quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Observatório Europeu das Desigualdades


Foi criado um Observatório Europeu das Desigualdades:
Veja toda a informação no seguinte site: http://www.inequalitywatch.eu/

Este é, certamente, um contributo importante para uma luta mais informada contra as desigualdades sociais que existem em toda a Europa.

Quem é feminista?

Eu sei que já aqui referi isto várias vezes. No entanto, pelos comentários que estão a ser trocados no Post anterior, senti que devia esclarecer esta questão novamente.

Feminista
não é uma espécie de grupo de mulheres organizado para lutar contra os homens. Ser feminista é sim acreditar na igualdade de direitos entre as mulheres e os homens.

São feministas todas aquelas pessoas (brancas ou negras, solteiras ou casadas, etc.) que acreditam que as mulheres e os homens merecem igual respeito, poder, espaço, etc., que acreditam que NINGUÉM deve ver as suas escolhas e oportunidades condicionadas em razão do sexo!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

World Development Report 2012


A igualdade entre homens e mulheres é importante em termos de desenvolvimento!

É o que conclui o World Development Report 2012: Gender Equality and Development

Pode ver toda a informação, em várias línguas, nomeadamente, em português, aqui: World Development Report 2012 - Data & Research - World Bank

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Mais um momento histórico!

Mais um momento histórico, em termos de igualdade de género, a nível mundial!

A Presidente Dilma Rousseff foi a primeira mulher a abrir o Debate Geral da 66ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Como a própria Dilma Rousseff, (...) pela primeira vez, na história das Nações Unidas, uma voz feminina inaugurou o Debate Geral. É a voz da democracia!... É a voz da democracia e da igualdade (...)!”

PETIÇÃO CONTRA O PRECONCEITO ÀS BRASILEIRAS

ATENÇÃO a todas as pessoas que apoiaram o Manifesto contra o preconceito às Brasileiras

Como teve vários apoios e uma grande repercussão, optou-se por fazer também uma PETIÇÃO ON-LINE (aqui -
www.peticao24.com) e um Blog (aqui: http://manifestomulheresbrasileiras.blogspot.com/ ).

Todas as pessoas podem e devem assinar, de todas as nacionalidades e residentes em qualquer país.
Entrem neste link e apoiem, divulguem e assinem. Vamos, todas/os juntas/os lutar contra o preconceito!

It's a Man's World

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Horror da Mutilação dos Seios!

Aquelas pessoas que acreditam que as mulheres já têm todos os direitos, desenganem-se.

A notícia sobre a
Mutilação dos seios cresce nos Camarões avançada, esta semana, pelo Expresso e pela Visão, Edição 967 (Meninas sem peito) e o El País, mostra bem como as mulheres estão ainda mais longe disso em alguns países de África.

Diz a notícia que uma em cada 4 adolescentes nos Camarões, país da África Ocidental, é queimada nos seios. Trata-se de uma forma de mutilação feminina para, soi-disant, dissimular a puberdade e evitar violações e gravidezes precoces.


Ao contrário do que seria expectável, e apesar do apelo das associações internacionais, esta tradição, já antiga nos Camarões, de “passar a ferro” os seios das meninas e adolescentes está a crescer. E são as mães e outras mulheres da família que se encarregam de dar continuidade a esta prática.

É inacreditável! Como consegue esta gente perpetuar esta prática terrível? Será que não pensa nos efeitos cruéis para as miúdas? E veja-se que algumas das vítimas têm menos de 9 anos de idade, 9 anos! Para além das dores físicas que provocam ao longo de vários meses, destruindo os tecidos, causando feridas, hematomas, infecções (que podem até conduzir ao cancro), também provocam enormes traumas psicológicos. Como podem ficar indiferentes a tudo isto?!

Certamente que já todas/os conhecíamos a prática, igualmente cruel, da “mutilação genital feminina”, através da excisão do clítoris. Agora, ficamos a saber que também existe a “mutilação mamária”, realizada através de objectos quentes e esmagamento. Duas crueldades ao serviço da repressão sexual, dos preconceitos e das tradições.

Felizmente, existem, cada vez mais,
associações internacionais que procuram combater esta tradição que é, de facto, uma violação terrível contra os direitos humanos e os direitos das mulheres!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Manifesto contra o preconceito às brasileiras

Devido a vários episódios de preconceito, estereotipia, sexismo e estigmatização das mulheres brasileiras na comunicação social portuguesa (de que é disso exemplo o programa "Café Central" da RTP), hoje um grupo de pessoas colocou um Manifesto no Facebook e exige que providências sejam tomadas por parte das autoridades competentes.

