segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cartazes feitos por uma criança que apelam ao fim da violência contra as mulheres!

Como já todas/os devem saber, juntamente com outras pessoas (da UMAR, ComuniDária e da SlutWalk Lisboa), eu estou a organizar a Marcha pelo Fim da Violência Contras Mulheres que ocorre no dia 25 de Novembro em Lisboa.
Obviamente não perdi a oportunidade para conversar sobre o assunto com a minha filha, que acabou de fazer 7 anos.
No fim-de-semana passado, ainda estávamos nós a seleccionar os cartazes que melhor fizessem passar a mensagem, eu pedi-lhe para ela participar na organização da marcha, realizando alguns cartazes. O material que surgiu foi este.

Devo, desde já, dizer que fiquei muito orgulhosa da Alice - excepto a última frase de ordem. Mas, admitamos, após tanta mensagem, se alguém ain
da não percebeu, talvez seja melhor recorrer à justiça retributiva ;-o)

Aparentemente, a educação conta!




FRASES DE ORDEM:


Os seres humanos e as seres humanas são iguais para mim. E também acho que os pobres e as pobres devem ser tratados e tratadas como os ricos e as ricas!

Apesar de uma pessoa ser alta, não quer dizer que seja diferente!

Apesar de ser mais velha, não quer dizer que seja diferente!

As mulheres devem ter democracia, devem ter justiça e igualdade!

As mulheres não são diferentes. Dever ter os mesmos trabalhos. Eu acho! E deviam todos achar o mesmo. Mas enfim! Mas o que eu acho é o seguinte: as mulheres devem ser tratadas como os homens e devem ter as mesmas coisas!


As mulheres são como os homens, só têm umas partes que são diferentes e algumas coisas que crescem. Mas devem ser tratadas como os homens!

As mulheres devem poder ter os mesmos trabalhos que os homens, devem poder ter as mesmas coisas que os homens e têm que ser mais bem tratadas!


NÃO É NÃO!


SE AINDA NÃO PERCEBESTE DOU-TE UM PONTAPÉ NA CARA, PARA VERES O QUE AS MULHERES SOFREM!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cartaz da Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!




Este é apenas um dos 4 cartazes que realizámos para a Marcha e que poderão ver no site oficial da:


Marcha Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
.

ADIRAM À MARCHA, ATRAVÉS DO FACEBOOK:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764

Estratégias de sobrevivência e combate à violência de género!

Um dia destes vi um filme que uma amiga me emprestou. Fiquei muito impressionada! Fez-me recuar à minha infância e à minha aldeia natal.
O filme, de 2003, chama-se “Às Cinco da Tarde” e conta uma história de resistência e de sobrevivência. Muito resumidamente, após a queda do regime Talibã, no Afeganistão, as mulheres começam a poder voltar à escola. Uma destas mulheres é Noqreh (Agheleh Rezaie), que vai à escola, mas às escondidas do seu pai (Abdolgani Yousefrazi), que é muito conservador e desaprova! Para tal, o uso da burca torna-se um estratégia muito útil.

Um dia, é realizado um grande debate na escola sobre a “condição feminina” e a possibilidade de as mulheres conquistarem os mesmos direitos que os homens. O debate faz com que estas jovens mulheres despertem as consciências e comecem a sonhar que um dia, também elas, poderão ser candidatas à Presidência da República. É o caso de Noqreh, que, com a ajuda de um amigo, começa a colocar a ideia em prática e chega mesmo a realizar cartazes e a colá-los pela cidade. Contudo, a realidade é demasiado dura e faz com que, juntamente com a sua família, ela parta, numa viagem pelo deserto, à procura de um local onde possam sobreviver.

