segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Aqui está mais uma notícia, avançada pelo Jornal Público, que mostra bem a urgência de colocarmos mãos à obra, ou os pés na rua, nomeadamente no dia 25 de Novembro, com a Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

O jornal refere números verdadeiramente arrasadores. De facto, salienta que o número de queixas de violência doméstica tem vindo a aumentar no nosso país e deverá ascender a 31 mil este ano
!

No dia 25 de Novembro, vamos demonstrar a nossa indignação não só face ao número de mulheres violentadas, como à injustiça com que muitos casos são julgados.

Aderiram à Marcha aqui no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764

Muito obrigada

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Marcha pelo Fim da Violência Contra as Mulheres!

No dia 25 de Novembro, Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, sairemos à rua para dizer:
Nem mais uma!
Não somos cúmplices ou indiferentes e estamos vigilantes!

Muito em breve divulgaremos aqui o Manifesto, assim como outras informações. Para já, podem aderir ao evento e divulgá-lo no facebook:
https://www.facebook.com/event.php?eid=252561514796764
Obrigada

Este convite estende-se a toda a sociedade, mulheres e homens...
Gostava muito que esta ideia "utópica" de José Saramago deixasse de o ser. Por isso, vamos todas/os juntas/os sair à rua no dia 25 de Novembro para manifestarmos não só a nossa indignação relativamente à violência contra as mulheres e as meninas, mas também relativamente às injustiças de vária penas!



quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Duas excelentes séries!

Estrearam no passado dia 10 de Outubro (segunda-feira à noite) duas excelentes séries na FOX Life, quer em termos das assimetrias de classes, como de género:

“Mildred Pierce”
- http://foxlife.canais-fox.pt/mildred-pierce,
“Downton Abbey” - http://foxlife.canais-fox.pt/downton-abbey,

Mildred Pierce tem apenas 5 episódios e Downton Abbey tem 7, mas, felizmente, já existe a segunda série. Para quem ainda não conhece e já perdeu os 2 primeiros episódios, vale sempre a pena.


Aqui fica um cheirinho de cada uma.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Manifestação do 15 de Outubro de 2011, em Lisboa!

No passado sábado, 15 de Outubro, como não podia deixar de ser, sobretudo após as medidas de austeridade anunciadas pelo primeiro ministro Passos Coelho, soit disant, para enfrentar a crise, lá estivemos na manifestação que começou no Marquês de Pombal e terminou na Assembleia da República!

Reivindicámos mais igualdade, mais justiça e mais democracia!

Cerca de 100 mil pessoas unidas pela mesma causa, só em Lisboa, a gritar que "o povo unido jamais será vencido", é inesquecível! Pelo menos, espero que ninguém esqueça, nem "o povo", nem o "governo"!

É imperativo que haja uma democracia mais participativa!

Aqui ficam dois dos vídeos que pode ver no youtube:



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Feminismo(s) é a ideia radical de que as mulheres são pessoas!

Ontem o Programa "Câmara Clara" ofereceu-nos uma excelente “aula” sobre feminismos.

Convidada:
Ana Luísa Amaral. A poeta, professora da Faculdade de Letras do Porto e feminista lembra-nos como ser feminista é uma forma boa de ser pessoa e explica-nos como a corrente (minoritária) do separatismo foi usada para estigmatizar os feminismos. Poesia e resistência ou arte e política são os temas abordados numa conversa onde abordam desde Carolina Beatriz Ângelo e Berlusconi, a Charlie Chaplin e Emily Dickinson, etc.


Podem ver o programa completo aqui: http://camaraclara.rtp.pt/

sábado, 8 de outubro de 2011

“The help”

Aqui está um filme que recomendo vivamente!

As Serviçais (ou The Help no original), é um filme sobre os direitos humanos, abordando a relação que existe entre algumas empregadas negras e as suas patroas brancas.

Concretamente, conta uma história (passada nos anos 60, no estado do Mississipi, nos Estados Unidos da América) de três mulheres que constroem uma amizade em torno de um projecto secreto. Se no início, começam por hesitar, entretanto, perante alguns (maus) acontecimentos, entram no projecto com uma coragem tal que correm enormes riscos, quebram as normas sociais e acabam por transcender os seus próprios limites.

As consequências levam a grandes mudanças.

Estão de parabéns, é um excelente filme! Evoca vários sentimentos, desde o orgulho à raiva, ou mesmo à vergonha!

O filme é realizado por Tate Taylor (adaptado do livro de Katheryn Stocketts) e é protagonizado, nomeadamente, por Emma Stone, Jessica Chastain, Octavia Spencer, Sissy Spacek e Viola Davis.

Aqui fica um cheirinho:


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres activistas pelos direitos das mulheres distinguidas com o Prémio Nobel da Paz 2011!

Hoje, o Prémio Nobel da Paz, atribuído pelo Instituto Nobel norueguês, foi concedido a três mulheres pela sua "luta pacífica" pela paz, pela justiça, pela democracia, pelos direitos e pela segurança das mulheres.

São estas mulheres, as liberianas Ellen Johnson-Sirleaf (a primeira mulher africana a ser eleita presidente, de forma democrática) e Leymah Gbowee e a iemenita Tawakul Karman, que luta há vários anos no Iémen, tornando-se numa das líderes da “Primavera Árabe”.

Veja mais informações, por exemplo:

no El País:El Nobel premia a tres activistas por su lucha por los derechos de la mujer,

ou no Público: Nobel da Paz três activistas pelos direitos das mulheres

terça-feira, 4 de outubro de 2011

As desigualdades de género em tempos de crise

A última revista "Sociedade e Trabalho, n.º 41 (1.ª edição - Dezembro 2010) já está disponível online - http://www.gep.mtss.gov.pt/edicoes/revistasociedade/rst41.pdf

Esta revista tem por objectivo divulgar (nacional e internacionalmente) a informação e produção científica dos domínios do Emprego, da Formação, do Trabalho, da Segurança Social e da Acção Social.

Saliento, obviamente, o artigo sobre “As desigualdades de género em tempos de crise: um contributo para a reflexão sobre as implicações da vulnerabilidade laboral”, da autoria de Sara Falcão Casaca.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Observatório Europeu das Desigualdades


Foi criado um Observatório Europeu das Desigualdades:
Veja toda a informação no seguinte site: http://www.inequalitywatch.eu/

Este é, certamente, um contributo importante para uma luta mais informada contra as desigualdades sociais que existem em toda a Europa.

Quem é feminista?

Eu sei que já aqui referi isto várias vezes. No entanto, pelos comentários que estão a ser trocados no Post anterior, senti que devia esclarecer esta questão novamente.

Feminista
não é uma espécie de grupo de mulheres organizado para lutar contra os homens. Ser feminista é sim acreditar na igualdade de direitos entre as mulheres e os homens.

São feministas todas aquelas pessoas (brancas ou negras, solteiras ou casadas, etc.) que acreditam que as mulheres e os homens merecem igual respeito, poder, espaço, etc., que acreditam que NINGUÉM deve ver as suas escolhas e oportunidades condicionadas em razão do sexo!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

World Development Report 2012


A igualdade entre homens e mulheres é importante em termos de desenvolvimento!

É o que conclui o World Development Report 2012: Gender Equality and Development

Pode ver toda a informação, em várias línguas, nomeadamente, em português, aqui: World Development Report 2012 - Data & Research - World Bank

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mais um momento histórico!

Mais um momento histórico, em termos de igualdade de género, a nível mundial!

A Presidente Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Como a própria Dilma Rousseff, (...) pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugurou o Debate Geral. É a voz da democracia!... É a voz da democracia e da igualdade (...)!”

PETIÇÃO CONTRA O PRECONCEITO ÀS BRASILEIRAS

ATENÇÃO a todas as pessoas que apoiaram o Manifesto contra o preconceito às Brasileiras

Como teve vários apoios e uma grande repercussão, optou-se por fazer também uma PETIÇÃO ON-LINE (aqui -
www.peticao24.com) e um Blog (aqui: http://manifestomulheresbrasileiras.blogspot.com/ ).

Todas as pessoas podem e devem assinar, de todas as nacionalidades e residentes em qualquer país.
Entrem neste link e apoiem, divulguem e assinem. Vamos, todas/os juntas/os lutar contra o preconceito!

It's a Man's World

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Horror da Mutilação dos Seios!

Aquelas pessoas que acreditam que as mulheres já têm todos os direitos, desenganem-se.

A notícia sobre a
Mutilação dos seios cresce nos Camarões avançada, esta semana, pelo Expresso e pela Visão, Edição 967 (Meninas sem peito) e o El País, mostra bem como as mulheres estão ainda mais longe disso em alguns países de África.

Diz a notícia que uma em cada 4 adolescentes nos Camarões, país da África Ocidental, é queimada nos seios. Trata-se de uma forma de mutilação feminina para, soi-disant, dissimular a puberdade e evitar violações e gravidezes precoces.


Ao contrário do que seria expectável, e apesar do apelo das associações internacionais, esta tradição, já antiga nos Camarões, de “passar a ferro” os seios das meninas e adolescentes está a crescer. E são as mães e outras mulheres da família que se encarregam de dar continuidade a esta prática.

É inacreditável! Como consegue esta gente perpetuar esta prática terrível? Será que não pensa nos efeitos cruéis para as miúdas? E veja-se que algumas das vítimas têm menos de 9 anos de idade, 9 anos! Para além das dores físicas que provocam ao longo de vários meses, destruindo os tecidos, causando feridas, hematomas, infecções (que podem até conduzir ao cancro), também provocam enormes traumas psicológicos. Como podem ficar indiferentes a tudo isto?!

Certamente que já todas/os conhecíamos a prática, igualmente cruel, da “mutilação genital feminina”, através da excisão do clítoris. Agora, ficamos a saber que também existe a “mutilação mamária”, realizada através de objectos quentes e esmagamento. Duas crueldades ao serviço da repressão sexual, dos preconceitos e das tradições.

Felizmente, existem, cada vez mais,
associações internacionais que procuram combater esta tradição que é, de facto, uma violação terrível contra os direitos humanos e os direitos das mulheres!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Manifesto contra o preconceito às brasileiras

Devido a vários episódios de preconceito, estereotipia, sexismo e estigmatização das mulheres brasileiras na comunicação social portuguesa (de que é disso exemplo o programa "Café Central" da RTP), hoje um grupo de pessoas colocou um Manifesto no Facebook e exige que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes.

Veja aqui o
Manifesto contra o preconceito às Brasileiras (assim como vários outros exemplos) e adira ao grupo.

Eu já aderi!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

É preciso denunciar a violência doméstica!

Nas duas últimas semanas, 5 mulheres foram brutalmente assassinadas pelos maridos! A última
morava em Nine (Famalicão), no Norte de Portugal
- Andreia pediu ajuda e deu vários sinais (Correio da Manhã).

Todos estes homicídios tinham um elo em comum: a família e as/os vizinhas/os conheciam a situação e nunca a denunciaram. Porquê?!
O medo já não é desculpa. Podemos fazer a denúncia de forma anónima, através do telefone, de um e-mail, de uma carta, etc.


Já agora, volto a salientar aqui a linha gratuita de apoio, 24h por dia:
800 20 21 48


VAMOS TODAS/OS MUDAR DE COMPORTAMENTO FACE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. NÃO NOS CALEMOS!


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Não ao conformismo social!









"O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento"

(John Kennedy)

Sugestão de mais um filme: Secretariat

O filme é realizado por Randall Wallace e conta com Diane Lane, James Cromwell, John Malkovich, Margo Martindale, Otto Thorwarth e Scott Glenn.

É um filme dramático que relata uma história verídica, onde uma mulher (Penny Chenery, muito bem interpretada por Diane Lane), com o apoio do carismático treinador de cavalos, Lucien Laurin (John Malkovich), vence num “mundo de homens”, com aquele que acabou por ser o cavalo de corrida mais rápido do mundo, até hoje – Secretariat.

O filme mostra muito bem como Penny Chenery lutou contra os preconceitos sociais e sexuais da sociedade norte-americana dos anos 70, conseguindo, apesar de tudo, levar Secretariat à vitória num mundo ainda muito controlado pelos homens.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cortes cegos levam a um retrocesso civilizacional!

De acordo com o jornal Público, o Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias. Não, hoje não é dia 1 de Abril, o governo pretende acabar com a comparticipação de diversos produtos, nomeadamente a pílula contraceptiva e a vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero.

Perante tal retrocesso civilizacional, que atinge sobretudo as mulheres, já várias pessoas e entidades vieram responder a esta medida com grande indignação. A Associação para o Planeamento Familiar (APF), por exemplo, alerta condena esta medida e acredita que o Fim da comparticipação da pílula pode aumentar recurso ao aborto (JN).

Veja também o site: http://www.apf.pt/cms/files/conteudos/file/Noticias%20e%20destaques/2011/Setembro%202011/NI08092011.pdf

Felizmente (para algumas pessoas), a pílula continuará a ser distribuída gratuitamente nos centros de saúde (CS) e nas consultas de planeamento familiar. No entanto, já todas/os sabemos como as coisas, por vezes, funcionam nos CS e quem acaba por lá ir com mais frequência – as pessoas mais carenciadas. Isto significa que esta medida vai gerar mais desigualdade sociais.

Como diz Andrea Peniche, do BE, num contexto destes em que o objectivo é poupar, Quem corta assim é parvo, porque é já mais do que sabido que “a medicina preventiva é mais barata que a medicina curativa [o que interessa mais ao Governo] e, sobretudo, mais humana.” Tanto a deputada do BE, Helena Pinto (A pílula é um luxo?), como a APF salientam, e muito bem, que estes produtos "não são luxos". Foi graças ao recurso da pílula, como método contraceptivo, que foram alcançados os elevados níveis de contracepção no nosso país.

Uma coisa é certa, uma medida destas é inadmissível no séc. XXI. Não podemos ficar de braços cruzados perante tal atentado ao direito à saúde, os direitos sexuais e reprodutivos - OS DIREITOS DAS MULHERES!

Não ao retrocesso!