Veja aqui o
Manifesto contra o preconceito às Brasileiras (assim como vários outros exemplos) e adira ao grupo.

Eu já aderi!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

É preciso denunciar a violência doméstica!

Nas duas últimas semanas, 5 mulheres foram brutalmente assassinadas pelos maridos! A última
morava em Nine (Famalicão), no Norte de Portugal
- Andreia pediu ajuda e deu vários sinais (Correio da Manhã).

Todos estes homicídios tinham um elo em comum: a família e as/os vizinhas/os conheciam a situação e nunca a denunciaram. Porquê?!
O medo já não é desculpa. Podemos fazer a denúncia de forma anónima, através do telefone, de um e-mail, de uma carta, etc.


Já agora, volto a salientar aqui a linha gratuita de apoio, 24h por dia:
800 20 21 48


VAMOS TODAS/OS MUDAR DE COMPORTAMENTO FACE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA. NÃO NOS CALEMOS!


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Não ao conformismo social!









"O conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento"

(John Kennedy)

Sugestão de mais um filme: Secretariat

O filme é realizado por Randall Wallace e conta com Diane Lane, James Cromwell, John Malkovich, Margo Martindale, Otto Thorwarth e Scott Glenn.

É um filme dramático que relata uma história verídica, onde uma mulher (Penny Chenery, muito bem interpretada por Diane Lane), com o apoio do carismático treinador de cavalos, Lucien Laurin (John Malkovich), vence num “mundo de homens”, com aquele que acabou por ser o cavalo de corrida mais rápido do mundo, até hoje – Secretariat.

O filme mostra muito bem como Penny Chenery lutou contra os preconceitos sociais e sexuais da sociedade norte-americana dos anos 70, conseguindo, apesar de tudo, levar Secretariat à vitória num mundo ainda muito controlado pelos homens.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Cortes cegos levam a um retrocesso civilizacional!

De acordo com o jornal Público, o Estado vai deixar de comparticipar pílulas e três vacinas vendidas nas farmácias. Não, hoje não é dia 1 de Abril, o governo pretende acabar com a comparticipação de diversos produtos, nomeadamente a pílula contraceptiva e a vacina contra o vírus que causa o cancro do colo do útero.

Perante tal retrocesso civilizacional, que atinge sobretudo as mulheres, já várias pessoas e entidades vieram responder a esta medida com grande indignação. A Associação para o Planeamento Familiar (APF), por exemplo, alerta condena esta medida e acredita que o Fim da comparticipação da pílula pode aumentar recurso ao aborto (JN).

Veja também o site: http://www.apf.pt/cms/files/conteudos/file/Noticias%20e%20destaques/2011/Setembro%202011/NI08092011.pdf

Felizmente (para algumas pessoas), a pílula continuará a ser distribuída gratuitamente nos centros de saúde (CS) e nas consultas de planeamento familiar. No entanto, já todas/os sabemos como as coisas, por vezes, funcionam nos CS e quem acaba por lá ir com mais frequência – as pessoas mais carenciadas. Isto significa que esta medida vai gerar mais desigualdade sociais.

Como diz Andrea Peniche, do BE, num contexto destes em que o objectivo é poupar, Quem corta assim é parvo, porque é já mais do que sabido que “a medicina preventiva é mais barata que a medicina curativa [o que interessa mais ao Governo] e, sobretudo, mais humana.” Tanto a deputada do BE, Helena Pinto (A pílula é um luxo?), como a APF salientam, e muito bem, que estes produtos "não são luxos". Foi graças ao recurso da pílula, como método contraceptivo, que foram alcançados os elevados níveis de contracepção no nosso país.

Uma coisa é certa, uma medida destas é inadmissível no séc. XXI. Não podemos ficar de braços cruzados perante tal atentado ao direito à saúde, os direitos sexuais e reprodutivos - OS DIREITOS DAS MULHERES!

Não ao retrocesso!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

II FeministizARTE a decorrer em Braga

Na sua segunda edição, o FeministizARTE – Festival de Arte Feminista pretende despertar, pela arte e pelo belo, a consciência feminista dos Bracarenses. O Núcleo de Braga da UMAR (União de Mulheres Alternativa e Resposta) convida toda a comunidade a desfrutar de espaços da cidade ao mesmo tempo que contacta com a criatividade de artistas amplamente reconhecid@s.

Neste sentido, estão patentes no Estaleiro Cultural Velha-a-Branca as exposições permanentes de Mariana Bacelar, Mariana Selva, Ana Pereira e Natacha Pereira. Na Livraria Centésima Página estão as obras da artista Olga Barbosa. Estão ainda no espaço Quatorze os trabalhos de Helena Elias.