Ao ver este filme, recordei as estratégias usadas por algumas mulheres da minha aldeia natal, onde vivi até 1986, no Norte de Portugal. Os papeis de género eram bem claros: as mulheres cuidavam da casa, da família e do campo; os maridos “ganhavam o pão”. Como tal, a maior parte das mulheres estava dependente dos homens, seja do marido, seja do pai. Estes eram a autoridade. A violência doméstica era recorrente. Se actualmente existem homens conservadores e sexistas, não imaginam naquela altura. Mas tudo parecia ser visto como “normal”, como se fosse o destino. Se uma mulher saía de casa porque o marido lhe bateu, logo havia alguém (nomeadamente mulheres) que dizia, “- Ai, que vergonha. Volta para casa, ele é teu marido! E tens os teus filhos para criar, como vais fazer?” Se as/os filhos deixassem de falar com o pai, logo havia alguém que dizia “Tens de lhe perdoar. É teu pai!”. Questiono-me agora se alguém dizia isso ao pai!

Neste contexto, no mínimo retrógrado, as mulheres também recorriam a várias estratégias, no sentido de procurar atingir os seus objectivos. Por ser menina, muito cedo começaram a chamar-me à atenção sobre como devia lidar com o marido: como devia fazer isto, ou fazer aquilo, que não devia contar tudo ao marido, que não lhe devia dizer se tivesse algum dinheiro, etc...

Embora eu tenha nascido e crescido naquele ambiente, muito cedo comecei a pensar de forma diferente daqueles homens e mulheres. Desde muito cedo, na irreverência da juventude, eu dizia que ia ser uma mulher autónoma e que nunca admitiria que algum homem me tratasse daquela forma, nem que me batesse. Se

o fizesse, seria a primeira vez e a última! Elas riam-se e diziam “sim, sim!”. Chamava-me ingénua.

Já naquela altura eu lhes dizia, que nós, as mulheres, não somos passivas. Tal como os homens, somos pessoas activas. E que era muito mais saudável partilhar a vida com o marido ou companheiro, do que recorrer a estratégias mirabolantes, e fazer pela calada.
No verão passado, tive a oportunidade de voltar à minha terrinha uma semana inteira. A primeira impressão foi excelente. Está uma aldeia muito diferente da dos anos 80. Parece mais clara. As pessoas, muito graças às emigrantes, encarregaram-se de lhe lavar a cara. E cada casa é maior do que a outra.

No entanto, uma semana bastou-me para perceber que muitos daqueles homens continuam iguais, estagnaram no tempo, e que muitas daquelas estratégias continuam a ser usadas por algumas mulheres. E são estas que continuam a achar-me ingénua.
Este é, de fac to, um problema de ordem simbólica, para o qual as mulheres muito contribuem.
Por vezes, pergunto-me o que pensarão estes homens e mulheres quando vêem a minha relação com o meu marido e o que acham dele... Nem ouso escrever o que me veio à mente!

Esta foi uma das razões pelas eu decidi participar na organização da
Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

No dia 25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, vamos sair à rua para dizer “CHEGA!”.

Pode ver o evento também no Facebook:
Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Exposição "Frida Kahlo" em Lisboa

O Museu da Cidade, em Lisboa, está a receber a exposição "Frida Kahlo - As suas fotografias", entre hoje, 4 de Novembro, e 29 de Janeiro.
Organizada em Portugal pela Casa da América Latina, é a primeira apresentação internacional desta exposição.
No Pavilhão Preto do Museu da Cidade vão estar
Mais de 200 fotografias de Frida Khalo, pintora mexicana nascida em 1907. Estas fotografias fazem parte do acervo de 6.500 que se encontram na Casa Azul, onde a artista nasceu.

Teremos, assim, a oportunidade de ver
Frida Kahlo como nunca a vimos!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aqui está mais uma notícia, avançada pelo Jornal Público, que mostra bem a urgência de colocarmos mãos à obra, ou os pés na rua, nomeadamente no dia 25 de Novembro, com a Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

O jornal refere números verdadeiramente arrasadores. De facto, salienta que o número de queixas de violência doméstica tem vindo a aumentar no nosso país e deverá ascender a 31 mil este ano
!

