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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género VII

Aqui fica mais uma bela música sugerida pela Rosa Monteiro LA NIÑA DE FUEGO”, com Buika. Obrigada Rosa ;o)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Músicas em torno das questões de género II

Mais uma música maravilhosa de Chico Buarque - Cotidiano (original 1984) - por sugestão de Cláudia Múrias. Obrigada Cláudia.



Mais uma vez, coloco a letra também, porque julgo que vale mesmo a pena ler com atenção.


Todo dia ela faz Tudo sempre igual

Me sacode Às seis horas da manhã

Me sorri um sorriso pontual

E me beija com a boca de hortelã

Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café

Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão

Seis da tarde, como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca prá beijar
E me beija com a boca de paixão

Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
Me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor

Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode as seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia

A Escola de Psicologia da Universidade do Minho irá acolher o VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia, a realizar em Braga de 4 a 6 de Fevereiro, com o apoio da Associação Portuguesa de Psicologia (APP). http://www.viisimposioinvestigacao.com/

No site já está o PROGRAMA CIENTÍFICO, assim como o LIVRO DE RESUMOS.

Como poderão ver, no site, há muito boas razões para se deslocarem a Braga e também participarem no Simpósio.

Destaco as mesas que aqui mais nos interessam por tratarem dos estudos de género e feministas. Há 5 mesas organizadas pel@s colegas Nuno Santos Carneiro, João Manuel de Oliveira e Sofia Neves:

- Psicologia crítica e pensamento LGBT/queer,

- Género e masculinidades,

- Psicologia feminista I ( na qual também participarei),

- Psicologia feminista II,

- Psicologia crítica, feminismos (queer),

Saliento, ainda, outra mesa, também sobre a área do género, organizada pelas colegas Carla Cerqueira e Rosa Cabecinhas:

- Representações de género nos media

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quando pensamos que já vimos tudo...!

Hoje, ao longo do dia, fui lendo boas notícias relativamente à igualdade de género que, na minha opinião, ilustram bem que, apesar de lentamente, estamos a caminhar no bom sentido, ou seja, no sentido da igualdade.


Contudo, infelizmente, acabei o dia com o pensamento inverso, ou, pelo menos, com a sensação de que ainda há muito trabalho por fazer na nossa sociedade.


De facto, ao folhear a Visão da última semana de Dezembro de 2009, fiquei a conhecer um novo conceito do mundo da restauração, o bodysushi ou nyotaimori. Em japonês significa apresentação em corpo de mulher, ou seja, consiste na prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua.

Nesta altura já se devem estar pensar que esta prática não existe em Portugal, certo?! Ou se existe a mesma prática no corpo de um homem!?


Pois desenganem-se, a prática de servir sashimi ou sushi no corpo de uma mulher nua existe bem no centro de Lisboa, no Origami Sushiaren... a mulher nua está deitada em cima de uma mesa e em cima são colocadas estrategicamente as iguarias que podem ser retiradas pel@s clientes com os hashi (os pauzinhos de madeira) colocados na mesa para isso mesmo. Diz a Visão que o conceito foi bem aceite pel@s convidad@s!

Ai se a moda pega?!


E mais não digo, pois não quero contribuir mais para esta prática que ainda nem consigo classificar! Mas não consigo parar de me questionar sobre o que sentem tanto @s clientes, como as mulheres que serve de travessa.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Há que ousar dizer "eu sou feminista"!

A informação que anda a ser debatida em vários blogs (ex: vejam no Jugular e Nas Minhas Histórias) decorrente de uma notícia que saiu no jornal Público, desta vez, sobre o que as mulheres produzem no mundo e aquilo que auferem, revela a importância de continuarem a haver feministas, a nível mundial.

De facto, segundo a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pilay "As mulheres são responsáveis por dois terços das horas de trabalho no mundo inteiro e produzem metade dos alimentos do mundo. No entanto, devido à discriminação e às definições estereotipadas de papéis em função do sexo, auferem apenas 10 por cento do rendimento do mundo e possuem menos de um por cento dos bens a nível mundial." (Público, 10 de Dezembro, 2009, p.39).

Por esta e muitas outras razões (ex.: a questão da violência doméstica), temos de continuar a trabalhar, no sentido de conseguirmos despertar as consciências, nomeadamente das mulheres, para estas situações claramente discriminatórias, a nível mundial. Só assim, e sendo muito persistentes, é que as pessoas poderão começar a mudar e até juntar-se a nós, envolvendo-se em acções para a mudança da estrutura social.


Além disso, como disse Benoite Groul, "Le féminisme n'a jamais tué personne, le machisme tue tous les jours". Por essa razão, mais do que nunca, e sem medos de sermos rotulad@s de... do que quer que seja, temos de ousar dizer que somos feministas.

Uma coisa é certa, só há um caminho - o da igualdade.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Campanha "Maltrato Zero"

Lançamento da Campanha "Maltrato Zero" - Dia 25 de Novembro, 10:30H no Museu da Electricidade, em Lisboa.

Em Portugal, a Campanha será promovida conjuntamente pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, em colaboração com o Instituto Português da Juventude. Trata-se de uma campanha destinada à sociedade em geral, com especial enfoque na população jovem, dos países ibero-americanos com o objectivo de alertar a consciência social para as questões da igualdade e da violência de género, tendo em vista a erradicação desta última.

