sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

FESTA FEMINISTA – O LADO F DA CRISE - 9 de Março 2012*


* 21h30-03h30
Galeria Zé dos Bois
Rua da Barroca, nº 59, 1200-047 Lisboa
Rede 8 de Março


Para comemorar o 8 de Março - Dia Internacional das Mulheres -, no tempo em que a crise e a austeridade ameaçam todos os direitos, os que temos e os que ainda queremos conquistar, decidimos contrariar o conformismo e o isolamento e festejar a luta feminista. Juntamos movimentos sociais e lutas comuns, afirmamos a solidariedade e agimos em conjunto. Propomos uma festa onde todas as pessoas tenham lugar, um espaço livre de opressões e preconceitos, no qual as mulheres são as protagonistas. O lado feminista da crise é o da festa e o da força da nossa resposta – ampliar o campo do possível, tomando o futuro nas nossas mãos.


NÃO QUEREMOS VOLTAR AO SÉC. XIX. As medidas de austeridade são apregoadas como a única resposta à crise, diminuindo drasticamente direitos e apoios sociais, reduzindo o valor do trabalho, das reformas e o investimento público, privatizando serviços públicos. A quem trabalha, mais pobre e mais frágil, é pedido que pague uma crise pela qual não é responsável. Esta estratégia, tornada mais brutal por imposição da troika e pelo governo das direitas, só traz recessão económica, desemprego e pobreza generalizada. O desemprego está nos 14% e mais de metade destas pessoas não tem acesso ao subsídio de desemprego. Há, então, cerca de 500 mil mulheres desempregadas e milhares sem qualquer fonte de rendimento.

A situação é difícil não só no plano da desigualdade mas também no plano das condições de possibilidade da emancipação das mulheres. Na sua maioria, votadas ao desemprego ou à precariedade laboral, sem protecção e apoio social, sem serviços públicos que assegurem os cuidados com as crianças e com as pessoas idosas, as mulheres vêem-se obrigadas a voltar para casa e aí permanecem aprisionadas a uma condição que volta a ter os contornos da dos séculos passados, porque a mesma estrutura sexista subsiste e continua a organizar a nossa sociedade estipulando os papéis sociais que cada pessoa deve ter. Estamos, de facto, a voltar atrás no tempo: as mulheres jovens dificilmente saem de casa e se tornam independentes, com menos direitos as mulheres trabalhadoras ficam mais vulneráveis em relação aos patrões e as desempregadas estão mais dependentes do apoio da família, porque do Estado pouca ajuda têm. Se a maioria das mulheres continua a ser mão-de-obra mais barata, a vida das mulheres imigrantes, em particular, é ainda mais austera porque subjugada também por uma cidadania diminuída, pela discriminação e pelo preconceito. Também o trabalho sexual não pode continuar a ser exercido sem direitos, nem protecção social. Actrizes, dançarinas ou prostitutas, as mulheres estão presentes na indústria do sexo e o seu trabalho tem urgentemente de ser reconhecido. A desigualdade, enraizada socialmente, alimenta-se da crise económica e o sexismo encontra aí um campo de reafirmação, tal como a ideologia da austeridade se torna mais forte quanto mais vulneráveis e oprimidas forem as mulheres, enquanto trabalhadoras e enquanto cidadãs. É preciso uma mobilização feminista contra a crise.

PELO DESEJO E PRAZER SEM CULPA. A sociedade moralista tem limitado a emancipação das mulheres também no que se refere à vivência da sua sexualidade, impedindo-as de manifestarem abertamente os seus desejos e experienciarem o prazer sem medos, culpas ou tabus. De facto, o prazer continua submetido aos critérios masculinos impostos. As mulheres devem poder amar quem, quando e como quiserem, fora de um modelo de família que as vê apenas como incubadoras, responsáveis pelo lar e pelo cuidado de terceiras pessoas. Poder decidir sobre o seu corpo e escolher livremente sobre a maternidade torna o direito ao aborto um bem fundamental - não aceitamos voltar atrás.

