.

Aproveito para vos deixar aqui  o vídeo que também já foi feito por cá.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

SLUT*WALK 2012

Apesar das divergências em torno do cartaz criado por Joana Shino (que, de facto, e como se costuma dizer, dão "pano para mangas"!), cá estamos, uma vez mais, junt@s pela mesma causa. Junte-se a nós aqui: Slutwalk Lisboa 2012! É no dia 1 de Julho pelas 15h no Largo Camões. Veja mais informações aqui:
www.slutwalklisboa.wordpress.com
Apareçam, porque ... NÃO, É NÃO!


Se ponho um decote… Não é Não!

Se pus aquelas calças de que tanto gostas… Não é Não!

Se visto calções ou mini-saia … Não é Não!

Se uso burqa… Não é Não!

Se tenho as mamas à mostra … Não é Não!

Se durmo com quem me apetece… Não é Não!

Se sou virgem… Não é Não!

Se tenho mais de 60 anos … Não é Não!

Se passo naquela rua… Não é Não!

Se vamos para os copos… Não é Não!

Se me sinto vulnerável… Não é Não!

Se sou deficiente… Não é Não!

Se saio com xs maiores galdérixs…Não é Não!

Se ontem dormi contigo… Não é Não!

Se sou trabalhadora sexual… Não é Não!

Se és meu chefe… Não é Não!

Se somos casadxs, companheirxs, namoradxs… Não é Não!

Se sou tua paciente… Não é Não!

Se sou tua parente… Não é Não!

Se sou imigrante ilegal… Não é Não!

Se tenho relações poliamorosas… Não é Não!

Se sou empregada de hotel… Não é Não!

Se tens dúvidas se aquilo foi um sim, então… Não é Não!

Se és padre, imã, rabi ou pujari… Não é Não!

Se beijo outra mulher no meio da rua… Não é Não!

Se a pessoa com quem estou agora gosta de sexo a três… Não é Não!

Se sou brasileira, cabo-verdiana, angolana ou de outro país que sofreu colonização… Não é Não!

Se tenho mamas e pila… Não é Não!

Se disse sim e já não me apetece… Não é Não!

Se sou empregada doméstica… Não é Não!

Se adoro ver pornografia… Não é Não!

Se ando à boleia… Não é Não!

Se estamos numa festa swing, numa sex party ou numa cena BDSM… Não é Não!

Se já abrimos o preservativo… Não é Não!

NÃO é sempre NÃO. Quando é SIM, não há ambiguidades ou dúvidas porque sabemos o que queremos e sabemos ser clarxs.