No dia 25 de Novembro, vamos demonstrar a nossa indignação não só face ao número de mulheres violentadas, como à injustiça com que muitos casos são julgados.

Aderiram à Marcha aqui no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764

Muito obrigada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

No dia 25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, sairemos à rua para dizer:
Nem mais uma!
Não somos cúmplices ou indiferentes e estamos vigilantes!

Muito em breve divulgaremos aqui o Manifesto, assim como outras informações. Para já, podem aderir ao evento e divulgá-lo no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764
Obrigada

Este convite estende-se a toda a sociedade, mulheres e homens...
Gostava muito que esta ideia "utópica" de José Saramago deixasse de o ser. Por isso, vamos todas/os juntas/os sair à rua no dia 25 de Novembro para manifestarmos não só a nossa indignação relativamente à violência contra as mulheres e as meninas, mas também relativamente às injustiças de vária penas!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Duas excelentes séries!

Estrearam no passado dia 10 de Outubro (segunda-feira à noite) duas excelentes séries na FOX Life, quer em termos das assimetrias de classes, como de género:

“Mildred Pierce”
- http://foxlife.canais-fox.pt/mildred-pierce,
“Downton Abbey” - http://foxlife.canais-fox.pt/downton-abbey,

Mildred Pierce tem apenas 5 episódios e Downton Abbey tem 7, mas, felizmente, já existe a segunda série. Para quem ainda não conhece e já perdeu os 2 primeiros episódios, vale sempre a pena.


Aqui fica um cheirinho de cada uma.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manifestação do 15 de Outubro de 2011, em Lisboa!

No passado sábado, 15 de Outubro, como não podia deixar de ser, sobretudo após as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro ministro Passos Coelho, soit disant, para enfrentar a crise, lá estivemos na manifestação que começou no Marquês de Pombal e terminou na Assembleia da República!

Reivindicámos mais igualdade, mais justiça e mais democracia!

Cerca de 100 mil pessoas unidas pela mesma causa, só em Lisboa, a gritar que "o povo unido jamais será vencido", é inesquecível! Pelo menos, espero que ninguém esqueça, nem "o povo", nem o "governo"!

É imperativo que haja uma democracia mais participativa!

Aqui ficam dois dos vídeos que pode ver no youtube:



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Feminismo(s) é a ideia radical de que as mulheres são pessoas!

Ontem o Programa "Câmara Clara" ofereceu-nos uma excelente “aula” sobre feminismos.

Convidada:
Ana Luísa Amaral. A poeta, professora da Faculdade de Letras do Porto e feminista lembra-nos como ser feminista é uma forma boa de ser pessoa e explica-nos como a corrente (minoritária) do separatismo foi usada para estigmatizar os feminismos. Poesia e resistência ou arte e política são os temas abordados numa conversa onde abordam desde Carolina Beatriz Ângelo e Berlusconi, a Charlie Chaplin e Emily Dickinson, etc.


Podem ver o programa completo aqui: http://camaraclara.rtp.pt/

sábado, 8 de outubro de 2011

“The help”

Aqui está um filme que recomendo vivamente!

As Serviçais (ou The Help no original), é um filme sobre os direitos humanos, abordando a relação que existe entre algumas empregadas negras e as suas patroas brancas.

Concretamente, conta uma história (passada nos anos 60, no estado do Mississipi, nos Estados Unidos da América) de três mulheres que constroem uma amizade em torno de um projecto secreto. Se no início, começam por hesitar, entretanto, perante alguns (maus) acontecimentos, entram no projecto com uma coragem tal que correm enormes riscos, quebram as normas sociais e acabam por transcender os seus próprios limites.

As consequências levam a grandes mudanças.

Estão de parabéns, é um excelente filme! Evoca vários sentimentos, desde o orgulho à raiva, ou mesmo à vergonha!

O filme é realizado por Tate Taylor (adaptado do livro de Katheryn Stocketts) e é protagonizado, nomeadamente, por Emma Stone, Jessica Chastain, Octavia Spencer, Sissy Spacek e Viola Davis.

Aqui fica um cheirinho:


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres activistas pelos direitos das mulheres distinguidas com o Prémio Nobel da Paz 2011!

Hoje, o Prémio Nobel da Paz, atribuído pelo Instituto Nobel norueguês, foi concedido a três mulheres pela sua "luta pacífica" pela paz, pela justiça, pela democracia, pelos direitos e pela segurança das mulheres.

São estas mulheres, as liberianas Ellen Johnson-Sirleaf (a primeira mulher africana a ser eleita presidente, de forma democrática) e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman, que luta há vários anos no Iémen, tornando-se numa das líderes da “Primavera Árabe”.

Veja mais informações, por exemplo:

no El País:El Nobel premia a tres activistas por su lucha por los derechos de la mujer,

ou no Público: Nobel da Paz três activistas pelos direitos das mulheres

terça-feira, 4 de outubro de 2011

As desigualdades de género em tempos de crise

A última revista "Sociedade e Trabalho, n.º 41 (1.ª edição - Dezembro 2010) já está disponível online - http://www.gep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/rst41.pdf

Esta revista tem por objectivo divulgar (nacional e internacionalmente) a informação e produção científica dos domínios do Emprego, da Formação, do Trabalho, da Segurança Social e da Acção Social.

Saliento, obviamente, o artigo sobre “As desigualdades de género em tempos de crise: um contributo para a reflexão sobre as implicações da vulnerabilidade laboral”, da autoria de Sara Falcão Casaca.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Observatório Europeu das Desigualdades


Foi criado um Observatório Europeu das Desigualdades:
Veja toda a informação no seguinte site: http://www.inequalitywatch.eu/

Este é, certamente, um contributo importante para uma luta mais informada contra as desigualdades sociais que existem em toda a Europa.

Quem é feminista?

Eu sei que já aqui referi isto várias vezes. No entanto, pelos comentários que estão a ser trocados no Post anterior, senti que devia esclarecer esta questão novamente.

Feminista
não é uma espécie de grupo de mulheres organizado para lutar contra os homens. Ser feminista é sim acreditar na igualdade de direitos entre as mulheres e os homens.

São feministas todas aquelas pessoas (brancas ou negras, solteiras ou casadas, etc.) que acreditam que as mulheres e os homens merecem igual respeito, poder, espaço, etc., que acreditam que NINGUÉM deve ver as suas escolhas e oportunidades condicionadas em razão do sexo!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

World Development Report 2012


A igualdade entre homens e mulheres é importante em termos de desenvolvimento!

É o que conclui o World Development Report 2012: Gender Equality and Development

Pode ver toda a informação, em várias línguas, nomeadamente, em português, aqui: World Development Report 2012 - Data & Research - World Bank

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mais um momento histórico!

Mais um momento histórico, em termos de igualdade de género, a nível mundial!

A Presidente Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Como a própria Dilma Rousseff, (...) pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugurou o Debate Geral. É a voz da democracia!... É a voz da democracia e da igualdade (...)!”

PETIÇÃO CONTRA O PRECONCEITO ÀS BRASILEIRAS

ATENÇÃO a todas as pessoas que apoiaram o Manifesto contra o preconceito às Brasileiras

Como teve vários apoios e uma grande repercussão, optou-se por fazer também uma PETIÇÃO ON-LINE (aqui -
www.peticao24.com) e um Blog (aqui: http://manifestomulheresbrasileiras.blogspot.com/ ).

Todas as pessoas podem e devem assinar, de todas as nacionalidades e residentes em qualquer país.
Entrem neste link e apoiem, divulguem e assinem. Vamos, todas/os juntas/os lutar contra o preconceito!

It's a Man's World

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Horror da Mutilação dos Seios!

Aquelas pessoas que acreditam que as mulheres já têm todos os direitos, desenganem-se.