A IDENTIDADE E OS CORPOS SÃO NOSSOS! Ser mulher é a exigência ao direito universal pela autodeterminação, pela autodefinição, pela identidade, pela livre orientação sexual e pela livre expressão de todos os géneros. Hoje em dia, ainda é negado o direito à identidade e mesmo quando este é concedido, está dependente de decisões de “autoridade médica”, através de “tratamentos psiquiátricos” e demais mecanismos patriarcais de controlo e desumanização. É-lhes, assim, negada a capacidade de decisão sobre as suas vidas, os seus corpos e as suas identidades. Perante as mulheres transexuais a quem é pedido que provem ser mulheres, e perante os homens transexuais e demais pessoas transgénero e intersexo a quem é solicitado que sigam leis sociais, cuja condição de existência é o machismo, questionamo-nos: deverão as mulheres transexuais e transgénero representar a ideia de mulher perfeita? Rejeitamos todas as normas impostas por esta sociedade machista.

TODOS OS ESPAÇOS LIVRES DE OPRESSÃO JÁ! Os números da violência de género são um sinal muito forte de que o modo como nos organizamos, vivemos e relacionamos permanece alicerçado em relações de poder desiguais, regradas pelo machismo e pela violência. Em 2011, morreram 23 mulheres vítimas deste crime e houve mais de 31 mil queixas registadas. Sabe-se que, na Europa, uma mulher é vítima de violência doméstica a cada 48 horas. Estas vítimas precisam de apoio, a Justiça tem de funcionar e a sociedade tem de mudar. Para isso, a família, a casa ou as relações amorosas não podem ser prisões. Além disto, o problema do assédio sexual, assim como a violação por estranhos e o stalking (perseguição continuada e invasão do espaço de privacidade) permanecem nas ruas, nas escolas ou nos locais de trabalho, reflectindo uma sociedade ainda muito ancorada na ideia da mulher enquanto ser que está aí para cumprir o seu papel, ser vista e avaliada, tocada. Este sentimento de vulnerabilidade impede o exercício da liberdade e o usufruto do espaço público. É, portanto, uma forma de censura social e de limitação de movimento, de expressão. A isto não se pode chamar democracia.

OCUPAR TUDO! A desigualdade de género reveste-se muitas vezes sob a máscara da invisibilidade. Silenciadas e tornadas transparentes, as mulheres são votadas a um estatuto menor na sociedade, arredadas dos centros da participação, decisão e representação política e social. É uma realidade transversal a todos os espaços e sectores sociais e que ainda persiste. Além disso, a opressão de género, seja qual for a sua forma, torna-nos mais vulneráveis e por isso mais expostas ao julgamento público e aos modelos dominantes. Mas nós queremos decidir sobre as nossas vidas, em todos os seus aspectos, e, por isso, ocuparemos os movimentos, os sindicatos, as assembleias populares, as ruas, o parlamento. Este mundo também é nosso, e nós também o pensamos, estudamos, criamos. Ocupemos também os centros de investigação, os palcos, os museus, as conferências, as colunas de opinião, as galerias, as livrarias, os cinemas, as festas. Ocupemos todos os espaços da sociedade, das nossas vidas, desde os da representação aos da decisão, todos, sem excepções.

Rede 8 de Março

UMAR
SOS Racismo
ComuniDária
Precários Inflexíveis
Panteras Rosa
Clube Safo

Também já estão connosco:
ACEGIS
AMPLOS
Diálogo e Acção - Hip-Hop pela paz
Grupo Transexual Portugal
ILGA
Médicos pela Escolha
Opus Gay

ESTA FESTA TAMBÉM É TUA. CONTAMOS CONTIGO!

Contactos: rede8marco@gmail.com
https://www.facebook.com/events/385960594753352/

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia das namoradas e dos namorados!

Porque hoje é o Dia das namoradas e dos namorados, importa voltar a recordar: corta com a violência no namoro!




Efeitos da crise na vida das mulheres na Europa

Este é o mote de luta da marcha europeia para este ano.
Aqui fica o primeiro vídeo da campanha, realizado pela coordenação europeia da Marcha Mundial das Mulheres.
Integra depoimentos de activistas da Albânia, da Macedónia, da Bélgica, da Itália e de Portugal, da Suíça e da Turquia.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Tolerância zero à mutilação genital feminina!

Hoje assinala-se o Dia Internacional da Tolerância Zero às Mutilações Genitais Femininas.
Embora não sejam conhecidos números concretos, sabemos que a MGF teima em persistir.
"Por tradição, razões estéticas, ou deleite dos maridos, ainda se cortam os genitais a meninas e mulheres."
Por isso, é muito importante continuarmos a partilhar a informação que vai surgindo. Mais informação pode levar a mais prevenção e mais intervenção. Destaco duas entrevistas: a entrevista de
Célia Rosa a Alice Frade e a entrevista da Amnistia Internacional Portugal a Sofia Branco.

A entrevista de Célia Rosa a Alice Frade (Notícias Magazine, 5 de Fevereiro de 2012) encontrei-a no facebook e, por essa razão, deixo-a aqui na integra.

A
ntes, quero apenas salientar que Alice Frade é antropóloga e, actualmente, é responsável do Departamento de Advocay e Cooperação para o Desenvolvimento da Associação para o Planeamento da Família (APF).

(Célia Rosa) Na véspera do Dia Internacional da Tolerância Zero às Mutilações Genitais Femininas, que se assinala amanhã, 6 de Fevereiro, o que é os portugueses precisam de saber?

(Alice Frade) Todos devem saber que no país existem mulheres de várias idades, incluindo crianças, que sofreram mutilação genital feminina (MGF) e que muitas delas têm nacionalidade portuguesa. Por esta razão é fundamental que os profissionais das áreas da saúde, educação e intervenção social tenham conhecimentos específicos sobre este tipo de crime (artigo 144 do Código Penal) e saibam o que fazer para prevenir, intervir e sinalizar. Não podemos continuar a ter médicos e enfermeiros que observam uma mulher com mutilação e pensam que ela tem uma malformação congénita ou que teve um parto mal feito.

Para que os leitores não tenham dúvidas, quando falamos em MGF estamos a dizer que há crianças, raparigas e mulheres a quem cortam o clítoris, os pequenos e os grandes lábios. Muitas também são sujeitas a um estreitamento da vagina e a outras práticas que alteram os seus genitais, todas dolorosas, traumatizantes, perigosas e atentatórias dos direitos humanos. É isto?

Sim, a OMS identifica quatro tipos de MGF que contemplam outras lesões, além dos cortes totais ou parciais do clítoris, pequenos lábios, grandes lábios e do estreitamento da vagina. Por exemplo, punções, perfurações e escarificações dos genitais e até o seu alongamento ou cosedura. Não precisa de haver corte. Qualquer intervenção feita nos genitais de uma menina ou de uma mulher por razões não médicas é uma mutilação. Está tudo descrito na Declaração Conjunta para a Eliminação da MGF, um documento que foi distribuído em Portugal aos políticos, profissionais de saúde e órgãos de comunicação social e que pode ser consultado na internet por qualquer pessoa. O alto-comissário para os refugiados, António Guterres, foi um dos subscritores. Também distribuímos, aqui e na Guiné-Bissau, em Moçambique e em Angola, o manual de formação para profissionais de saúde.

Que crenças sustentam a MGF?

Actualmente, a MGF já é entendida pela maioria das pessoas como uma prática violadora dos direitos das meninas e das mulheres. Mas quando é realizada nas comunidades de origem – países africanos, asiáticos e do médio oriente – serve para garantir a integração e o reconhecimento social das mulheres e o seu futuro: casar, ter filhos, cuidar e servir a família.

Nessas comunidades, as mulheres são excisadas para garantir que os seus genitais são bonitos (uma dimensão estética); que o clítoris ou os grandes lábios não tocam na cabeça do bebé no momento do nascimento (acredita-se que provoca doenças); que são intocáveis até ao casamento (crê-se que preserva a virgindade e depois a fidelidade); para aumentar o prazer sexual do marido (mais uma crença), etc. Nalguns países a única razão é discriminação de género.

É mais uma forma de controlo social das mulheres?

Sim. Há práticas tradicionais nefastas que só persistem porque são realizadas sobre mulheres. A MGF é uma delas, os casamentos forçados, a troca e venda de noivas são outras. E o que é mais chocante é saber que alguns países onde estas coisas acontecem recebem apoios importantes da comunidade internacional para a saúde e educação mas os líderes dos estados doadores não têm tido a capacidade de trazer estes temas para a agenda política, o que é fundamental.

Em que idade é que as meninas mutiladas?

Depende, o mais comum é entre os dez e os 14 anos. Nalguns casos, faz-se logo à nascença. Sobretudo nos países onde já existe uma lei que proíbe a MGF. Assim, o crime é mais facilmente encoberto e quanto mais pequena for a criança menos força tem e menos resiste.

As mulheres que se lembram da sua mutilação genital contam que sofreram horrores. Nós não conseguimos imaginar, pois não?