Pela primeira vez, os 22 países ibero-americanos surgem a uma só voz para consciencializar as sociedades de que a violência contra a mulher é um problema social, que não pode ficar oculto na esfera do privado. Esta voz única vem somar-se aos esforços que cada um dos países tem vindo a realizar contra este problema, através das suas próprias campanhas, legislação específica e dos recursos e meios que dedica ao seu combate.

A campanha tem por objetivo unir toda a sociedade ibero-americana, em especial a juventude, para se comprometer contra a desigualdade e contra a violência de género através do movimento social ‘MaltratoZero’. Este movimento pretende congregar uma população estimada de 150 milhões de pessoas e conta com um sítio na internet - www.maltratozero.com – que movimento pretende congregar uma população estimada de 150 milhões de pessoas e conta com um sítio na internet - www.maltratozero.com - que contém spots de rádio, de televisão, cartazes, informações, dados sobre violência doméstica, depoimentos, manifestos, entre outros.

Qualquer cidadão/ã pode aderir ao movimento. Todo o material foi produzido em português e em espanhol.

(fonte: CIG).

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

As quotas baseadas no sexo e os argumentos do interesse e do mérito


Por motivos de saúde (ou de falta dela), infelizmente, ontem não pude assistir à Conferência proferida pela Presidente do Chile, Michelle Bachelet, na Gulbenkian, sobre “Género e Participação Política: a Experiência do Chile”, área que me interessa particularmente, neste momento.

Felizmente, hoje já “folheei alguns jornais”. Vi hoje no SOL que, de acordo com Michelle Bachelet, a entrada das mulheres na política chilena, que começou há 40 anos, tem sido muito lenta. Por exemplo, há, neste momento, 12 senadoras e 18 deputadas no Chile, e nas últimas eleições municipais, houve apenas 19% de candidatas.

Tal como no nosso país, segundo Bachelet, no Chile também “Não há entusiasmo por uma lei de quotas”.

Quando diz isto, é claro que Bachelet está a falar das quotas baseadas no sexo, as únicas que têm gerado polémica. É um facto que quase todos os sistemas políticos aplicam algum tipo de quotas, nomeadamente quotas geográficas, para assegurarem uma representação mínima para áreas densamente povoadas, etc., mas não me recordo de uma polémica assim. Por que será?

Em Portugal, a Lei da Paridade e o mecanismo das quotas baseadas no sexo, criados para procurar diminuir a desigualdade que existe entre homens e mulheres na política, também têm gerado forte controvérsia, emergindo frequentemente os argumentos do mérito pessoal e a falta de mulheres para os lugares. A incompetência surge como sinónimo das quotas. E parece mesmo haver um maior sentimento de injustiça relativamente às medidas do que à própria velha situação de discriminação contra as mulheres.

O que me impressiona é constatar que só agora, que as mulheres estão a entrar na política em maior número, é que se coloca a questão do “mérito”! Então, e os homens? Será que, por exemplo, todos os deputados que estão na Assembleia da República são competentes? Por que é que só as mulheres têm de provar que têm mérito?

Para a Presidente do Chile «não bastam quotas, há que encontrar um mecanismo para as tornar eficazes». Concordo plenamente. Aliás, este ano, em que a Lei da Paridade foi implementada em Portugal pela 1ª vez, vimos quão difícil será alterar o sistema se as medidas se mantiverem assim.

Apesar de a Lei da Paridade ter sido cumprida nas eleições europeias e legislativas, pelo menos, pelos 5 grandes partidos políticos portugueses, e das melhorias daí decorrentes tanto nas europeias (36% de eurodeputadas), como nas legislativas (29.2% de deputadas), no Governo e nas autarquias o poder político mantém-se masculino.

O que aconteceu este ano nas eleições autárquicas, em Portugal, foi flagrante. Para além de nenhum partido ter cumprido a Lei da Paridade (houve, pelo menos 63 listas, se bem me recordo), também houve quem cumprisse a lei, apenas para receber o subsídio, com o compromisso de, em seguida, devolver os lugares aos homens. E mais grave ainda, com o apoio de algumas mulheres.

Há, claramente, uma enorme resistência dos poderes instalados. Mas, por que será que estas mulheres se comportam assim?

Felizmente, um pouco como disse Michelle Bachelet, há algumas mulheres “mais duras de matar” que, sendo perseverantes e conscientes dos obstáculos que existem, conseguirão ultrapassá-los e conseguirão lá chegar e, principalmente, conseguirão lá permanecer. Só assim, no meu entender, haverá mais democracia.

Uma coisa é certa, tal como disse há uns dias, em entrevista ao Público, Elza Pais, a participação das mulheres nas 3 eleições por todo o país provou que as mulheres gostam da política e que têm vontade de participar na política, não tinham era tido a oportunidade de o fazer. Só por isso, a aplicação da Lei da Paridade já valeu a pena. Serviu para alertar algumas consciências.

A notícia que nos chegou da Freguesia de Alcafache, onde foi constituída uma lista só de mulheres, é um bom exemplo. E agora (sobretudo para aqueles/as que tanto questionam o mérito das mulheres) é esperar e ver do que é que elas são capazes :O)

domingo, 29 de novembro de 2009

Seminário Interdisciplinar Género e Ciências Sociais

Nos dias 4 e 5 de Dezembro de 2009 terá lugar o Seminário Interdisciplinar Género e Ciências Sociais, coordenado pela nossa colega Sofia Neves do Instituto Superior da Maia (ISMAI).

Quem estiver interessado/a em assistir ainda pode ter acesso à ficha de inscrição no portal do ISMAI: