sábado, 19 de fevereiro de 2011

As cedências de poder nunca se fizeram sem fortes resistências!

De acordo com o Diário de Notícias de ontem, Mais mulheres no topo de empresas precisa-se.

O artigo começa por dizer que em Portugal, "apenas 4% das grandes empresas têm mulheres no topo, algo que evoluirá com a "auto-regulação".
Aparentemente, esta semana, a União Europeia deixou claro que ou as grandes empresas admitem voluntariamente mais mulheres nos seus cargos de topo até 2012 ou terá de tomar medidas de força.
O tema surge depois de 250 dirigentes de 15 países europeus, incluindo Portugal, se terem reunido, em Madrid, para debater a igualdade no acesso aos conselhos de administração das empresas, tendo o European Professional Women's Network (EWPN),
revelado que apenas 11,7% dos cargos mais elevados, das 300 principais empresas , são ocupados por mulheres e apenas 3% nas 500 maiores empresas eleitas pela revista Fortune.
A situação é melhor relativamente a 2008, em que as mulheres totalizavam 9,7%, ou melhor que os actuais valores de Itália ou Portugal, onde apenas 4% das mulheres ocupam cargos de topo nestas empresas.


Noutro artigo do mesmo jornal, constata-se que, de facto, no mundo empresarial português, as mulheres são Poucas mas boas na 'quota' de 4% em Portugal. Concretamente, segundo a EWPN, há 3,6% de mulheres nos conselhos de administração das grandes empresas em Portugal. "Um número muito baixo face à média europeia, que é de 11,7%", reconhece a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, que defende que "há ainda um caminho a percorrer".
No entanto, acredita que, ao contrário do que está a acontecer em alguns países da europeus, não vai ser preciso impor quotas: "Acredito na auto-regulação e no estímulo da vontade das empresas para implementar planos para a igualdade", factor vital no "reforço da competitividade", refere, salientando que "estão a sair das universidades muitas mulheres qualificadas que precisam de ser rentabilizadas". Em suma, estas mulheres "não precisam de bondade, mas sim de igualdade", porque competência já têm.

Vamos ser optimistas
e esperar também que haja progressos... sabendo, no entanto, que as cedências de poder nunca se fizeram sem fortes resistências!

2 comentários:

Boneca de Trapos disse...

boa notícia e bom comentário à notícia! :)

Maria Helena Santos disse...

Obrigada Boneca ;o)

Sim, é uma óptima notícia, embora saibamos que, infelizmente, há sempre um grande caminho a percorrer entre a teoria e a prática...mas, enfim, "o caminho faz-se caminhando!"