Claro que não. Nunca me esquecerei do relato de uma mulher que vive nos arredores de Lisboa e que me contou como foi a sua mutilação. Primeiro, passou vários dias amarrada e ajoelhada para aprender a obedecer; depois foi obrigada a comer deitada, sem olhar nos olhos das pessoas mais velhas, para aprender a respeitar. Finalmente, um dia, foi agarrada e imobilizada por várias mulheres que lhe prenderam os pés, as mãos e o tronco e foi cortada com uma faca (podia ter sido outro objecto cortante, um vidro ou uma lata). A história desta mulher é uma história de violação dos direitos mais básicos e ela sabe isso. Ainda assim, por causa dos factores associados à sua cultura e religião, cada vez que fala do assunto ela sente que está a atentar contra a suas raízes, contra as tradições do seu povo.

Como se estivesse a negar a sua identidade?

Exacto, e essa é uma das razões porque temos dificuldade em encontrar mulheres que falem sobre o tema. O medo das represálias é outra. Em Portugal, algumas mulheres que falaram publicamente da MGF sofreram retaliações da sua própria comunidade. E não será por acaso que não há nenhuma associação de mulheres originárias de países onde existe MGF cujo trabalho central seja as práticas tradicionais nefastas. A APF tenta trabalhar com as mulheres para que elas possam assumir um papel de destaque nas associações mas é muito difícil.

No mundo, estima-se que existam entre cem e 140 milhões de raparigas e mulheres com MGF. Um número alarmante?

Assustador. Quantos Costa Concórdia precisam de afundar para termos a dimensão da tragédia da MGF? E alguém conhece algum líder tradicional, primeiro-ministro ou presidente da república que tenha sido julgado porque no seu país 50 por cento das mulheres são mutiladas? É certo que muitos países aprovaram legislação proibitiva e desenvolvem trabalho directo nas comunidades – é o caso da Guiné-Bissau – mas ainda há um mundo de coisas para fazer até acabarmos com esta prática. E têm de ser as próprias comunidades a dizer não.

Na Europa estima-se que 500 mil mulheres tenham sido mutiladas e que 180 mil raparigas estejam em risco. Portugal também é um país de risco?

Portugal recebe migrantes de países onde a MGF existe e muitas meninas, incluindo algumas nascidas no país, estão em risco. Pensa-se que a maioria será sujeita à intervenção nos países de origem – antes de virem para Portugal ou durante uma deslocação nas férias, por exemplo à Guiné-Bissau. Cá, também haverá locais onde se pode fazer.

A MGF envolve grandes riscos para a saúde e pode levar as raparigas e as mulheres aos hospitais.

Pode provocar a morte. Mas cá, quando há infecções, hemorragias, dores e outros problemas, parece que as pessoas contornam o sistema. Ouvi um responsável da embaixada da Guiné-Bissau dizer num programa da RTP – África que quando a mutilação é feita no país de origem e as complicações se manifestam no regresso a Portugal, o que a comunidade fará é recorrer aos profissionais de saúde guineenses que exercem cá.

Os médicos nunca devem realizar actos de MGF mas há quem defenda que se o fizerem, em boas condições de higiene, as meninas e as mulheres correm menos riscos. O que acha disto?

Não podem, todos os organismos e associações médicas internacionais o proíbem. Mas nalguns países, no Egipto por exemplo, muitas mulheres são sujeitas a mutilação praticada por médicos.

Uma coisa é ler ou falar sobre MGF outra é conhecer essa realidade. O que é que já viu e o que sentiu?

Na Guiné-Bissau, da primeira vez, vi morrer uma menina de 17 anos, e os seus bebés, devido a um trabalho de parto que se complicou por causa da mutilação genital. Mais tarde, conheci uma rapariga de 18 anos que tinha sido banida da família porque tinha uma fístula obstétrica, com odor. Uma consequência do que lhe tinham feito e não havia meios para a tratar nem dinheiro para a enviar para o Senegal. Também morreu e deixou um recém-nascido órfão, de que ninguém quis cuidar. Aquelas duas mulheres sofreram horrores e nunca se queixaram. As que são mutiladas e não morrem também não se queixam. É destas sobreviventes que depende a vida da família e da comunidade – são elas que cultivam, vão buscar água e lenha, cozinham e lavam, cuidam dos maridos e dos filhos. Perante mulheres desta grandeza, não faz sentido falar das minhas lágrimas contidas."

A entrevista da Amnistia Internacional Portugal a Sofia Branco (jornalista da Agência Lusa, especializada neste tema) também a encontrei no facebook.

O pdf pode ser lido aqui: http://www.amnistia-internacional.pt/files/Entrevista_SofiaBranco.pdf

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Perante desigualdades de género, procure a CITE

Bom resumo da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) sobre a desigualdade de género na sociedade portuguesa, bem como alguns mecanismos para a combater.

A CITE está ao serviço das/os trabalhadoras/es e das entidades empregadoras. Por isso, sempre que considerar necessário, vá à CITE, ou informa-se em: www.cite.gov.pt

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Découvrez le spot télé de la campagne pour l'égalité hommes-femmes

A associação "Laboratoire de l'Egalité" lançou, na terça-feira, uma campanha para informar/alertar @s frances@s para o facto de, actualmente, as mulheres "serem invisíveis na sociedade", e, além disso, lutar contra as práticas sexistas.

Pode ver aqui o vídeo:

Spot télé de la campagne pour l'égalité hommes-femmes

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Quem não te respeita não te merece!

A APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima) lançou, hoje, a campanha “Corta com a Violência: quem não te respeita não te merece”.

A campanha tem como objectivo sensibilizar a sociedade para formas de violência que ocorrem, nomeadamente, no contexto da escola (por exemplo, o caso do bullying, da violência sexual e da violência no namoro).

Vejam e divulguem.... e lembrem-se quem não nos respeita, não nos merece!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Evolução, revolução, ou distorção da realidade?

Apesar do título do primeiro vídeo, é muito bom. Conduz-nos a uma reflexão que é urgente fazer.



sábado, 31 de dezembro de 2011

Um Bom 2012!


Para 2012, desejo, sobretudo, mais justiça, mais igualdade e mais democracia... para tod@s!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Um Feliz Natal a tod@s!


... e que as mulheres deixem de ser usadas como objectos!




terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Mais uma "boa" treta!

Aqui está mais uma publicidade (desta vez da ZON) que que nos transporta para o século passado!
Após tanto trabalhos feitos sobre género, des/igualdade, discriminação, sexismo, objectificação dos corpos, etc.... tunga, continuamos a ser presenteadas/os com tretas destas ... para não dizer outra coisa!

Ideias de presentes de Natal!

Se ainda não comprou todos os presentes de Natal e se já não tem ideias, sugiro a Agenda Feminista 2012.

Eu já comprei!

Custa apenas 5€ e está disponível no Centro de Documentação e Arquivo Feminista .

Envio por correio: encomendas para umar.sede@sapo.pt (+ portes de envio)

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Campanha Nacional Contra a Violência Doméstica 2011

No âmbito do IV Plano Nacional Contra a Violência Doméstica, a CIG, Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, lançou esta campanha no passado dia 25 de Novembro - Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Tem como objectivos informar, educar e sensibilizar a sociedade para este problema.

Nestes casos, não tenha esperança! Ligue: 800 202 144 ou 800 202 148



Se pretendem saber mais sobre esta campanha, vão à seguinte página do Facebook Contra a Violência Doméstica e "gostem". Na mesma página, também podem ter acesso a um questionário que vos ajuda a perceber melhor se vivem uma relação violenta.

Fiquemos mais atentas/os e vigilantes!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acção: Parem com esta merda!


Inserida na campanha internacional "16 Dias de Activismo pela Eliminação da Violência de Género",
esta acção da GATA desafia todas as pessoas a espalharem esta mensagem.

A ideia é que a imagem possa ser usada como sticker e colada em diversos locais – em particular nas portas dos W
Cs para homens, em espaços públicos. Usem as imagens ou os pdfs (aqui e aqui).

Gravem-nas, publiquem-nas, partilhem-nas, imprimam-nas e distribuam-nas livremente – a ideia é chegar o mais longe possível!







quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Trabalhando na Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!


Esta semana tem sido muito intensa, com os trabalhos que envolvem a marcha:

- a realizar pancartas no Centro de Cultura e Intervenção Feminista.


Aqui fica uma pequena amostra
.
















- ou na divulgação da marcha.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

25 de Novembro - Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres



Ainda a propósito da Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres que ocorre na próxima 6ª-feira, dia 25 de Novembro, vejam o seguinte
Dossier 159: Violência contra as Mulheres | Esquerda

Vejam também alguns dos testemunhos das 59 associações/instituições que apoiam a Marcha (marchafimviolencia), juntando-se a nós para dizer, CHEGA!

NÃO SOMOS CÚMPLICES, ESTAMOS VIGILANTES!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cartazes feitos por uma criança que apelam ao fim da violência contra as mulheres!