Para além das exposições permanentes, terão ainda lugar ao longo do mês de Setembro performances do GATA (Grupo Activismo e Transformação pela Arte), Vânia Silva, Ana Baptista e Maíra Ribeiro, Flávio Rodrigues e Tin.Bra. Espaço ainda para a apresentação de livros das académicas Ana Gabriela Macedo e Manuela Tavares bem como para uma mesa redonda que procurará desmistificar a identificação da arte feminista com a arte no feminino, que conta com a presença de Márcia Oliveira, Maria Luísa Coelho e Marta Bernardes.

Paralelamente, e através de parcerias, ocorrerá um encontro dedicado à autora Clarice Lispector na Livraria Centésima Página e a leitura de uma peça organizada pela Comunidade de Leitura Dramática do BragaCult.

O festival arrancou oficialmente no dia 3 de Setembro e decorrerá ao longo de todo o mês. Para uma visita comentada junte-se a nós para o Roteiro pelas obras com o comentário de Ana Gabriela Macedo. Todas as entradas são gratuitas.

Consulte todo o programa ou acompanhe pelo facebook.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Acabar com a violência doméstica depende de todas/os. Não se cale!!

É rara a semana em que não há notícias sobre violência doméstica. De acordo com o CM, esta semana já morreram três mulheres (veja: Assassinadas pelos maridos e PSP tranca filho e executa mulher - Correio da Manhã) vítimas de violência doméstica!

É urgente que o governo comece a pensar nesta questão com a devida seriedade que ela merece. É preciso garantir mais segurança às vítimas de violência doméstica e punir devidamente quem agride, ou mata!

Mas a sociedade também tem um papel importante: Diminuir a violência doméstica depende de todas/os. Não se cale!

A este propósito, recentemente, foi lançada uma Campanha no Brasil chamada "Mulheres e Direitos", que pede, precisamente, o fim da violência e a promoção da igualdade de género.
Ora veja.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um filme verdadeiramente chocante!

O filme «A Vénus Negra» de Abdellatif Kechiche trata das questões de exploração sexual e de racismo flagrante.

A cena passa-se no início do século XIX e relata a vida de uma mulher - Saartjie Bartman (1789-1815), muito bem interpretada pela actriz Yahima Torres - que foi trazida da África do Sul para a Europa, onde foi explorada pelo “patrão”, Caesar, de forma inqualificável. Começou por se tornar numa atracção circense (aparentemente consentida), onde a multidão pagava para ver a “aberração” e para tocar as nádegas avantajadas desta “selvagem Vénus hotentote”. Depois, foi vendida a um domador de animais francês que também a explorou, obrigando-a a participar em shows eróticos e a prostituir-se.

Devo dizer que fiquei horrorizada! Inevitavelmente, a dada altura senti-me mais uma daquelas pessoas que assistiam ao seu espectáculo e cheguei a arrepender-me de ter ido ver o filme. Achei o filme pesado, com cenas longas e demasiado repetitivas, de uma violência atroz. Mas resisti (ao contrário de algumas pessoas), porque, se é verdade que, por vezes, dói ver a realidade, também é verdade que dói ainda mais à vítima. Por isso, concordo que é preciso demonstrá-la desta forma, nua e crua, para vermos claramente do que é que somos capazes, mas sobretudo para que nunca mais se repita!

A questão central é "até onde vai a curiosidade e a exploração humana perante algo ou alguém considerado fora dos padrões?".

Embora o episódio se passe no início do século XIX, a curiosidade por conhecer a sua anatomia também chegou à classe científica que investigou o seu corpo e, mais tarde, colocou os seus restos mortais num museu, onde permaneceram como uma atracção até século XX (1974)!

E actualmente já não há “shows de horrores” nas ruas, mas a exploração persiste na Internet.


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sugestão de um filme: "A Conspiradora"


Este fim-de-semana vi um filme, chamado "A Conspiradora" que recomendo vivamente. Não porque esteja directamente relacionado com as questões de género, mas com uma questão mais ampla. De facto, o filme faz-nos reflectir sobre a importância de vivermos num sistema democrático e permite-nos verificar o longo caminho que já foi feito no sentido de uma democracia... digamos, mais democrática!
Trata-se de um filme realizado por Robert Redford e onde participam várias actrizes e actores excelentes.