A notícia sobre a
Mutilação dos seios cresce nos Camarões avançada, esta semana, pelo Expresso e pela Visão, Edição 967 (Meninas sem peito) e o El País, mostra bem como as mulheres estão ainda mais longe disso em alguns países de África.

Diz a notícia que uma em cada 4 adolescentes nos Camarões, país da África Ocidental, é queimada nos seios. Trata-se de uma forma de mutilação feminina para, soi-disant, dissimular a puberdade e evitar violações e gravidezes precoces.


Ao contrário do que seria expectável, e apesar do apelo das associações internacionais, esta tradição, já antiga nos Camarões, de “passar a ferro” os seios das meninas e adolescentes está a crescer. E são as mães e outras mulheres da família que se encarregam de dar continuidade a esta prática.

É inacreditável! Como consegue esta gente perpetuar esta prática terrível? Será que não pensa nos efeitos cruéis para as miúdas? E veja-se que algumas das vítimas têm menos de 9 anos de idade, 9 anos! Para além das dores físicas que provocam ao longo de vários meses, destruindo os tecidos, causando feridas, hematomas, infecções (que podem até conduzir ao cancro), também provocam enormes traumas psicológicos. Como podem ficar indiferentes a tudo isto?!

Certamente que já todas/os conhecíamos a prática, igualmente cruel, da “mutilação genital feminina”, através da excisão do clítoris. Agora, ficamos a saber que também existe a “mutilação mamária”, realizada através de objectos quentes e esmagamento. Duas crueldades ao serviço da repressão sexual, dos preconceitos e das tradições.

Felizmente, existem, cada vez mais,
associações internacionais que procuram combater esta tradição que é, de facto, uma violação terrível contra os direitos humanos e os direitos das mulheres!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Manifesto contra o preconceito às brasileiras

Devido a vários episódios de preconceito, estereotipia, sexismo e estigmatização das mulheres brasileiras na comunicação social portuguesa (de que é disso exemplo o programa "Café Central" da RTP), hoje um grupo de pessoas colocou um Manifesto no Facebook e exige que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes.

Veja aqui o
Manifesto contra o preconceito às Brasileiras (assim como vários outros exemplos) e adira ao grupo.

Eu já aderi!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

É preciso denunciar a violência doméstica!

Nas duas últimas semanas, 5 mulheres foram brutalmente assassinadas pelos maridos! A última
morava em Nine (Famalicão), no Norte de Portugal
- Andreia pediu ajuda e deu vários sinais (Correio da Manhã).

Todos estes homicídios tinham um elo em comum: a família e as/os vizinhas/os conheciam a situação e nunca a denunciaram. Porquê?!
O medo já não é desculpa. Podemos fazer a denúncia de forma anónima, através do telefone, de um e-mail, de uma carta, etc.


Já agora, volto a salientar aqui a linha gratuita de apoio, 24h por dia:
800 20 21 48


VAMOS TODAS/OS MUDAR DE COMPORTAMENTO FACE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. NÃO NOS CALEMOS!


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Não ao conformismo social!









"O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento"

(John Kennedy)

Sugestão de mais um filme: Secretariat

O filme é realizado por Randall Wallace e conta com Diane Lane, James Cromwell, John Malkovich, Margo Martindale, Otto Thorwarth e Scott Glenn.

É um filme dramático que relata uma história verídica, onde uma mulher (Penny Chenery, muito bem interpretada por Diane Lane), com o apoio do carismático treinador de cavalos, Lucien Laurin (John Malkovich), vence num “mundo de homens”, com aquele que acabou por ser o cavalo de corrida mais rápido do mundo, até hoje – Secretariat.

O filme mostra muito bem como Penny Chenery lutou contra os preconceitos sociais e sexuais da sociedade norte-americana dos anos 70, conseguindo, apesar de tudo, levar Secretariat à vitória num mundo ainda muito controlado pelos homens.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cortes cegos levam a um retrocesso civilizacional!

De acordo com o jornal Público, o Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias. Não, hoje não é dia 1 de Abril, o governo pretende acabar com a comparticipação de diversos produtos, nomeadamente a pílula contraceptiva e a vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero.

Perante tal retrocesso civilizacional, que atinge sobretudo as mulheres, já várias pessoas e entidades vieram responder a esta medida com grande indignação. A Associação para o Planeamento Familiar (APF), por exemplo, alerta condena esta medida e acredita que o Fim da comparticipação da pílula pode aumentar recurso ao aborto (JN).

Veja também o site: http://www.apf.pt/cms/files/conteudos/file/Noticias%20e%20destaques/2011/Setembro%202011/NI08092011.pdf

Felizmente (para algumas pessoas), a pílula continuará a ser distribuída gratuitamente nos centros de saúde (CS) e nas consultas de planeamento familiar. No entanto, já todas/os sabemos como as coisas, por vezes, funcionam nos CS e quem acaba por lá ir com mais frequência – as pessoas mais carenciadas. Isto significa que esta medida vai gerar mais desigualdade sociais.

Como diz Andrea Peniche, do BE, num contexto destes em que o objectivo é poupar, Quem corta assim é parvo, porque é já mais do que sabido que “a medicina preventiva é mais barata que a medicina curativa [o que interessa mais ao Governo] e, sobretudo, mais humana.” Tanto a deputada do BE, Helena Pinto (A pílula é um luxo?), como a APF salientam, e muito bem, que estes produtos "não são luxos". Foi graças ao recurso da pílula, como método contraceptivo, que foram alcançados os elevados níveis de contracepção no nosso país.

Uma coisa é certa, uma medida destas é inadmissível no séc. XXI. Não podemos ficar de braços cruzados perante tal atentado ao direito à saúde, os direitos sexuais e reprodutivos - OS DIREITOS DAS MULHERES!

Não ao retrocesso!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

II FeministizARTE a decorrer em Braga

Na sua segunda edição, o FeministizARTE – Festival de Arte Feminista pretende despertar, pela arte e pelo belo, a consciência feminista dos Bracarenses. O Núcleo de Braga da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) convida toda a comunidade a desfrutar de espaços da cidade ao mesmo tempo que contacta com a criatividade de artistas amplamente reconhecid@s.

Neste sentido, estão patentes no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca as exposições permanentes de Mariana Bacelar, Mariana Selva, Ana Pereira e Natacha Pereira. Na Livraria Centésima Página estão as obras da artista Olga Barbosa. Estão ainda no espaço Quatorze os trabalhos de Helena Elias.

Para além das exposições permanentes, terão ainda lugar ao longo do mês de Setembro performances do GATA (Grupo Activismo e Transformação pela Arte), Vânia Silva, Ana Baptista e Maíra Ribeiro, Flávio Rodrigues e Tin.Bra. Espaço ainda para a apresentação de livros das académicas Ana Gabriela Macedo e Manuela Tavares bem como para uma mesa redonda que procurará desmistificar a identificação da arte feminista com a arte no feminino, que conta com a presença de Márcia Oliveira, Maria Luísa Coelho e Marta Bernardes.

Paralelamente, e através de parcerias, ocorrerá um encontro dedicado à autora Clarice Lispector na Livraria Centésima Página e a leitura de uma peça organizada pela Comunidade de Leitura Dramática do BragaCult.

O festival arrancou oficialmente no dia 3 de Setembro e decorrerá ao longo de todo o mês. Para uma visita comentada junte-se a nós para o Roteiro pelas obras com o comentário de Ana Gabriela Macedo. Todas as entradas são gratuitas.

Consulte todo o programa ou acompanhe pelo facebook.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Acabar com a violência doméstica depende de todas/os. Não se cale!!

É rara a semana em que não há notícias sobre violência doméstica. De acordo com o CM, esta semana já morreram três mulheres (veja: Assassinadas pelos maridos e PSP tranca filho e executa mulher - Correio da Manhã) vítimas de violência doméstica!