Como já todas/os devem saber, juntamente com outras pessoas (da UMAR, ComuniDária e da SlutWalk Lisboa), eu estou a organizar a Marcha pelo Fim da Violência Contras Mulheres que ocorre no dia 25 de Novembro em Lisboa.
Obviamente não perdi a oportunidade para conversar sobre o assunto com a minha filha, que acabou de fazer 7 anos.
No fim-de-semana passado, ainda estávamos nós a seleccionar os cartazes que melhor fizessem passar a mensagem, eu pedi-lhe para ela participar na organização da marcha, realizando alguns cartazes. O material que surgiu foi este.

Devo, desde já, dizer que fiquei muito orgulhosa da Alice - excepto a última frase de ordem. Mas, admitamos, após tanta mensagem, se alguém ain
da não percebeu, talvez seja melhor recorrer à justiça retributiva ;-o)

Aparentemente, a educação conta!




FRASES DE ORDEM:


Os seres humanos e as seres humanas são iguais para mim. E também acho que os pobres e as pobres devem ser tratados e tratadas como os ricos e as ricas!

Apesar de uma pessoa ser alta, não quer dizer que seja diferente!

Apesar de ser mais velha, não quer dizer que seja diferente!

As mulheres devem ter democracia, devem ter justiça e igualdade!

As mulheres não são diferentes. Dever ter os mesmos trabalhos. Eu acho! E deviam todos achar o mesmo. Mas enfim! Mas o que eu acho é o seguinte: as mulheres devem ser tratadas como os homens e devem ter as mesmas coisas!


As mulheres são como os homens, só têm umas partes que são diferentes e algumas coisas que crescem. Mas devem ser tratadas como os homens!

As mulheres devem poder ter os mesmos trabalhos que os homens, devem poder ter as mesmas coisas que os homens e têm que ser mais bem tratadas!


NÃO É NÃO!


SE AINDA NÃO PERCEBESTE DOU-TE UM PONTAPÉ NA CARA, PARA VERES O QUE AS MULHERES SOFREM!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Cartaz da Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!




Este é apenas um dos 4 cartazes que realizámos para a Marcha e que poderão ver no site oficial da:


Marcha Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres
.

ADIRAM À MARCHA, ATRAVÉS DO FACEBOOK:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764

Estratégias de sobrevivência e combate à violência de género!

Um dia destes vi um filme que uma amiga me emprestou. Fiquei muito impressionada! Fez-me recuar à minha infância e à minha aldeia natal.
O filme, de 2003, chama-se “Às Cinco da Tarde” e conta uma história de resistência e de sobrevivência. Muito resumidamente, após a queda do regime Talibã, no Afeganistão, as mulheres começam a poder voltar à escola. Uma destas mulheres é Noqreh (Agheleh Rezaie), que vai à escola, mas às escondidas do seu pai (Abdolgani Yousefrazi), que é muito conservador e desaprova! Para tal, o uso da burca torna-se um estratégia muito útil.

Um dia, é realizado um grande debate na escola sobre a “condição feminina” e a possibilidade de as mulheres conquistarem os mesmos direitos que os homens. O debate faz com que estas jovens mulheres despertem as consciências e comecem a sonhar que um dia, também elas, poderão ser candidatas à Presidência da República. É o caso de Noqreh, que, com a ajuda de um amigo, começa a colocar a ideia em prática e chega mesmo a realizar cartazes e a colá-los pela cidade. Contudo, a realidade é demasiado dura e faz com que, juntamente com a sua família, ela parta, numa viagem pelo deserto, à procura de um local onde possam sobreviver.

Ao ver este filme, recordei as estratégias usadas por algumas mulheres da minha aldeia natal, onde vivi até 1986, no Norte de Portugal. Os papeis de género eram bem claros: as mulheres cuidavam da casa, da família e do campo; os maridos “ganhavam o pão”. Como tal, a maior parte das mulheres estava dependente dos homens, seja do marido, seja do pai. Estes eram a autoridade. A violência doméstica era recorrente. Se actualmente existem homens conservadores e sexistas, não imaginam naquela altura. Mas tudo parecia ser visto como “normal”, como se fosse o destino. Se uma mulher saía de casa porque o marido lhe bateu, logo havia alguém (nomeadamente mulheres) que dizia, “- Ai, que vergonha. Volta para casa, ele é teu marido! E tens os teus filhos para criar, como vais fazer?” Se as/os filhos deixassem de falar com o pai, logo havia alguém que dizia “Tens de lhe perdoar. É teu pai!”. Questiono-me agora se alguém dizia isso ao pai!