Muito resumidamente, o filme passa-se em Washington, em 1865. Na sequência do assassinato de Abraham Lincoln (o 16º presidente dos EUA), 8 pessoas são presas e acusadas ​​de conspirar para matar o Presidente, o Vice-Presidente e o Secretário de Estado. A única mulher acusada, Mary Surratt (Robin Wright), é proprietária de uma pensão onde John Wilkes Booth e os outros se reuniram e planearam os ataques.
Com o pós Guerra Civil de Washington como sinistro pano de fundo, o jovem advogado Frederick Aiken (James McAvoy), um herói de guerra da União, com 28 anos, relutantemente decide defender Surratt perante um tribunal militar. Aiken apercebe-se que a sua cliente pode ser inocente, sendo usada como “bode expiatório” de uma nação sedenta de justiça e de vingança. Mary Surratt vê-se obrigada a confiar em Aiken para descobrir a verdade e salvar a própria vida.
Frederick Aiken consegue provar a sua inocência. Agora, se consegue, ou não, salvar-lhe a vida é uma questão que prefiro deixá-l@ descobrir no cinema...


quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Filme sobre a luta pela igualdade salarial!

Ontem vi um bom filme de Nigel Cole que relata uma história verídica sobre a luta das mulheres pela igualdade salarial num “mundo de homens”.

A trabalhar em condições extremamente precárias, muitas horas seguidas, e preocupadas em conciliar o trabalho com a vida doméstic
a, as 187 mulheres, operárias da fábrica da Ford de Dagenham, perdem finalmente a paciência, em 1968, quando são classificadas como "não qualificadas".

Com humor, bom senso e coragem, Rita O´Grady (a galardoada actriz Sally Hawkins) e as outras mulheres protestaram contra a discriminação sexual e reivindicam a igualdade de direitos relativamente aos salários. Primeiro, viram-se contra os seus patrões, depois viram-se contra a comunidade local e depois contra o próprio governo. Com inteligência e imprevisibilidade, revelam-se à altura de qualquer um dos seus oponentes masculinos. Conscientes da situação de injustiça, ousando resistir contra tudo e todos, estas mulheres conseguem quebrar barreiras e mudar um sistema que ninguém queria admitir que já estivesse ultrapassado.

Esta manifestação foi decisiva para que o Parlamento britânico aprovasse o Projecto de Paridade Salarial, de 1970.

Algumas das ideias centrais são:

- a consciência de que, enquanto houver desigualdade salarial, as mulheres estarão sempre em 2º plano,

- a relevância de haver uma líder que inspire as outras,

- as enormes pressões do poder económico sobre o poder político,

- a persistência das mulheres.

Aqui fica o resumo do filme:


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reportagem “Finalmente Mulher”!

Esta reportagem (de Mafalda Gameiro, com imagem de João Martins, edição de imagem de Paulo Nunes e produção de Amélia Gomes Ferreira) retrata o drama de Patrícia Ribeiro, uma transexual.

Patrícia n
asceu com o sexo masculino e lutou, desde muito cedo, para se ver livre do corpo que tinha.

A reportagem acompanhou a angústia desta mulher, os seus dilemas e as suas inseguranças. Esteve no bloco operatório e em todo o processo que se seguiu à reatribuição do sexo feminino, um processo burocrático e doloroso que quase fez Patrícia desistir de viver.

A reportagem iniciou-se em 2009 e acompanhou o caso ao longo de mais de 2 anos, o tempo que o Estado Português demorou para conceder-lhe a nova identidade, depois de lhe ter pago a cirurgia de mudança de sexo. Foram anos de sofrimento, de contratempos burocráticos e humilhantes, de desilusão até ao dia em se abriu a porta da felicidade.

Hoje, Patrícia vive com o namorado e quer fazer carreira no mundo da música.

Resta salientar que a reportagem teve início antes da aprovação na lei de Identidade de Género e terminou quando a lei já estava em vigor.

Veja o vídeo aqui: Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A impunidade da Violência Sexual!


O DN de hoje refere que o relatório da ONU, sobre igualdade entre homens e mulheres, concluiu, nomeadamente, que a Violência sexual é quase impune na Europa!

De facto, embora a Europa surja entre as melhores zonas do globo, continua a ter problemas sobre as questões de género. Um destes problemas é a dificuldade em provar em tribunal os casos de violação sexual.

Em 2009, em média, nos países sobre os quais havia dados, apenas 14% das queixas resultaram em condenações. Na Bélgica essa cifra não passou dos 5%. Em Portugal, a percentagem foi de 16%.
Continua a haver um elevado índice de abandono. Saliente-se que estas percentagens excluem o número elevado de agressões em que nem sequer é apresentada qualquer queixa.

Veja aqui o Relatório "Progress of the World’s Women: In Pursuit of Justice" da UN WOMEN em: http://j.mp/UNWomenProgress

Lembre-se que o abuso sexual e crime. Por isso, não fique calada/o, denuncie-o!
É preciso que se comece a fazer justiça!