É urgente que o governo comece a pensar nesta questão com a devida seriedade que ela merece. É preciso garantir mais segurança às vítimas de violência doméstica e punir devidamente quem agride, ou mata!

Mas a sociedade também tem um papel importante: Diminuir a violência doméstica depende de todas/os. Não se cale!

A este propósito, recentemente, foi lançada uma Campanha no Brasil chamada "Mulheres e Direitos", que pede, precisamente, o fim da violência e a promoção da igualdade de género.
Ora veja.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um filme verdadeiramente chocante!

O filme «A Vénus Negra» de Abdellatif Kechiche trata das questões de exploração sexual e de racismo flagrante.

A cena passa-se no início do século XIX e relata a vida de uma mulher - Saartjie Bartman (1789-1815), muito bem interpretada pela actriz Yahima Torres - que foi trazida da África do Sul para a Europa, onde foi explorada pelo “patrão”, Caesar, de forma inqualificável. Começou por se tornar numa atracção circense (aparentemente consentida), onde a multidão pagava para ver a “aberração” e para tocar as nádegas avantajadas desta “selvagem Vénus hotentote”. Depois, foi vendida a um domador de animais francês que também a explorou, obrigando-a a participar em shows eróticos e a prostituir-se.

Devo dizer que fiquei horrorizada! Inevitavelmente, a dada altura senti-me mais uma daquelas pessoas que assistiam ao seu espectáculo e cheguei a arrepender-me de ter ido ver o filme. Achei o filme pesado, com cenas longas e demasiado repetitivas, de uma violência atroz. Mas resisti (ao contrário de algumas pessoas), porque, se é verdade que, por vezes, dói ver a realidade, também é verdade que dói ainda mais à vítima. Por isso, concordo que é preciso demonstrá-la desta forma, nua e crua, para vermos claramente do que é que somos capazes, mas sobretudo para que nunca mais se repita!

A questão central é "até onde vai a curiosidade e a exploração humana perante algo ou alguém considerado fora dos padrões?".

Embora o episódio se passe no início do século XIX, a curiosidade por conhecer a sua anatomia também chegou à classe científica que investigou o seu corpo e, mais tarde, colocou os seus restos mortais num museu, onde permaneceram como uma atracção até século XX (1974)!

E actualmente já não há “shows de horrores” nas ruas, mas a exploração persiste na Internet.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sugestão de um filme: "A Conspiradora"


Este fim-de-semana vi um filme, chamado "A Conspiradora" que recomendo vivamente. Não porque esteja directamente relacionado com as questões de género, mas com uma questão mais ampla. De facto, o filme faz-nos reflectir sobre a importância de vivermos num sistema democrático e permite-nos verificar o longo caminho que já foi feito no sentido de uma democracia... digamos, mais democrática!
Trata-se de um filme realizado por Robert Redford e onde participam várias actrizes e actores excelentes.

Muito resumidamente, o filme passa-se em Washington, em 1865. Na sequência do assassinato de Abraham Lincoln (o 16º presidente dos EUA), 8 pessoas são presas e acusadas ​​de conspirar para matar o Presidente, o Vice-Presidente e o Secretário de Estado. A única mulher acusada, Mary Surratt (Robin Wright), é proprietária de uma pensão onde John Wilkes Booth e os outros se reuniram e planearam os ataques.
Com o pós Guerra Civil de Washington como sinistro pano de fundo, o jovem advogado Frederick Aiken (James McAvoy), um herói de guerra da União, com 28 anos, relutantemente decide defender Surratt perante um tribunal militar. Aiken apercebe-se que a sua cliente pode ser inocente, sendo usada como “bode expiatório” de uma nação sedenta de justiça e de vingança. Mary Surratt vê-se obrigada a confiar em Aiken para descobrir a verdade e salvar a própria vida.
Frederick Aiken consegue provar a sua inocência. Agora, se consegue, ou não, salvar-lhe a vida é uma questão que prefiro deixá-l@ descobrir no cinema...


quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Filme sobre a luta pela igualdade salarial!