Neste contexto, no mínimo retrógrado, as mulheres também recorriam a várias estratégias, no sentido de procurar atingir os seus objectivos. Por ser menina, muito cedo começaram a chamar-me à atenção sobre como devia lidar com o marido: como devia fazer isto, ou fazer aquilo, que não devia contar tudo ao marido, que não lhe devia dizer se tivesse algum dinheiro, etc...

Embora eu tenha nascido e crescido naquele ambiente, muito cedo comecei a pensar de forma diferente daqueles homens e mulheres. Desde muito cedo, na irreverência da juventude, eu dizia que ia ser uma mulher autónoma e que nunca admitiria que algum homem me tratasse daquela forma, nem que me batesse. Se

o fizesse, seria a primeira vez e a última! Elas riam-se e diziam “sim, sim!”. Chamava-me ingénua.

Já naquela altura eu lhes dizia, que nós, as mulheres, não somos passivas. Tal como os homens, somos pessoas activas. E que era muito mais saudável partilhar a vida com o marido ou companheiro, do que recorrer a estratégias mirabolantes, e fazer pela calada.
No verão passado, tive a oportunidade de voltar à minha terrinha uma semana inteira. A primeira impressão foi excelente. Está uma aldeia muito diferente da dos anos 80. Parece mais clara. As pessoas, muito graças às emigrantes, encarregaram-se de lhe lavar a cara. E cada casa é maior do que a outra.

No entanto, uma semana bastou-me para perceber que muitos daqueles homens continuam iguais, estagnaram no tempo, e que muitas daquelas estratégias continuam a ser usadas por algumas mulheres. E são estas que continuam a achar-me ingénua.
Este é, de fac to, um problema de ordem simbólica, para o qual as mulheres muito contribuem.
Por vezes, pergunto-me o que pensarão estes homens e mulheres quando vêem a minha relação com o meu marido e o que acham dele... Nem ouso escrever o que me veio à mente!

Esta foi uma das razões pelas eu decidi participar na organização da
Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres.

No dia 25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, vamos sair à rua para dizer “CHEGA!”.

Pode ver o evento também no Facebook:
Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Exposição "Frida Kahlo" em Lisboa

O Museu da Cidade, em Lisboa, está a receber a exposição "Frida Kahlo - As suas fotografias", entre hoje, 4 de Novembro, e 29 de Janeiro.
Organizada em Portugal pela Casa da América Latina, é a primeira apresentação internacional desta exposição.
No Pavilhão Preto do Museu da Cidade vão estar
Mais de 200 fotografias de Frida Khalo, pintora mexicana nascida em 1907. Estas fotografias fazem parte do acervo de 6.500 que se encontram na Casa Azul, onde a artista nasceu.

Teremos, assim, a oportunidade de ver
Frida Kahlo como nunca a vimos!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aqui está mais uma notícia, avançada pelo Jornal Público, que mostra bem a urgência de colocarmos mãos à obra, ou os pés na rua, nomeadamente no dia 25 de Novembro, com a Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

O jornal refere números verdadeiramente arrasadores. De facto, salienta que o número de queixas de violência doméstica tem vindo a aumentar no nosso país e deverá ascender a 31 mil este ano
!

No dia 25 de Novembro, vamos demonstrar a nossa indignação não só face ao número de mulheres violentadas, como à injustiça com que muitos casos são julgados.

Aderiram à Marcha aqui no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764

Muito obrigada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

No dia 25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, sairemos à rua para dizer:
Nem mais uma!
Não somos cúmplices ou indiferentes e estamos vigilantes!

Muito em breve divulgaremos aqui o Manifesto, assim como outras informações. Para já, podem aderir ao evento e divulgá-lo no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764
Obrigada

Este convite estende-se a toda a sociedade, mulheres e homens...
Gostava muito que esta ideia "utópica" de José Saramago deixasse de o ser. Por isso, vamos todas/os juntas/os sair à rua no dia 25 de Novembro para manifestarmos não só a nossa indignação relativamente à violência contra as mulheres e as meninas, mas também relativamente às injustiças de vária penas!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Duas excelentes séries!

Estrearam no passado dia 10 de Outubro (segunda-feira à noite) duas excelentes séries na FOX Life, quer em termos das assimetrias de classes, como de género:

“Mildred Pierce”
- http://foxlife.canais-fox.pt/mildred-pierce,
“Downton Abbey” - http://foxlife.canais-fox.pt/downton-abbey,

Mildred Pierce tem apenas 5 episódios e Downton Abbey tem 7, mas, felizmente, já existe a segunda série. Para quem ainda não conhece e já perdeu os 2 primeiros episódios, vale sempre a pena.


Aqui fica um cheirinho de cada uma.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manifestação do 15 de Outubro de 2011, em Lisboa!

No passado sábado, 15 de Outubro, como não podia deixar de ser, sobretudo após as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro ministro Passos Coelho, soit disant, para enfrentar a crise, lá estivemos na manifestação que começou no Marquês de Pombal e terminou na Assembleia da República!

Reivindicámos mais igualdade, mais justiça e mais democracia!

Cerca de 100 mil pessoas unidas pela mesma causa, só em Lisboa, a gritar que "o povo unido jamais será vencido", é inesquecível! Pelo menos, espero que ninguém esqueça, nem "o povo", nem o "governo"!

É imperativo que haja uma democracia mais participativa!

Aqui ficam dois dos vídeos que pode ver no youtube:



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Feminismo(s) é a ideia radical de que as mulheres são pessoas!

Ontem o Programa "Câmara Clara" ofereceu-nos uma excelente “aula” sobre feminismos.

Convidada:
Ana Luísa Amaral. A poeta, professora da Faculdade de Letras do Porto e feminista lembra-nos como ser feminista é uma forma boa de ser pessoa e explica-nos como a corrente (minoritária) do separatismo foi usada para estigmatizar os feminismos. Poesia e resistência ou arte e política são os temas abordados numa conversa onde abordam desde Carolina Beatriz Ângelo e Berlusconi, a Charlie Chaplin e Emily Dickinson, etc.


Podem ver o programa completo aqui: http://camaraclara.rtp.pt/

sábado, 8 de outubro de 2011

“The help”

Aqui está um filme que recomendo vivamente!

As Serviçais (ou The Help no original), é um filme sobre os direitos humanos, abordando a relação que existe entre algumas empregadas negras e as suas patroas brancas.

Concretamente, conta uma história (passada nos anos 60, no estado do Mississipi, nos Estados Unidos da América) de três mulheres que constroem uma amizade em torno de um projecto secreto. Se no início, começam por hesitar, entretanto, perante alguns (maus) acontecimentos, entram no projecto com uma coragem tal que correm enormes riscos, quebram as normas sociais e acabam por transcender os seus próprios limites.

As consequências levam a grandes mudanças.

Estão de parabéns, é um excelente filme! Evoca vários sentimentos, desde o orgulho à raiva, ou mesmo à vergonha!

O filme é realizado por Tate Taylor (adaptado do livro de Katheryn Stocketts) e é protagonizado, nomeadamente, por Emma Stone, Jessica Chastain, Octavia Spencer, Sissy Spacek e Viola Davis.

Aqui fica um cheirinho:


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres activistas pelos direitos das mulheres distinguidas com o Prémio Nobel da Paz 2011!

Hoje, o Prémio Nobel da Paz, atribuído pelo Instituto Nobel norueguês, foi concedido a três mulheres pela sua "luta pacífica" pela paz, pela justiça, pela democracia, pelos direitos e pela segurança das mulheres.

São estas mulheres, as liberianas Ellen Johnson-Sirleaf (a primeira mulher africana a ser eleita presidente, de forma democrática) e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman, que luta há vários anos no Iémen, tornando-se numa das líderes da “Primavera Árabe”.

Veja mais informações, por exemplo:

no El País:El Nobel premia a tres activistas por su lucha por los derechos de la mujer,

ou no Público: Nobel da Paz três activistas pelos direitos das mulheres

terça-feira, 4 de outubro de 2011

As desigualdades de género em tempos de crise

A última revista "Sociedade e Trabalho, n.º 41 (1.ª edição - Dezembro 2010) já está disponível online - http://www.gep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/rst41.pdf

Esta revista tem por objectivo divulgar (nacional e internacionalmente) a informação e produção científica dos domínios do Emprego, da Formação, do Trabalho, da Segurança Social e da Acção Social.

Saliento, obviamente, o artigo sobre “As desigualdades de género em tempos de crise: um contributo para a reflexão sobre as implicações da vulnerabilidade laboral”, da autoria de Sara Falcão Casaca.