Ontem vi um bom filme de Nigel Cole que relata uma história verídica sobre a luta das mulheres pela igualdade salarial num “mundo de homens”.

A trabalhar em condições extremamente precárias, muitas horas seguidas, e preocupadas em conciliar o trabalho com a vida doméstic
a, as 187 mulheres, operárias da fábrica da Ford de Dagenham, perdem finalmente a paciência, em 1968, quando são classificadas como "não qualificadas".

Com humor, bom senso e coragem, Rita O´Grady (a galardoada actriz Sally Hawkins) e as outras mulheres protestaram contra a discriminação sexual e reivindicam a igualdade de direitos relativamente aos salários. Primeiro, viram-se contra os seus patrões, depois viram-se contra a comunidade local e depois contra o próprio governo. Com inteligência e imprevisibilidade, revelam-se à altura de qualquer um dos seus oponentes masculinos. Conscientes da situação de injustiça, ousando resistir contra tudo e todos, estas mulheres conseguem quebrar barreiras e mudar um sistema que ninguém queria admitir que já estivesse ultrapassado.

Esta manifestação foi decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projecto de Paridade Salarial, de 1970.

Algumas das ideias centrais são:

- a consciência de que, enquanto houver desigualdade salarial, as mulheres estarão sempre em 2º plano,

- a relevância de haver uma líder que inspire as outras,

- as enormes pressões do poder económico sobre o poder político,

- a persistência das mulheres.

Aqui fica o resumo do filme:


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reportagem “Finalmente Mulher”!

Esta reportagem (de Mafalda Gameiro, com imagem de João Martins, edição de imagem de Paulo Nunes e produção de Amélia Gomes Ferreira) retrata o drama de Patrícia Ribeiro, uma transexual.

Patrícia n
asceu com o sexo masculino e lutou, desde muito cedo, para se ver livre do corpo que tinha.

A reportagem acompanhou a angústia desta mulher, os seus dilemas e as suas inseguranças. Esteve no bloco operatório e em todo o processo que se seguiu à reatribuição do sexo feminino, um processo burocrático e doloroso que quase fez Patrícia desistir de viver.

A reportagem iniciou-se em 2009 e acompanhou o caso ao longo de mais de 2 anos, o tempo que o Estado Português demorou para conceder-lhe a nova identidade, depois de lhe ter pago a cirurgia de mudança de sexo. Foram anos de sofrimento, de contratempos burocráticos e humilhantes, de desilusão até ao dia em se abriu a porta da felicidade.

Hoje, Patrícia vive com o namorado e quer fazer carreira no mundo da música.

Resta salientar que a reportagem teve início antes da aprovação na lei de Identidade de Género e terminou quando a lei já estava em vigor.

Veja o vídeo aqui: Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A impunidade da Violência Sexual!


O DN de hoje refere que o relatório da ONU, sobre igualdade entre homens e mulheres, concluiu, nomeadamente, que a Violência sexual é quase impune na Europa!

De facto, embora a Europa surja entre as melhores zonas do globo, continua a ter problemas sobre as questões de género. Um destes problemas é a dificuldade em provar em tribunal os casos de violação sexual.

Em 2009, em média, nos países sobre os quais havia dados, apenas 14% das queixas resultaram em condenações. Na Bélgica essa cifra não passou dos 5%. Em Portugal, a percentagem foi de 16%.
Continua a haver um elevado índice de abandono. Saliente-se que estas percentagens excluem o número elevado de agressões em que nem sequer é apresentada qualquer queixa.

Veja aqui o Relatório "Progress of the World’s Women: In Pursuit of Justice" da UN WOMEN em: http://j.mp/UNWomenProgress

Lembre-se que o abuso sexual e crime. Por isso, não fique calada/o, denuncie-o!
É preciso que se comece a fazer justiça!